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Marcha dos Prefeitos à Brasília mirou na Aposentadoria Especial dos Agentes de Saúde.

           Marcha dos Prefeitos expõe disputa silenciosa sobre aposentadoria dos Agentes de Saúde.   —  Foto: JASB.
 
Marcha dos Prefeitos à Brasília mirou na Aposentadoria Especial dos Agentes de Saúde.
Publicado no JASB em 26.maio.2026. Atualizado em 28.maio.2026.

WhatsApp: Grupos Estaduais Movimentos de bastidores em Brasília reacendem debate sobre o futuro previdenciário dos Agentes de Saúde (ACS e ACE) e ampliam pressão para votação ainda em 2026.
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O avanço da aposentadoria dos Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias voltou ao centro das articulações políticas durante a Marcha dos Prefeitos, em Brasília. 

A 27ª edição da Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios começou na segunda-feira (18) e seguiu até a quinta-feira (21), reunindo mais de 15 mil participantes entre prefeitos, vice - prefeitos, vereadores, secretários municipais e gestores públicos. O evento foi organizado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM).

Relatos de interlocutores do movimento dos ACS e ACE indicam que prefeitos, vice-prefeitos, secretários municipais e vereadores intensificaram ações políticas para frear propostas que tratam da chamada aposentadoria justa da categoria. O embate, segundo lideranças, permanece aberto.
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Bastidores da pressão municipal

Segundo interlocutores ligados ao movimento dos Agentes Comunitários e de Combate às Endemias, representantes municipais passaram a atuar de forma coordenada nos corredores do Congresso Nacional. 

A preocupação central teria sido o impacto financeiro sobre a Gestão Municipal, especialmente após o avanço de debates sobre mudanças no Sistema Previdenciário Brasileiro. Entre os pontos destacados estão:

💠 Resistência ao avanço de propostas sem clareza sobre o custeio previdenciário;

💠 Articulações políticas junto a parlamentares durante agendas da Marcha dos Prefeitos;

💠 Defesa de menor impacto fiscal para municípios de pequeno e médio porte;

💠 Tentativas de retardar discussões consideradas sensíveis no Congresso Nacional.

O tema, porém, ganhou um novo ingrediente nos bastidores políticos.

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O papel do senador Irajá nas negociações

O próprio relator da Proposta de Emenda Constitucional (PEC 14), que busca garantir a Aposentadoria Especial com Integralidade e Paridade, além da Desprecarização dos ACS e ACE, senador Irajá Abreu, afirmou buscar reduzir a resistência de prefeitos à PEC. 

Para convencer os prefeitos, Irajá disse que argumentou que os custos relacionados à aposentadoria justa poderiam ser financiados pelo Governo Federal, reduzindo o receio de impacto direto nos cofres municipais. A movimentação teria mudado parte do tom das conversas.
           Marcha dos Prefeitos 2026 em Brasília destacou o lema "O Brasil que dá certo nasce nos Municípios".   —  Foto/Reprodução/CNM)

PEC 14 e PLP 185 entram em comparação política

Nos debates internos do movimento, uma diferença entre as propostas passou a ganhar peso. A PEC 14/2021 é vista por parte das lideranças como mais viável politicamente por prever entendimento de financiamento federal. 

Já o PLP 185/2024 enfrenta maior resistência, segundo relatos políticos, por dúvidas relacionadas ao modelo de custeio e tramitação legislativa (o Projeto não citou a fonte de custeio). A diferença ampliou discussões entre parlamentares e gestores.
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Os argumentos que cercam o PLP 185/2024

De acordo com informações compartilhadas no movimento e atribuídas ao deputado federal Zé Neto, o PLP 185/2024 teria custo estimado superior ao da PEC 14/2021. Entre os pontos debatidos estão:

💠 A ausência de indicação expressa sobre a origem dos recursos;

💠 O receio de aumento das responsabilidades financeiras municipais;

💠 A preocupação manifestada por representantes da CNM;

💠 O entendimento de que isso pode retardar o avanço do projeto.

Esses fatores ajudaram a ampliar a tensão nos debates em Brasília.

A lembrança de 2022 ainda pesa

Entre representantes dos ACS e ACE, permanece a avaliação de que 2022 deixou uma oportunidade perdida
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Lideranças recordam que, durante a tramitação da Emenda Constitucional 120/2022, não avançou a inclusão dos dois salários mínimos diretamente no texto constitucional, apesar da conquista do Piso Nacional. A memória política daquele período fortalece o discurso de que a mobilização precisa ser mantida para evitar novos adiamentos.

A disputa continua em Brasília

Enquanto PEC 14/2021 e PLP 185/2024 seguem em debate, lideranças dos Agentes de Saúde avaliam que 2026 pode ser decisivo para garantir mudanças previdenciárias. Nos bastidores, cresce a percepção de que o avanço dependerá não apenas do Congresso, mas da capacidade de mobilização política da categoria diante das resistências ainda presentes no debate nacional.

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Fonte: JASB - Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil - www.jasb.com.br. 
Edição Geral: JASB.
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