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PEC 14: CONACS recua, senador Irajá some da pauta e base da categoria amplia Mobilização Nacional.

           Lideranças em Brasília promovem mobilização nacional em defesa da Aposentadoria Especial e Desprecarização.   —  Foto: charge/JASB.
 
PEC 14: CONACS recua, senador Irajá some da pauta e base da categoria amplia Mobilização Nacional.
Publicado no JASB em 09.abril.2026. Atualizado em 10.abril.2026.

WhatsApp: Grupos Estaduais Esta semana ficará marcada na história dos Agentes de Saúde (ACS e ACE) não por uma vitória ou uma derrota — mas por uma rachadura que já existia e finalmente veio à tona com força total: inimigos da PEC 14 se mobilizaram como nunca. Confira o acesso ao vídeo, no final desta matéria. 
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Enquanto o senador Irajá Abreu (PSD-TO), relator da PEC 14 na CCJ do Senado, simplesmente desapareceu do radar sem se posicionar sobre a pauta, uma avalanche de mensagens, áudios e vídeos tomou os grupos da categoria, expondo três frentes em conflito: a CONACS, as entidades pró-PEC 14 e, acima de tudo, a voz direta da base — que provou, nesta semana, que é capaz de dobrar até um senador.

O sumiço do relator — e o que isso significa na prática

O senador Irajá Abreu havia sinalizado publicamente que apresentaria parecer favorável à PEC 14 nos dias 7 e 8 de abril. Não apresentou. Não se pronunciou. 

Agentes de todo o Brasil que acompanhavam a votação na CCJ do Senado foram surpreendidos pelo silêncio do relator, em um momento considerado o mais decisivo da tramitação da proposta
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Para quem esperava há meses — muitos, há décadas — a ausência sem explicação gerou frustração imediata e reacendeu o alerta de que a janela política de aprovação em 2026 pode ser mais estreita do que parecia.

O que disse a agente Cláudia Almeida — e por que a base ouviu

Em um áudio amplamente compartilhado nos grupos da categoria, a agente conhecida como Cláudia Almeida fez uma análise ponto a ponto da live realizada pela diretora presidente da CONACS, Ilda Angélica Correia. 


O áudio circulou em diferentes canais e foi repercutido pelo JASB. Os pontos levantados por Cacau são diretos: a live de Ilda Angêlica teve apenas 600 agentes simultaneamente — número que ela contrasta com os 400 mil trabalhadores que a entidade afirma representar. "Quem representa não representaria 600 agentes somente numa live", pontuou.
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Os pontos da live da CONACS que geraram controvérsia

A análise de Cacau da Saúde identificou contradições nas falas da presidente da CONACS que merecem atenção:

💠 Reconhecimento da pressão — a própria Ilda Angélica admitiu que a Semana Santa foi marcada por uma "enchurrada de mensagens" pedindo a retirada da emenda de Veneziano;

💠 Atribuição do recuo ao senador — a presidente da CONACS reconheceu indiretamente que foi a pressão da base que levou Veneziano a recuar com a emenda;

💠 Afirmação sobre a PLP 185 — ao dizer que agora luta "para manter" e não mais "para avançar", a liderança sinalizou, segundo análise da base, que o PLP 185 não tem mais tração suficiente;

💠 Crítica velada à categoria — a frase "temos que lutar contra nossa própria carne" foi interpretada por agentes como um reconhecimento de que a maioria da base defende a PEC 14, não o PLP 185;

💠 Questionamento sobre representatividade — o alcance de apenas 600 visualizações simultâneas numa live de uma entidade que reivindica representar 400 mil trabalhadores foi amplamente debatido nos grupos.
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A divisão que ninguém quer nomear — mas que todos estão vendo

O que ficou evidente nesta semana foi que a disputa entre PEC 14 e PLP 185 não é apenas técnica ou processual — é uma disputa de representatividade. De um lado, FNARAS e FENASCE defendem a PEC 14 como a única via que garante integralidade e paridade com respaldo constitucional direto. 

Do outro, a CONACS apoia o PLP 185, projeto de lei complementar de autoria do senador Veneziano, já aprovado no Senado e em análise na Câmara. O JASB reconheceu que as três entidades têm bases expressivas — e que nenhuma delas pode afirmar com legitimidade que representa a totalidade da categoria.

O que a pressão da base provou nesta semana

Independentemente do desfecho legislativo imediato, os últimos dias entregaram lições políticas concretas para a categoria:

🔶 A base tem poder real — a pressão organizada nas redes sociais foi suficiente para que o senador Veneziano retirasse sua própria emenda, reconhecendo publicamente o "mal-entendido";
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🔶 O silêncio do relator também pode ser pressionado — agentes já iniciaram mobilização nas redes do senador Irajá, usando a mesma estratégia que funcionou com Veneziano;

🔶 Entidades não controlam a voz da base — notas assinadas por sindicatos afirmando que "todos os agentes do estado" apoiam determinada posição foram contestadas diretamente por agentes daqueles estados;

🔶Representatividade se prova no engajamento — o número de 600 agentes numa live tornou-se um dado político concreto, não apenas um dado técnico;

🔶 A divisão enfraquece se não for gerenciada — a energia gasta internamente entre entidades é energia que deixa de pressionar parlamentares, governo e municípios.

 O que nenhum portal está destacando: a CONACS recuou

Por mais que a narrativa dominante desta semana tenha sido o sumiço do senador Irajá, identificou-se um dado relevante que passou despercebido na maioria das coberturas: 

Após a live de Ilda Angélica, ficou claro o recuo em relação ao tom combativo das semanas anteriores. A pressão da categoria foi suficientemente intensa para mover não apenas Veneziano — mas também a postura pública dos representantes da entidade que mais resistia à PEC 14. Isso muda o equilíbrio de forças no momento mais delicado da tramitação.
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O que vem agora — e por que o silêncio de Irajá é o próximo capítulo

Com Veneziano alinhado, CONACS recuada e FNARAS e FENASCE mobilizadas, a variável que define o próximo capítulo é o relator. O senador Irajá Abreu está sendo observado com a mesma atenção que foi dada a Veneziano — e a lição da semana é que a base sabe usar as redes sociais como ferramenta de pressão efetiva. Cláudia Almeida resumiu o raciocínio com clareza

"A gente entra em 1.000 residências por dia e sabe levar o nome de cada parlamentar e explicar pra população como eles agem em Brasília." Esse poder de mobilização territorial é o que torna o lobby dos Agentes de Saúde diferente de qualquer outro no Congresso Nacional.

Assista ao vídeo (acesse pelo Youtube):
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Fonte: JASB - Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil - www.jasb.com.br. 
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