Casos de sarampo em SP acendem alerta nacional, 70% dos infectados não estavam vacinados.
Casos de sarampo em SP acendem alerta nacional, 70% dos infectados não estavam vacinados.
WhatsApp: Grupos Estaduais | O Estado de São Paulo confirmou 23 casos de sarampo em 2026, sendo que 16 dos pacientes não possuíam histórico de vacinação ou estavam com o esquema vacinal incompleto, segundo a Secretaria Estadual da Saúde.
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Os casos estão concentrados na capital paulista (20), em São Bernardo do Campo (2) e em Guarulhos (1), com dois registros importados e os demais relacionados a essa cadeia de transmissão. O cenário coloca São Paulo como o único estado brasileiro com surto ativo da doença, acendendo alerta para a importância da vacinação .
Os vacinados e a proteção oferecida
Entre os 23 casos confirmados, 7 pacientes tinham histórico de vacinação, o que demonstra que a imunização, embora não seja 100% eficaz, reduz o risco de infecção e a gravidade da doença.
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O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri, explica que uma pessoa infectada pode transmitir o vírus para até 16 a 18 pessoas, o que reforça a importância de manter altas coberturas vacinais para interromper a cadeia de transmissão.
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O Brasil recuperou o certificado de eliminação do sarampo em 2024, mas a situação atual demonstra que a doença pode voltar a circular quando há bolsões de não vacinados.
Os não vacinados e o risco de disseminação
Os 16 pacientes sem histórico de vacinação ou com esquema incompleto representam 70% do total de casos, evidenciando o impacto direto da baixa cobertura vacinal. Entre os infectados estão bebês de até 2 anos e adultos entre 20 e 50 anos.
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A cobertura da tríplice viral no estado está em 77,5% para a primeira dose e 65,5% para a segunda, muito abaixo da meta de 95% estabelecida pelo Ministério da Saúde. Kfouri alerta que a transmissão se dá mesmo antes do surgimento dos sintomas, e que o sarampo pode causar complicações graves como pneumonia, encefalite e a chamada "amnésia imunológica", que deixa o organismo vulnerável a outras infecções.
A estratégia de vacinação ampliada
Diante do surto, o Ministério da Saúde recomendou a vacinação indiscriminada para toda a população de 6 meses a 59 anos nas cidades de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, independentemente do histórico vacinal.
A medida, que vale até 1º de setembro, inclui a chamada "dose zero" para bebês de 6 a 11 meses, que não substitui as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação, mas oferece proteção parcial em um momento de risco elevado.
O governo estadual enviou 150 mil novas doses da vacina tríplice viral para a capital e 80 mil para São Bernardo do Campo para reforçar a campanha .
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O que fazer e os próximos passos
Moradores das três cidades devem procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para receber a dose indicada, independentemente de já terem sido vacinados anteriormente . Nos demais municípios paulistas, a orientação é intensificar a busca ativa e atualizar as doses em atraso conforme o Calendário Nacional de Vacinação.
A vacina é segura, eficaz e está disponível gratuitamente no SUS. O controle do surto depende de dois pilares: coberturas vacinais elevadas (acima de 95%) e vigilância rigorosa de casos suspeitos.
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Fonte: JASB - Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil - www.jasb.com.br.
Edição Geral: JASB.
Encaminhamento de denúncia ao JASB: Acesse aqui.
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