Técnica de enfermagem é denunciada por ofensas gordofóbicas nas redes sociais; caso mobiliza hospital e Coren-MG.
Técnica em enfermagem trabalha na Santa Casa de Formiga (MG) e terá conduta avaliada pela instituição. — Foto: JASB/ilustrativa.Técnica de enfermagem é denunciada por ofensas gordofóbicas nas redes sociais; caso mobiliza hospital e Coren-MG.
WhatsApp: Grupos Estaduais | Denúncia reacende debate sobre ética profissional e responsabilidade no uso das redes sociais.
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Uma técnica de enfermagem que atua na Santa Casa de Caridade de Formiga, em Minas Gerais, foi denunciada após publicar comentários considerados ofensivos e gordofóbicos contra uma moradora de Santa Bárbara d'Oeste, no interior de São Paulo.
O caso ganhou repercussão nas redes sociais e levou tanto a instituição hospitalar quanto o Conselho Regional de Enfermagem de Minas Gerais (Coren-MG) a anunciarem providências para apurar a conduta da profissional.
Como começaram as ofensas
Segundo o relato da vítima, Nathalia Carmo, os ataques tiveram início em comentários feitos em publicações no Facebook e, posteriormente, migraram para o Instagram. Ela afirmou não conhecer a autora das mensagens nem ter qualquer vínculo anterior com ela.
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Em vídeos publicados nas redes sociais, Nathalia relatou que os comentários atingiram aspectos de sua aparência física, maternidade e vida pessoal. A influenciadora, que produz conteúdo sobre maternidade atípica e rotina familiar, disse que as ofensas provocaram forte abalo emocional, especialmente por terem sido direcionadas por uma pessoa desconhecida.
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O impacto de um comportamento incompatível com a profissão
O episódio gerou repercussão porque a autora das mensagens atua na área da saúde. Ao descobrir a profissão da responsável pelos comentários, a vítima afirmou ter ficado surpresa, destacando que sempre associou os profissionais de enfermagem ao acolhimento e ao cuidado com as pessoas.
Nathalia também revelou que passou recentemente por um período delicado de saúde mental e recebeu atendimento hospitalar, ressaltando que foi acolhida por equipes de enfermagem durante esse momento. Para ela, atitudes discriminatórias nas redes sociais contrastam com os princípios éticos esperados de quem exerce uma profissão voltada ao cuidado humano.
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Instituições anunciam apuração
Após a ampla repercussão do caso, a Santa Casa de Caridade de Formiga informou que instaurou procedimento interno para apurar os fatos envolvendo a técnica de enfermagem.
Em nota, a instituição afirmou que avaliará a conduta da profissional à luz do Código de Ética e Conduta e reiterou seu compromisso com a dignidade humana. O hospital também declarou repudiar qualquer forma de ataque virtual ou difamação, reforçando que continuará priorizando a qualidade dos serviços prestados à comunidade.
Coren-MG também acompanha o caso
O Conselho Regional de Enfermagem de Minas Gerais informou que também iniciou análise da situação para verificar se as condutas relatadas configuram infração ao Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem.
Segundo o Conselho, a eventual responsabilização ética é independente das medidas que possam ser adotadas nas esferas cível e criminal pelos órgãos competentes. A manifestação reforça que comportamentos praticados fora do ambiente de trabalho também podem ser avaliados quando houver possível violação dos deveres éticos da profissão.
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Debate vai além das redes sociais
O caso também reacendeu discussões sobre preconceito relacionado ao peso corporal e o impacto da violência virtual. Nos últimos anos, decisões judiciais e estudos têm chamado atenção para os efeitos psicológicos da gordofobia e para a necessidade de combater práticas discriminatórias tanto no ambiente físico quanto no digital.
Em Minas Gerais, por exemplo, a Justiça do Trabalho já reconheceu a prática de gordofobia em ambiente profissional e determinou indenização por danos morais em outro caso.
O que pode acontecer agora
A investigação administrativa conduzida pela Santa Casa e a apuração ética realizada pelo Coren-MG deverão analisar se houve violação às normas que regem o exercício da enfermagem. Paralelamente, eventual responsabilização nas esferas cível ou criminal dependerá das medidas adotadas pelas partes e da atuação dos órgãos competentes.
Enquanto isso, o episódio reforça que manifestações nas redes sociais podem produzir consequências que ultrapassam o ambiente virtual, especialmente quando envolvem profissionais cuja atuação exige compromisso permanente com princípios como respeito, dignidade e cuidado com o próximo.
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Fonte: JASB - Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil - www.jasb.com.br.
Edição Geral: JASB.
Encaminhamento de denúncia ao JASB: Acesse aqui.
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