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Agente de saúde é morto a tiros durante atendimento à população.

           Geovane Yanomami é assassinado a tiros durante triagem de pacientes no Xitei.   —  Foto: JASB.
 
Agente de saúde é morto a tiros durante atendimento à população.
Publicado no JASB em 19.julho.2026. Atualizado em 20.julho.2026.

WhatsApp: Grupos Estaduais Geovane Yanomami, Agente Indígena de Saúde, foi morto a tiros na tarde de sexta-feira (17 de julho de 2026), na região da comunidade Xitei, na Terra Indígena Yanomami, em Roraima.
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Violência atinge a saúde indígena: Geovane Yanomami é morto no polo base do Xitei

O crime ocorreu enquanto a equipe de saúde do Polo Base do Xitei iniciava a triagem de pacientes. A Polícia Federal conduz as investigações para identificar os responsáveis e esclarecer a motivação do assassinato.

O momento do crime — e o pânico que tomou o polo base

Segundo a presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Privados de Serviços de Saúde de Roraima, Joana Gouveia, o ataque ocorreu após a equipe de enfermagem iniciar a triagem dos pacientes. 

Geovane havia se afastado temporariamente do polo para atender uma necessidade pessoal. Minutos depois, a equipe ouviu os disparos. 
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Os profissionais de saúde se trancaram no posto, deitando no chão em meio ao pânico enquanto aguardavam o fim dos tiros. Geovane foi atingido e não resistiu.


O que a Urihi Associação Yanomami confirmou

A Urihi Associação Yanomami confirmou formalmente o assassinato e apresentou uma versão sobre as circunstâncias do crime. Segundo a entidade, o assassinato ocorreu em meio a um conflito entre comunidades locais na própria região do Xitei. 

A associação ponderou que "trata-se de um incidente isolado contra esse profissional específico." O funeral de Geovane Yanomami foi realizado no sábado (18 de julho), conforme os rituais tradicionais da comunidade.
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O papel que Geovane exercia — e que ficou sem quem o exerça

O Agente Indígena de Saúde tem função insubstituível no atendimento às comunidades yanomami. Ele dá suporte direto à equipe de saúde, auxilia na orientação dos tratamentos prescritos por médicos e enfermeiros e atua como intérprete e tradutor — facilitando a comunicação com os indígenas que não compreendem a língua portuguesa. 


Sem esse elo, a distância entre a equipe de saúde e a comunidade não é apenas geográfica. É linguística, cultural e humana.
           Comunidade indígena na Terra Yanomami. — Foto: Bruno Mancinelle/Casa de Governo.
A resposta do Ministério da Saúde e a continuidade do atendimento

Diante do forte impacto psicológico causado pela tragédia, o Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Saúde Indígena, informou que está prestando suporte psicológico a todos os profissionais que atuam no Polo Base do Xitei. 

A pasta garantiu que a unidade continuará funcionando normalmente, sem interrupção na assistência médica à população da região. A Casa de Governo declarou que monitora a situação e que a segurança na área recebe apoio de agentes da Força Nacional.
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Violência que não é nova — e que precisa de resposta

O assassinato de Geovane Yanomami não é o primeiro crime contra profissionais de saúde na Terra Indígena Yanomami. Em 2023, o agente de saúde indígena Ilson Xirixana foi morto com um tiro na cabeça durante um ataque de garimpeiros à comunidade Uxiú. Em 2023, outro yanomami morreu após ser baleado na mesma região

A recorrência da violência contra profissionais que trabalham em uma das regiões mais remotas e vulneráveis do Brasil exige mais do que investigação policial — exige presença permanente do Estado, proteção efetiva do território e condições dignas de trabalho para quem serve de elo entre o SUS e as comunidades indígenas.

Fonte: JASB - Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil - www.jasb.com.br. 
Edição Geral: JASB.
Encaminhamento de denúncia ao JASB: Acesse aqui.

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