Agente de saúde é morto a tiros durante atendimento à população.
Agente de saúde é morto a tiros durante atendimento à população.
WhatsApp: Grupos Estaduais | Geovane Yanomami, Agente Indígena de Saúde, foi morto a tiros na tarde de sexta-feira (17 de julho de 2026), na região da comunidade Xitei, na Terra Indígena Yanomami, em Roraima.
--
-ad4
Violência atinge a saúde indígena: Geovane Yanomami é morto no polo base do Xitei
O crime ocorreu enquanto a equipe de saúde do Polo Base do Xitei iniciava a triagem de pacientes. A Polícia Federal conduz as investigações para identificar os responsáveis e esclarecer a motivação do assassinato.
O momento do crime — e o pânico que tomou o polo base
Segundo a presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Privados de Serviços de Saúde de Roraima, Joana Gouveia, o ataque ocorreu após a equipe de enfermagem iniciar a triagem dos pacientes.
Geovane havia se afastado temporariamente do polo para atender uma necessidade pessoal. Minutos depois, a equipe ouviu os disparos.
--
-ad5
Os profissionais de saúde se trancaram no posto, deitando no chão em meio ao pânico enquanto aguardavam o fim dos tiros. Geovane foi atingido e não resistiu.
VEJA TAMBÉM:
O que a Urihi Associação Yanomami confirmou
A Urihi Associação Yanomami confirmou formalmente o assassinato e apresentou uma versão sobre as circunstâncias do crime. Segundo a entidade, o assassinato ocorreu em meio a um conflito entre comunidades locais na própria região do Xitei.
A associação ponderou que "trata-se de um incidente isolado contra esse profissional específico." O funeral de Geovane Yanomami foi realizado no sábado (18 de julho), conforme os rituais tradicionais da comunidade.
--
-ad7
O papel que Geovane exercia — e que ficou sem quem o exerça
O Agente Indígena de Saúde tem função insubstituível no atendimento às comunidades yanomami. Ele dá suporte direto à equipe de saúde, auxilia na orientação dos tratamentos prescritos por médicos e enfermeiros e atua como intérprete e tradutor — facilitando a comunicação com os indígenas que não compreendem a língua portuguesa.
Sem esse elo, a distância entre a equipe de saúde e a comunidade não é apenas geográfica. É linguística, cultural e humana.
A resposta do Ministério da Saúde e a continuidade do atendimento
Diante do forte impacto psicológico causado pela tragédia, o Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Saúde Indígena, informou que está prestando suporte psicológico a todos os profissionais que atuam no Polo Base do Xitei.
A pasta garantiu que a unidade continuará funcionando normalmente, sem interrupção na assistência médica à população da região. A Casa de Governo declarou que monitora a situação e que a segurança na área recebe apoio de agentes da Força Nacional.
--
-ad9
Violência que não é nova — e que precisa de resposta
O assassinato de Geovane Yanomami não é o primeiro crime contra profissionais de saúde na Terra Indígena Yanomami. Em 2023, o agente de saúde indígena Ilson Xirixana foi morto com um tiro na cabeça durante um ataque de garimpeiros à comunidade Uxiú. Em 2023, outro yanomami morreu após ser baleado na mesma região.
A recorrência da violência contra profissionais que trabalham em uma das regiões mais remotas e vulneráveis do Brasil exige mais do que investigação policial — exige presença permanente do Estado, proteção efetiva do território e condições dignas de trabalho para quem serve de elo entre o SUS e as comunidades indígenas.
Fonte: JASB - Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil - www.jasb.com.br.
Edição Geral: JASB.
Encaminhamento de denúncia ao JASB: Acesse aqui.
O jornalismo do JASB.com.br precisa de você para continuar marcando ponto na vida das pessoas. Compartilhe as nossas notícias em suas redes sociais!





Faça o seu comentário aqui!