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R$ 3,2 bilhões em jogo: o que cada seleção ganha em cada fase da Copa do Mundo 2026.

           Quanto vale o hexa? CBF e jogadores já sabem como vão dividir os milhões da Copa.   —  Foto: JASB/Reprodução.
 
R$ 3,2 bilhões em jogo: o que cada seleção ganha em cada fase da Copa do Mundo 2026.
Publicado no JASB em 22.junho.2026. Atualizado em 23.junho.2026.

Canal do Esporte  A Copa do Mundo de 2026 não bate apenas recordes de audiência e de seleções participantes — bate também o maior recorde de premiação da história do futebol.
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A escada de US$ 50 milhões: como a Fifa paga cada fase da Copa do Mundo de 2026

A Fifa vai distribuir US$ 655 milhões, cerca de R$ 3,2 bilhões, entre as 48 seleções. E a CBF já definiu, antes mesmo do embarque para os Estados Unidos, exatamente como vai dividir esse dinheiro com os jogadores.

A tabela completa: quanto cada fase vale

A lógica da premiação da Fifa é escalonada — cada seleção recebe um valor fixo, definido pela última fase que disputou. Com a expansão para 48 equipes, 2026 ganhou um degrau extra na escada em relação às edições anteriores: os inéditos 16 avos de final. Os valores oficiais por colocação são:
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💠 Eliminação na fase de grupos: US$ 9 milhões (cerca de R$ 45 milhões) — garantido só por participar;

💠 Eliminação nos 16 avos de final: US$ 11 milhões (cerca de R$ 55 milhões);

💠 Eliminação nas oitavas de final: US$ 15 milhões (cerca de R$ 75 milhões);

💠 Eliminação nas quartas de final: US$ 19 milhões (cerca de R$ 95 milhões);

💠 4º lugar: US$ 27 milhões (cerca de R$ 136 milhões);

💠 3º lugar: US$ 29 milhões (cerca de R$ 146 milhões);

💠 Vice-campeão: US$ 33 milhões (cerca de R$ 166 milhões);

💠 Campeão: US$ 50 milhões (cerca de R$ 251 milhões) — o maior cheque já pago a uma seleção campeã do mundo.

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A diferença entre ser vice e ser campeão é de US$ 17 milhões — mais do que a diferença entre qualquer outro par de posições consecutivas na tabela. A final, sozinha, vale mais do que qualquer fase anterior do torneio.

Por que a premiação cresceu tanto nesta edição

O valor total reservado pela Fifa para a Copa de 2026 — somando premiação esportiva e verbas de preparação — chega a US$ 871 milhões, segundo os números mais recentes divulgados pela entidade. 

É um salto de aproximadamente 50% em relação ao Catar, em 2022, quando o total distribuído foi de US$ 440 milhões.

A evolução histórica explica o tamanho do salto. Em 1982, a Fifa distribuiu US$ 20 milhões em premiações. 

O valor subiu para US$ 54 milhões em 1990, alcançou US$ 100 milhões em 1998 e bateu US$ 400 milhões em 2018. A expansão para 48 seleções em 2026 — em vez das 32 tradicionais — é o principal fator por trás do novo recorde, já que mais equipes participam da divisão dos recursos, financiados por direitos de transmissão, patrocínios, licenciamento e venda de ingressos.
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Antes mesmo de a bola rolar, cada uma das 48 seleções já recebeu US$ 2,5 milhões para custear a preparação — total de US$ 120 milhões distribuídos só nessa etapa preparatória, à parte dos US$ 655 milhões vinculados ao desempenho em campo.

O dinheiro não vai direto para os jogadores — vai para a CBF primeiro

Um ponto que costuma gerar confusão: a Fifa não paga os atletas diretamente. O repasse de cada fase superada vai para a federação nacional — no caso brasileiro, a CBF — que depois decide como distribuir internamente entre delegação, comissão técnica e outros investimentos institucionais.

A novidade desta edição é que a CBF resolveu esse modelo de divisão antes da delegação embarcar para os Estados Unidos — justamente para evitar qualquer discussão sobre bônus durante a competição. 
           Saibari faz o gol mais rápido da Copa, Marrocos bate Escócia e lidera o grupo do Brasil.   —  Foto: JASB.

O acordo prevê que 70% do valor destinado à delegação fique com os jogadores, enquanto os outros 30% são repartidos entre integrantes da comissão técnica e demais profissionais que acompanham a equipe.

Quanto cada jogador pode ganhar em caso de hexa

As negociações entre CBF e lideranças do elenco fixaram uma referência histórica: US$ 1 milhão por jogador — cerca de R$ 5,2 milhões — em caso de conquista do título. Considerando os 26 convocados, somente o elenco absorveria mais de R$ 135 milhões caso o Brasil seja campeão.
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O técnico Carlo Ancelotti tem incentivo próprio previsto em contrato, separado do acordo com os jogadores: um bônus estimado em € 5 milhões — na casa dos R$ 30 milhões — pelo hexacampeonato, somado a um salário mensal estimado em torno de R$ 5 milhões durante o período do contrato.

O que o hexa representaria para a CBF como um todo

Somando o prêmio por desempenho à verba de preparação, uma campanha vitoriosa renderia à CBF US$ 52,5 milhões — mais de R$ 260 milhões — em receita direta da Fifa, sem contar o efeito multiplicador sobre patrocínios e licenciamento que uma conquista mundial costuma gerar para a entidade.

A entidade já chega ao Mundial com uma base financeira robusta: arrecadação de patrocínios estimada em 170 milhões de euros — cerca de R$ 1 bilhão —, somando 12 parcerias fechadas na gestão do presidente Samir Xaud, incluindo Amazon, Google, Azul, Uber, Volkswagen, iFood e Sadia, além dos contratos já existentes com Nike, Itaú, Ambev, Vivo e Cimed.

Como esses valores se comparam a outras competições

Para colocar a premiação da Fifa em perspectiva: o Campeonato Brasileiro de 2025 pagou R$ 50 milhões ao Flamengo, campeão daquela edição. A Libertadores depositou R$ 190 milhões na conta do mesmo clube, que também conquistou o título continental.
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Ou seja, o prêmio que a Fifa paga apenas pela eliminação na fase de grupos da Copa do Mundo — R$ 45 milhões — já se aproxima do valor recebido pelo campeão brasileiro inteiro em 2025. E o cheque do título mundial, R$ 251 milhões, supera com folga qualquer prêmio do futebol de clubes na América do Sul.

O que acontece se o Brasil avançar fase a fase

A lógica da escada premia cada degrau superado. Passar da fase de grupos para os 16 avos já adiciona US$ 2 milhões ao mínimo garantido. Avançar até as oitavas eleva o prêmio em mais US$ 4 milhões. E o salto das semifinais para o título — ou seja, vencer a final — vale, sozinho, US$ 17 milhões a mais do que conformar-se com o vice-campeonato.

A final está marcada para o MetLife Stadium, em Nova Jersey, no dia 19 de julho. Até lá, cada vitória da Seleção Brasileira representa, além dos três pontos em campo, um degrau a mais nessa escada financeira que vai diretamente para os cofres da CBF — e, proporcionalmente, para o bolso de cada jogador convocado.

Fonte: JASB - Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil - www.jasb.com.br. 
Edição Geral: JASB.
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