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Grupo G da Copa 2026: Bélgica favorita, Salah como aposta e o Irã que joga dois jogos.

           Quem vai com o Egito nas oitavas? A análise completa do Grupo G da Copa do Mundo.   —  Foto: JASB/Reprodução.
 
Grupo G da Copa 2026: Bélgica favorita, Salah como aposta e o Irã que joga dois jogos.
Publicado no JASB em 15.junho.2026. Atualizado em 16.junho.2026.

WhatsApp: Grupos Estaduais O Grupo G da Copa do Mundo de 2026 tem favorita clara, uma disputa quente pelo segundo lugar e um azarão com história para contar.
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De Lukaku a Chris Wood: o que cada rival do Egito no Grupo G pode e não pode fazer

Bélgica, Egito, Irã e Nova Zelândia se enfrentam em Seattle e na região de Los Angeles — e a classificação para o mata-mata está longe de ser garantida para dois dos quatro.

Bélgica — os últimos suspiros de uma geração dourada

A Bélgica chega ao torneio como favorita do grupo, mas com um perfil muito diferente do que assustou o mundo entre 2014 e 2022. Kevin De Bruyne, Romelu Lukaku e Thibaut Courtois — os três últimos grandes símbolos da chamada Geração de Ouro — aparecem nos 23 como remanescentes de um ciclo que produziu o terceiro lugar em 2018 e duas eliminações frustrantes depois.
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O técnico francês Rudi Garcia, no cargo desde janeiro de 2025 após dois anos turbulentos com Domenico Tedesco, reconstruiu o ambiente e aposta numa nova geração. Jérémy Doku, de 24 anos, é o rosto dessa renovação — velocidade, drible e imprevisibilidade que o Manchester City já conhece bem. 


O belga-espanhol Matías Fernández-Pardo, de 21 anos, atacante do Lille que optou pela Bélgica em vez da Espanha, pode ser uma das revelações do torneio. Amadou Onana completa o meio-campo como peça indispensável ao lado de De Bruyne.

O ponto de interrogação maior é Lukaku. O maior artilheiro da história da Bélgica — 89 gols em 124 jogos — atuou apenas 64 minutos em 2026 antes do Mundial. "Dizer que ele será titular contra o Egito é irrealista", admitiu o próprio Garcia. Com ou sem Lukaku em forma, a Bélgica tem o nível para chegar ao mata-mata. O que acontece depois depende de quem cruzar seu caminho.
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Egito — Salah, solidez defensiva e um grupo que pode ser o momento certo

O Egito retorna ao Mundial após ausência no Catar com a melhor campanha nas eliminatórias africanas dos últimos anos: oito vitórias em dez jogos. Primeira seleção africana a disputar uma Copa do Mundo, em 1934, os Faraós voltam com ambição real de avançar pela primeira vez ao mata-mata de um Mundial.
           Nenhuma seleção chega à Copa do Mundo de 2026 com o peso extrafutebolístico que o Irã carrega.   —  Foto: JASB/Reprodução.

Mohamed Salah é o nome central — e a dúvida central. O ídolo do Liverpool carrega sobre si a expectativa de uma nação, mas chega ao torneio com uma temporada irregular marcada por lesões e momentos de baixo rendimento. Ao lado dele, Omar Marmoush, do Manchester City, representa a nova geração com experiência europeia.

O técnico Hossam Hassan, ex-atacante e maior artilheiro da história da seleção egípcia como jogador, deve usar o 5-3-2 contra a Bélgica para priorizar o equilíbrio defensivo e os contra-ataques — e o 4-2-3-1 mais agressivo contra Irã e Nova Zelândia. O grupo é o mais favorável que o Egito teve em décadas. Depende de Salah estar saudável.
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Irã — dois jogos em campo, um na política

Nenhuma seleção chega à Copa do Mundo de 2026 com o peso extrafutebolístico que o Irã carrega. O país está em conflito armado com os Estados Unidos — um dos países-sede do torneio — o que criou desafios logísticos sem precedente

A equipe instalou sua base de treinamento no México para minimizar as dificuldades de deslocamento, e a Federação Iraniana restringiu rigorosamente o acesso dos jogadores à mídia.

O caso de Sardar Azmoun, um dos principais nomes do elenco, resume o ambiente: foi cortado da seleção após publicar uma foto ao lado do Emir de Dubai, considerado aliado dos EUA pelo governo iraniano. 

Dentro das quatro linhas, o Irã aposta na organização defensiva e na eficiência de Mehdi Taremi nos contra-ataques — o mesmo perfil que levou a seleção às oitavas em 2022.

A partida de estreia contra a Nova Zelândia, em 16 de junho, é determinante. Uma vitória coloca o Irã numa posição confortável para disputar o segundo lugar com o Egito. A rivalidade entre as duas seleções na última rodada, em 27 de junho, pode definir quem avança.
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Nova Zelândia — o azarão com precedente de frustrar favoritos

No papel, a Nova Zelândia é a seleção mais fraca do grupo. No 85º lugar do ranking da Fifa e ainda em busca de sua primeira vitória em Copas do Mundo, os All Whites chegam como coadjuvantes declarados. Mas o histórico pede cautela com esse julgamento.

Em 2010, na África do Sul, a Nova Zelândia encerrou o torneio invicta — com três empates, incluindo um contra a Itália, então campeã mundial. Dezesseis anos depois, buscam o mesmo tipo de feito ou algo maior: a primeira vitória numa fase de grupos. 

Chris Wood, de 34 anos, continua sendo a principal referência ofensiva, mas chega ao torneio em recuperação de uma lesão no joelho. Os resultados na preparação não animam — duas derrotas pesadas, incluindo um 4 a 0 para o Haiti.

O caminho mais realista para os All Whites passa pela busca de um empate contra o Irã na estreia e uma vitória sobre o Egito caso Salah não esteja em dia. Improvável, mas dentro da lógica de um grupo que ainda tem tudo para definir.

Como o grupo deve se resolver

Os analistas apontam um cenário de alta probabilidade, com algumas ressalvas importantes. A Bélgica deve confirmar o primeiro lugar se mantiver a saúde de seus jogadores — especialmente De Bruyne e Courtois. 
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O segundo lugar é a disputa mais aberta: Egito e Irã estão separados por pouco no nível técnico, e o confronto direto entre os dois na última rodada pode ser o jogo decisivo do grupo.

Os seguintes fatores podem mudar o equilíbrio projetado:

A preparação para acompanhar os jogos do Grupo G é simples. Bélgica x Egito abre a chave em 15 de junho, em Seattle. No mesmo dia, Irã x Nova Zelândia ocorre em Inglewood. A última rodada define a classificação no dia 27 de junho.

💠 Saúde de Salah: se o atacante entrar em forma, o Egito é capaz de terminar em primeiro. Se estiver limitado, o segundo lugar já não é garantido

💠 Aproveitamento do Irã na estreia: uma derrota para a Nova Zelândia na abertura pode eliminar qualquer margem de erro para os iranianos

💠 Forma de Lukaku: se o artilheiro belga encontrar ritmo, a Bélgica pode terminar o grupo com folga. Se não, a equipe dependerá de Doku e da nova geração

💠 Surpresa da Nova Zelândia: improvável, mas o histórico de 2010 existe e deve ser levado a sério por qualquer analista honesto
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Autor: Samuel Camêlo.
Fonte: JASB - Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil - www.jasb.com.br. 
Edição Geral: JASB.
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