Conheça as 3 mulheres brasileiras na lista das 100 mais poderosas do mundo.
Na imagem, da esquerda para a direita: Lívia Chanes, CEO do Nubank no Brasil, Magda Chambriard, CEO da Petrobras e Tarciana Medeiros, presidente do Banco do Brasil. — Foto: JASB.Conheça as 3 mulheres brasileiras na lista das 100 mais poderosas do mundo.
WhatsApp: Grupos Estaduais | Uma ex-feirante de Campina Grande que virou CEO do banco mais antigo do Brasil. Uma engenheira civil que assumiu a maior empresa do país. E a executiva que está transformando o Nubank em banco de verdade.
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As três estão no mesmo ranking global — e representam três setores completamente diferentes da economia brasileira.
O ranking e o que ele mede
A lista 100 Most Powerful Women da Fortune chegou à sua 29ª edição em 2026, divulgada em 25 de maio. O ranking anual reúne as mulheres com maior influência no cenário empresarial global, levando em consideração desempenho financeiro das empresas lideradas, relevância estratégica no mercado, capacidade de inovação e impacto das executivas em seus respectivos setores.
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O topo da lista ficou com Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, seguida por Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu, e Sanae Takaichi, primeira-ministra do Japão. Três brasileiras aparecem entre as 100.
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61ª — Tarciana Medeiros, presidente do Banco do Brasil
A brasileira mais bem colocada tem uma história que começa longe dos conselhos de administração. Tarciana Paula Gomes Medeiros nasceu em Campina Grande, na Paraíba, e antes de entrar no Banco do Brasil trabalhou como feirante. Ingressou na instituição como escriturária em 2000 e construiu toda a carreira dentro do banco.
Em janeiro de 2023, assumiu a presidência do Banco do Brasil — tornando-se a primeira mulher a ocupar o cargo em mais de 200 anos de história da instituição. O banco que ela comanda é o mais antigo do Brasil e o segundo maior da América Latina, com mais de 80 milhões de clientes.
Tarciana já foi eleita pela Forbes como uma das mulheres mais poderosas do planeta em três edições consecutivas. Ela discursou na Assembleia Geral das Nações Unidas em 2023 sobre financiamento para empresas sustentáveis. Em 2026, a Fortune a reconhece na 61ª posição de um ranking com representantes de todo o mundo.
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89ª — Magda Chambriard, CEO da Petrobras
Engenheira civil com carreira construída no setor energético, Magda Chambriard presidiu a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis antes de assumir a Petrobras — a maior empresa do Brasil e uma das maiores produtoras de petróleo do mundo.
Na 89ª posição do ranking, ela lidera uma estatal que movimenta bilhões de dólares ao ano e cuja estratégia tem impacto direto na balança comercial, nos preços de combustíveis e nas contas públicas brasileiras. Sua gestão é marcada pela busca de equilíbrio entre expansão da produção, distribuição de dividendos aos acionistas e pressões por uma agenda de transição energética.
95ª — Lívia Chanes, CEO do Nubank no Brasil
Lívia Chanes estreia na lista da Fortune em 2026 — e chega num momento particularmente relevante para a empresa que lidera.
Com 113 milhões de clientes no Brasil, o Nubank está em processo de obtenção de licença bancária plena junto ao Banco Central, o que representa a maior transformação regulatória da história da fintech.
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Sob a gestão de Lívia à frente das operações brasileiras, o Nubank ampliou sua base de clientes, diversificou os produtos oferecidos e consolidou sua posição como a maior instituição financeira digital da América Latina.
A entrada dela no ranking da Fortune em 2026 coincide com o momento em que o Nubank deixa de ser apenas uma fintech para se tornar, de fato, um banco.
O que as três têm em comum — e o que as diferencia
Três setores distintos: banco público, estatal de petróleo e fintech privada. Três trajetórias diferentes: carreira interna de duas décadas, especialização técnica regulatória e liderança no mercado de tecnologia financeira. Três posições no ranking que refletem o peso real das empresas que comandam.
O que une as três é menos óbvio do que parece. Nenhuma delas chegou ao topo por acaso ou por indicação política avulsa.
As três construíram histórico técnico relevante antes de assumir os cargos que ocupam — e comandam organizações que, juntas, movimentam trilhões de reais na economia brasileira.
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A presença de três brasileiras entre as cem mulheres mais poderosas do mundo dos negócios em 2026 não é coincidência. É o resultado de décadas de mudança estrutural no mercado de trabalho e de pressão real por representatividade em cargos de liderança.
VEJA TAMBÉM:
Autor: Samuel Camêlo.
Fonte: JASB - Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil - www.jasb.com.br.
Edição Geral: JASB.
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