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URGENTE - Alerta aos ACS e ACE: Nota Informativa nº 10/2026 - Ministério da Saúde.

           Nota Informativa do Ministério da Saúde dá destaque aos Agentes Comunitários e de Combate às Endemias.   —  Foto: JASB.
 
URGENTE - Alerta aos ACS e ACE: Nota Informativa nº 10/2026 - Ministério da Saúde.
Publicado no JASB em 22.julho.2026. Atualizado em 23.julho.2026.

WhatsApp: Grupos Estaduais Ministério da Saúde alerta para risco de aumento da dengue, chikungunya e outras arboviroses devido ao Super El Niño em 2026/2027. O Ministério cita diretamente aos Agentes Comunitários de Saúde e de Combate às Endemias, nesta nota.
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Nota Informativa do Ministério da Saúde orienta estados e municípios a intensificarem ações de vigilância, prevenção, controle vetorial e assistência diante da previsão de El Niño moderado a forte.

O Ministério da Saúde emitiu a Nota Informativa nº 10/2026-CGARB/DEDT/SVSA/MS alertando gestores estaduais, municipais e do Distrito Federal sobre a possibilidade de aumento significativo dos casos de dengue, chikungunya e outras arboviroses durante o período 2026/2027.

Segundo o documento, a previsão de ocorrência de um El Niño moderado a forte no segundo semestre de 2026 poderá favorecer condições climáticas que aumentam a proliferação do mosquito Aedes aegypti, exigindo planejamento antecipado das ações de vigilância epidemiológica, controle vetorial e assistência à saúde.
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O que motivou o alerta do Ministério da Saúde?

A Nota Informativa explica que a World Meteorological Organization (WMO) e o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) confirmaram a previsão de ocorrência do fenômeno El Niño durante o segundo semestre de 2026.

O fenômeno provoca alterações climáticas importantes, como:

— aumento das temperaturas;
— mudanças no regime de chuvas;
— períodos prolongados de seca em determinadas regiões;
— armazenamento de água em recipientes, favorecendo criadouros do mosquito.
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Segundo o Ministério da Saúde, situações semelhantes ocorreram durante os eventos de 2015/2016 e 2023/2024, períodos que coincidiram com grandes epidemias de arboviroses no Brasil.

Qual é a situação epidemiológica das arboviroses em 2026?

Até a Semana Epidemiológica 24 de 2026, foram registrados:

Dengue
— 392.816 casos prováveis
— incidência de 184,1 casos por 100 mil habitantes
— redução de 73% em relação ao mesmo período de 2025
— 225 óbitos confirmados
— 210 mortes em investigação

Os estados com maior concentração de casos são:
— Goiás
— Tocantins
— Minas Gerais
— São Paulo

Esses quatro estados concentram aproximadamente 61% dos casos prováveis registrados no país.
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Além disso, circulam os quatro sorotipos da dengue, com predominância do DENV-2 e expansão recente do DENV-3.

Chikungunya

Até a mesma semana epidemiológica foram registrados:

— 55.966 casos prováveis
— incidência de 26,2 casos por 100 mil habitantes
— redução de 46% em comparação com 2025
— 43 óbitos confirmados
— 19 mortes em investigação

A maior concentração de casos ocorre em:
— Minas Gerais
— Mato Grosso do Sul
— Goiás

Esses estados representam cerca de 69% dos casos nacionais.

Embora o Ministério da Saúde destaque que ainda não existe epidemia generalizada, o documento chama atenção para o aumento de casos em regiões específicas e para alertas emitidos por países vizinhos, como a Bolívia.Saúde
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O que apontam as modelagens do InfoDengue?

A Nota Informativa apresenta projeções desenvolvidas pelo InfoDengue/Fiocruz, utilizadas pelo Ministério da Saúde para apoiar o planejamento das ações de enfrentamento.

Segundo as estimativas:

— cerca de 1,7 milhão de casos suspeitos de dengue poderão ocorrer em 2027;
— o cenário pode variar entre aproximadamente 1 milhão e 5,6 milhões de notificações;
— considerando a taxa média nacional de descarte, estima-se cerca de 1 milhão de casos prováveis, podendo variar entre 600 mil e 3,6 milhões.

O relatório destaca que essas projeções são estimativas epidemiológicas sujeitas a atualizações conforme a evolução do cenário climático.

Quais regiões podem sofrer maior impacto?

Segundo o modelo apresentado na Nota Informativa:

Região Sudeste
Poderá apresentar o maior impacto decorrente de um cenário de El Niño muito intenso.

A estimativa aponta possibilidade de dobro de casos de dengue quando comparado a períodos sem influência do fenômeno climático.
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O documento destaca que Minas Gerais poderá registrar temporada mais intensa que a observada em 2025.

Região Sul
Possibilidade de aumento aproximado de 20% dos casos.

Região Norte
Estimativa de crescimento em torno de 10%.

Nordeste
Os estados da Paraíba, Ceará e Bahia podem registrar temporada mais intensa que a de 2025.

Centro-Oeste
O destaque é o Distrito Federal, onde também há previsão de aumento da transmissão.
            Ministério da Saúde deu destaque aos Agentes Comunitários e de Combate às Endemias.   —  Foto: JASB/Reprodução/Agência Brasília.

Quais medidas o Ministério da Saúde recomenda aos gestores?

A Nota Informativa orienta estados e municípios a intensificarem diversas ações preventivas.

Entre elas estão:

— bloqueio imediato da transmissão ao surgimento dos primeiros casos suspeitos;

— reorganização das atividades dos Agentes de Combate às Endemias (ACE) conforme estratificação de risco;
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— utilização da positividade das ovitrampas para orientar as ações;

— atuação integrada com educação, meio ambiente, defesa civil, assistência social e planejamento;

— eliminação de possíveis criadouros;

— realização da Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI Aedes) em locais com grande circulação de pessoas;

— fortalecimento das ações educativas com apoio dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS);

— utilização das tecnologias previstas nas Diretrizes Nacionais para Controle das Arboviroses;

— manutenção dos estoques de larvicidas e adulticidas.

Quais recomendações foram feitas para a Vigilância Epidemiológica?

O Ministério da Saúde recomenda:
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— intensificar notificações oportunas;
— investigar rapidamente os casos suspeitos;
— comunicar imediatamente os casos às equipes de controle vetorial;
— monitorar mudanças dos sorotipos da dengue;
— investigar todos os óbitos suspeitos;
— acompanhar continuamente os indicadores epidemiológicos;
— executar os Planos de Contingência para dengue, chikungunya e Zika.

Como a assistência à saúde deve se preparar?

A Nota Informativa também orienta os serviços de saúde a:

— ampliar a vigilância clínica;
— capacitar profissionais;
— divulgar cursos da UNA-SUS;
— priorizar grupos de maior risco;
— organizar o atendimento na Atenção Primária;
— garantir exames laboratoriais;
— utilizar protocolos oficiais do Ministério da Saúde;
— orientar a população sobre sinais de gravidade.

Qual é o papel dos ACS e ACE diante do alerta?

A Nota Informativa reforça a atuação estratégica dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e dos Agentes de Combate às Endemias (ACE).
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Entre as principais atribuições destacadas estão:

— reforço das ações educativas;
— apoio às medidas de prevenção;
— atuação integrada com o controle vetorial;
— identificação precoce de situações de risco;
— fortalecimento das ações territoriais durante o período de maior transmissão.

O Ministério da Saúde conclui que o cenário climático previsto exige preparação antecipada dos serviços de saúde e integração entre vigilância, assistência, controle vetorial e gestão.

Também reforça a importância da participação da população na eliminação dos criadouros do mosquito Aedes aegypti e na busca imediata por atendimento diante do aparecimento de sinais e sintomas compatíveis com arboviroses.

Além disso, informa que estados e municípios podem acompanhar continuamente os alertas epidemiológicos por meio do sistema InfoDengue, e que as recomendações poderão ser atualizadas conforme a evolução da situação epidemiológica.

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Fonte: JASB - Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil - www.jasb.com.br. 
Edição Geral: JASB.
Encaminhamento de denúncia ao JASB: Acesse aqui.

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