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ACS ganhando até R$ 15 mil: as cidades que viraram referência — e o segredo delas.

           A Dra. Elane Alves e Agentes de Saúde diante do contexto de salários vantajosos em várias cidades.   —  Foto: JASB.
 
ACS ganhando até R$ 15 mil: as cidades que viraram referência — e o segredo delas.
Publicado no JASB em 06.junho.2026. Atualizado em 08.junho.2026.

WhatsApp: Grupos Estaduais | Salários vantajososAgentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias com salários diferenciados, qual o segredo? O que Paripiranga, Antas e Rosário têm que a maioria das cidades brasileiras não tem. Descubra agora! Acesse o vídeo com a fala da Dra. Elane Alves. 
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R$ 15 mil batendo de porta em porta: como o plano de carreira muda tudo

Quatro agentes de municípios do interior da Bahia foram chamados para falar ao vivo pela assessora jurídica do FNARAS, Dra. Elane Alves. O que eles têm em comum não é o estado, não é o tamanho da cidade — é o plano de carreira. E os salários que vieram com ele.

Aqui, nesta reportagem, iremos tratar de um assunto que o JASB vem abordando há vários anos: a valorização salarial dos Agentes de Saúde (ACS e ACE) e o uso de estratégias para mudar a realidade das duas categorias, nas mais diversas cidades do país. 
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A pergunta que a Dra. Elane fez ao vivo — e o que ela revela

"Aqui não tem ninguém ganhando R$ 7 mil. Tem gente ganhando quase R$ 15 mil por mês — fazendo exatamente o que você faz aí na sua cidade, bater de porta em porta, falar com o nosso povo."

A fala da advogada Elane Alves, assessora jurídica do FNARAS, resume a desigualdade mais gritante da categoria dos Agentes Comunitários e de Combate às Endemias no Brasil. Não é diferença de cargo, não é diferença de função — é diferença de município.


Os quatro profissionais que ela apresentou são de Paripiranga, Novo Triunfo, Antas e Jeremoabo, todos no estado da Bahia. Todos com plano de carreira estruturado. Todos com salários muito acima dos R$ 3.242 do Piso Salarial Nacional.
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O piso existe — mas ninguém é obrigado a ficar nele

A Constituição Federal, no artigo 198, garante aos ACS e ACE um piso de dois salários mínimos — atualmente R$ 3.242. Esse é o mínimo que qualquer município é obrigado a pagar.

O que a lei não impede — e a maioria dos gestores não divulga — é que o município vá além. O mesmo dispositivo constitucional que criou o piso também garantiu o direito à progressão de carreira. E é aqui que começa a diferença entre o ACS que recebe R$ 3.242 e o que recebe R$ 15 mil.

Os municípios que já viraram referência nacional

Conforme levantamento do JASB — Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil — e dados verificados junto a legislações municipais, estes são os exemplos documentados de municípios onde ACS e ACE recebem significativamente acima do piso:

💠 Paripiranga (BA) — ACS e ACE com plano de carreira estruturado e salários que superam R$ 7 mil, podendo chegar próximo a valor muito maiores, conforme tempo de serviço e progressão;
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💠 Novo Triunfo (BA) — Categoria organizada com plano de carreira ativo e remuneração muito acima do piso nacional;

💠 Antas (BA) — ACS e ACE com progressão salarial formal por tempo de serviço e titulação;

💠 Jeremoabo (BA) — Agentes beneficiados por plano de carreira com tabela de progressão que ultrapassa em múltiplas vezes o salário mínimo nacional;

💠 Coronel João Sá (BA) — Remuneração documentada de até R$ 7.639,99 para ACS e ACE com maior tempo de serviço;

💠 Ponta Grossa (SP) — Lei Municipal 15.791/2026 com 36 níveis de progressão, partindo de R$ 3.242 e chegando a mais de R$ 7 mil. ACS e ACE. Progressão de 3% a cada dois anos;

💠 Brasília (DF) — Capital federal com plano de carreira que coloca seus ACS e ACE entre os mais bem remunerados do país;

💠 Condado (PB) — Município paraibano citado como referência nacional em valorização da categoria por especialistas;
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💠 Rosário (MA) — Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos aprovado em março de 2026. ACS e ACE podem alcançar mais de R$ 8 mil dependendo do tempo de serviço e da classe alcançada;

💠 Alto Araguaia (MT) — Plano de carreira com tabela salarial que pode ultrapassar R$ 9 mil para os agentes nas classes mais avançadas;

💠 Belo Horizonte (MG) — Leis 11.940 e 11.941 publicadas em dezembro de 2025 instituíram novo plano de carreira para ACS e ACE, com reajuste adicional de 2,4% sobre a base.

O que o plano de carreira contempla — e por que sem ele o piso vira teto

Nos municípios que estruturaram corretamente o Plano de Cargos, Carreiras e Salários, a remuneração é composta por elementos que, somados, superam em muito o piso nacional:

💠 Salário-base equivalente ao piso nacional — R$ 3.242 (ACS e ACE);

💠 Adicional de insalubridade — direito garantido pelo TST independentemente de laudo pericial, conforme Tema 118;

💠 Progressão horizontal por tempo de serviço — geralmente 3% a cada dois anos;
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💠 Progressão vertical por titulação — bônus para quem concluiu o curso técnico em ACS ou ACE;

💠 Gratificação por desempenho — definida por avaliação periódica;

💠 Adicional por local de trabalho de difícil acesso — em casos de atuação em áreas rurais ou quilombolas;

💠 Incentivo por metas de vacinação ou indicadores de saúde — em municípios com maior estrutura administrativa;

Por que a maioria dos municípios não tem isso — e quem tem a culpa

O plano de carreira não cai do céu. Ele precisa de projeto de lei, aprovação pela Câmara de Vereadores e sanção do prefeito. Em municípios onde a categoria não se mobilizou, onde o sindicato local não pautou o tema e onde os gestores preferiram o silêncio, os agentes ficaram presos no piso.

A diferença entre o ACS de Paripiranga — que bate nas mesmas portas, enfrenta o mesmo sol, cuida das mesmas famílias — e o de um município sem plano de carreira não é de competência. É de organização política e de acesso à informação.
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O que é preciso fazer para conquistar o plano de carreira

A Dra. Elane Alves é objetiva sobre o caminho. A assessoria jurídica do FNARAS tem apoiado municípios de diferentes estados na estruturação e aprovação de projetos de lei de plano de carreira. O modelo já existe, já foi testado e já gerou resultados concretos.

O ponto de partida, em qualquer município, é sempre o mesmo: a categoria precisa se organizar, identificar um vereador aliado, apresentar o projeto com fundamentação técnica e acompanhar a tramitação até a aprovação.
Sem mobilização, o piso vira teto. Com plano de carreira, o piso vira ponto de partida.

Acesse ao vídeo (disponível no Youtube): 



Fonte: JASB - Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil - www.jasb.com.br. 
Edição Geral: JASB.
Encaminhamento de denúncia ao JASB: Acesse aqui.
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