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Bicicleta elétrica na saúde pública: Santa Carmem entrega equipamentos a Agentes de Saúde (ACS e ACE).

           Agentes de Saúde de Santa Carmem com as bicicletas elétricas.   —  Foto/Reprodução/Prefeitura de Santa Carmem.
 
Bicicleta elétrica na saúde pública: Santa Carmem entrega equipamentos a Agentes de Saúde (ACS e ACE).
Publicado no JASB em 18.maio.2026. Atualizado em 19.maio.2026.

WhatsApp: Grupos Estaduais A Prefeitura de Santa Carmem, em Mato Grosso, entregou bicicletas elétricas a Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias na manhã de terça-feira (12 de maio de 2026), em cerimônia realizada em frente à Secretaria Municipal de Saúde.  
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Os equipamentos foram adquiridos com recursos de emenda parlamentar da deputada estadual Janaina Riva. A iniciativa busca ampliar a capacidade de deslocamento das equipes e fortalecer a Atenção Primária em Saúde no município.

Quem esteve na entrega e o que foi dito

A cerimônia reuniu autoridades municipais e profissionais da saúde. Participaram o prefeito Pablo Bortolas, a secretária municipal de Saúde Fátima Malinski, a vereadora Marlene Alexandre, os vereadores Egídio e Marcos Celular, além dos próprios Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias que receberão os equipamentos. 

Durante o evento, a gestão municipal destacou a importância da valorização dos profissionais que atuam diariamente dentro das comunidades — sem equipamentos adequados, muitas vezes a pé ou dependendo de transporte próprio.
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O que muda na prática para quem usa a bicicleta elétrica

A adoção de bicicletas elétricas na Atenção Básica em Saúde não é apenas uma questão de conforto. É uma decisão que afeta diretamente o número de famílias atendidas por dia, a velocidade de identificação de focos de dengue e o desgaste físico de profissionais que percorrem quilômetros a pé sob sol e chuva.


Entre os impactos diretos esperados com o uso dos equipamentos estão:

💠Mais visitas domiciliares por dia — com menor tempo de deslocamento entre os endereços;

💠Redução do desgaste físico dos agentes — especialmente em áreas com grande extensão territorial;
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💠 Maior cobertura territorial — alcançando regiões periféricas e de difícil acesso a pé;

💠Melhor acompanhamento de famílias — com frequência de visitas mais regular e previsível;

💠 Mais rapidez nas inspeções de focos — facilitando o combate ao mosquito da dengue e outras endemias;

💠 Ampliação de campanhas educativas — com maior mobilidade para ações preventivas na comunidade.

A dengue que não espera — e o agente que não pode parar

Para os Agentes de Combate às Endemias, o tempo entre uma visita e outra pode ser a diferença entre identificar um foco de dengue antes ou depois de ele gerar casos. O mosquito Aedes aegypti não respeita horário nem distância. 

Um ACE com bicicleta elétrica consegue inspecionar mais imóveis, alcançar endereços afastados e manter a frequência de visitas mesmo em dias de calor intenso. A mobilidade, nesse contexto, não é benefício — é ferramenta de Saúde Pública.
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O que fazem ACS e ACE — e por que o transporte importa tanto

Os Agentes Comunitários de Saúde realizam visitas domiciliares, acompanham gestantes, monitoram idosos, auxiliam pacientes com doenças crônicas e orientam famílias sobre prevenção. 

Os Agentes de Combate às Endemias atuam na prevenção e controle de doenças transmitidas por vetores — dengue, zika, chikungunya e leishmaniose

Ambas as categorias dependem da capacidade de se deslocar com frequência e eficiência. Sem transporte adequado, parte do território simplesmente não é coberta — e a ausência de cobertura tem consequências diretas nos indicadores de saúde do município.

Santa Carmem na vanguarda — e o exemplo que pode se expandir

O uso de bicicletas elétricas para equipes da Atenção Primária em Saúde vem crescendo em municípios de diferentes portes no Brasil. A estratégia funciona especialmente em cidades com áreas rurais, periféricas ou de grande extensão territorial — perfil comum nos municípios do interior do Mato Grosso. 
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Santa Carmem não inventou a ideia, mas demonstrou que ela é viável com o uso de emendas parlamentares. Para as centenas de municípios que ainda dependem do deslocamento a pé de seus ACS e ACE, o exemplo tem endereço — e começa com R$ 1 de vontade política.



Fonte: JASB - Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil - www.jasb.com.br. 
Edição Geral: JASB
Encaminhamento de denúncia ao JASB: Acesse aqui.
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