PEC 14: Dra. Elane revela bastidores do impasse com Irajá e desmonta narrativa do impacto bilionário.
PEC 14: Dra. Elane revela bastidores do impasse com Irajá e desmonta narrativa do impacto bilionário.
WhatsApp: Grupos Estaduais | Em uma live transmitida para Agentes de Saúde de todo o Brasil, a advogada Elane Alves, assessora jurídica do FNARAS, e Sandro Cezar, presidente da CUT Rio de Janeiro, expuseram com precisão técnica o que está travando a votação da PEC 14/2021 no Senado Federal. Acesse ao vídeo, no final desta reportagem.
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Entenda também por que o argumento do impacto financeiro bilionário aos municípios não se sustenta diante do próprio texto da PEC 14, conforme esclarecimento da assessora jurídica do FNARAS, Dra., Elane Alves.
O relatório que não chegou — e a pressão que ninguém nomeia
O senador Irajá Abreu (PSD-TO), relator da PEC 14 na CCJ do Senado, havia se comprometido publicamente a apresentar seu relatório no dia 7 de abril. Não apresentou.
Nas palavras de Elane Alves, o relator "fala que é a favor, fala que o governo está a favor, diz que não tem ninguém contra — mas não entrega o relatório." A assessora jurídica aponta que a pressão exercida pelos prefeitos sobre o senador é o elemento concreto que explica o silêncio, embora esse movimento ocorra longe das declarações formais.
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O artigo que zera o impacto financeiro para os municípios
O argumento mais repetido pelos opositores da PEC 14 é o custo bilionário para os sistemas previdenciários municipais. Elane Alves desmonta essa narrativa com base no próprio texto da proposta: o artigo 10º da PEC estabelece expressamente que o mesmo mecanismo constitucional que garante o repasse federal para o piso salarial dos agentes será usado para cobrir o impacto previdenciário nos regimes próprios municipais.
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"É zero impacto financeiro para os municípios", afirmou a advogada, lembrando que o Ministério da Previdência já confirmou que 60% dos agentes estão vinculados ao INSS — e não aos regimes próprios, como alguns portais têm veiculado incorretamente.
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Um dos portais a que a advogada se referiu é o "O Globo," conforme informações publicadas na reportagem, cuja capa reproduzimos abaixo:
O que a PEC 14 tem que o PLP 185 não garante — e ninguém está explicando
A discussão entre PEC 14 e PLP 185 ganhou novos contornos com a análise técnica apresentada na live. Elane Alves foi direta: 100% do conteúdo do PLP 185 está contemplado na PEC 14 — mas o inverso não é verdadeiro. Há direitos na PEC que o PLP simplesmente ignora:
💠 AIS e AISAN — agentes indígenas de saúde e de saneamento, completamente ausentes do PLP 185;
💠Agentes precarizados — o PLP ignora a existência de vínculos temporários, que representam pelo menos 50% da categoria em estados como Rio de Janeiro e Minas Gerais;
💠Aposentadoria antes dos 50 anos — a PEC 14, pelas regras de transição, permite aposentadoria aos 46, 47 ou 48 anos para quem iniciou cedo na carreira; o PLP não permite isso;
💠Agentes já aposentados pelo salário mínimo — a PEC garante a conversão para dois salários mínimos; o PLP não contempla esse direito;
💠 Proteção constitucional — uma PEC não pode ser revogada por voto simples nem vetada pelo presidente da República; o PLP pode.
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A inconstitucionalidade que pesa sobre o PLP 185 — e que o governo já apontou
Elane Alves lembrou que o ministro Fernando Haddad foi publicamente à televisão questionar a constitucionalidade do PLP 185. O fundamento jurídico é o artigo 61 da Constituição Federal, que reserva ao chefe do poder executivo a iniciativa de leis que tratam de pessoal e previdência.
A PEC 14 contorna esse problema ao elevar a matéria ao nível constitucional — onde não existe veto presidencial e a iniciativa legislativa segue regras distintas. Além disso, a PEC aponta a fonte de custeio para os fundos previdenciários municipais, elemento exigido pelo regime fiscal vigente e ausente no PLP.
A história da PEC 14 desde 2021 — o que os portais não revelam
A live também reconstituiu a linha do tempo completa da proposta, revelando padrões que se repetem:
🔶 2021 — apresentação da PEC em plena pandemia, com coleta de assinaturas;
🔶 2023 — despacho para a CCJ da Câmara; relatora Ana Paula (CE) apresenta relatório em menos de um mês, mas é substituída pelo deputado Eduardo Bismarck;
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🔶 Quase 11 meses — Bismarck retém o relatório, alegando querer ouvir a categoria, sem avançar;
🔶 Agosto de 2024 — com pressão da categoria e articulação do deputado Antônio Brito, a PEC é votada na CCJ da Câmara;
🔶 Outubro de 2025 — aprovação no plenário da Câmara com 446 votos a 20, após cinco meses de audiências públicas nas cinco regiões do Brasil, com até 7 mil participantes em uma única sessão;
🔶 Março de 2026 — indicação do senador Irajá como relator na CCJ do Senado, a pedido do próprio parlamentar, com aval do deputado Antônio Brito;
🔶 Abril de 2026 — o relator não apresenta o relatório na data comprometida e passa a evitar reuniões com as lideranças.
O que a reunião de terça-feira representa para 400 mil trabalhadores
Lideranças nacionais confirmaram uma reunião com o senador Irajá para a próxima terça-feira, às 14 horas, com a presença de Elane Alves, Sandro Cezar, Valda ACS e Luís Cláudio Celestino. Além da reunião presencial, três ônibus de agentes do Tocantins — estado do relator — já foram confirmados para reforçar a presença da categoria.
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Sandro Cezar usou uma metáfora precisa para resumir o momento: "A bola está na marca do pênalti. O goleiro já saiu do gol. Só falta botar a bola para dentro." A preocupação central é o calendário: com eleições municipais no horizonte e o Congresso esvaziando, cada semana de atraso representa um risco real de que a janela de aprovação em 2026 se feche sem que o gol seja marcado. #PEC14 #ACS #ACE #ElaneAlves #SandroCezar #FNARAS #CUTRioDeJaneiro #IrajáAbreu #AposentadoriaEspecial #AgentesComunitáriosDeSaúde #AgentesDeEndemias #PLP185 #SenadoFederal #CCJ #SaúdePública #SUS #EfetivacaoACS #LutaDaCategoria #ImpactoFinanceiro #AtençãoPrimária #PEC1421 #AntoniBrito #OttoAlencar #DaviAlcolumbre #Precarização #400milAgentes
O dado que o debate fiscal ignora — e que Elane Alves cobra
Em um dos momentos mais contundentes da live, a advogada fez uma pergunta que nenhum estudo do Ministério da Previdência responde: quanto os agentes de saúde economizam ao sistema de saúde com suas visitas domiciliares? ACS e ACE e a economia de 226 bilhões.
A pesquisa mais citada pelo setor aponta que cada R$ 1,00 investido em prevenção gera R$ 1,80 de economia em tratamentos. Os 400 mil ACS e ACE visitam mensalmente 65% da população brasileira — o equivalente a 126 milhões de pessoas. Esse volume de cuidado preventivo evita internações, controla diabetes e hipertensão e reduz o colapso hospitalar. "Ninguém aparece com essa conta", disse Elane Alves. E ela tem razão
Assista ao vídeo (direto no Youtube):
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Matérias Bônus:
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Autor: Samuel Camêlo
Fonte: JASB - Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil - www.jasb.com.br.
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