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O Globo — Governo e prefeitos se unem contra a PEC 14: o que os Agentes de Saúde precisam saber.

           Capa da matéria do Portal O Globo.   —  Foto/Reprodução/O Globo.
 
O Globo — Governo e prefeitos se unem contra a PEC 14: o que os Agentes de Saúde precisam saber.
Publicado no JASB em 07.abril.2026. Atualizado em 08.abril.2026.

WhatsApp: Grupos Estaduais | Depois que os Agentes Comunitários e de Combate às Endemias foram surpreendidos com manobras de lideranças, que usaram o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) para atrasar a tramitação da PEC 14, por meio de nova emenda, Governo Federal e prefeitos reagem em relação a Proposta. Leia o Artigo de O Globo completo, link de acesso no final desta matéria.
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Depois de se posicionarem contra o PLP 185/2022, agora a PEC 14/2021 entra na mira dos de prefeitos e Governo Federal. Segundo a União, o PLP custa o dobro do valor da PEC. 

A boa notícia: se a PEC 14 for colocada em votação, ela será aprovada com folga. 

O senador Irajá Abreu (PSD-TO), declarou publicamente que seu voto será favorável à PEC, citando uma "injustiça histórica" com a categoria. Ele afirmou ao Portal O Globo que deve acertar com o presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), o calendário de votação ainda nesta semana.

🚨 Governo Federal e prefeitos se unem para barrar PEC 14: os R$ 29 bilhões que explicam a resistência.
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O maior obstáculo à PEC 14 não está nas urnas, nem nas ruas — está na resistência liderada pelos diretores da CONACS. Tendo conseguido aprovar a Emenda Constitucional 120/2022, não colocaram no texto da proposta paridade e integralidade, deixando o valor da Aposentadoria Especial em apenas 1 salário mínimo. 


Agora, os diretores da Confederação tentam corrigir o problema por meio polêmico: um Projeto de Lei Complementar (185), não considerando que a Emenda Constitucional 103/2019, não permite integralidade e paridade.
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Segundo o Portal O Globo, nos bastidores do Congresso, o governo federal e os prefeitos articulam ativamente para barrar ou adiar a proposta que garante Aposentadoria Especial com Paridade e Integralidade a mais de 400 mil Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias. 

Segundo a reportagem publicada em 7 de abril de 2026, assinada pela jornalista Geralda Doca, o Ministério da Previdência Social estima que a aprovação da PEC gerará um rombo adicional de R$ 29,31 bilhões nos sistemas previdenciários em dez anos. É esse número — e não a oposição declarada à categoria — que está movimentando a articulação contrária nos bastidores.

Governo e prefeitos não estão levando em conta os R$ 20 bilhões anuais, que os agentes fazem os cofres públicos economizar com o trabalho preventivo, em Saúde Pública. 

💰 De onde vêm os R$ 29 bilhões — e quem paga a conta

O impacto estimado pelo Ministério da Previdência não recai de forma igualitária. Dos R$ 29,31 bilhões projetados em dez anos, R$ 18,46 bilhões recaem sobre os sistemas previdenciários dos municípios que possuem regimes próprios — e R$ 10,85 bilhões sobre a União
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Segundo O Globo, a projeção de longo prazo, que traz o gasto a valor presente considerando décadas futuras de pagamento de benefícios, chega a R$ 54 bilhões. Para contextualizar: dos 2.132 regimes próprios de previdência municipais existentes no país, apenas 20 não enfrentam déficit atuarial — os demais já estão em plano de recuperação obrigatório por lei.

⚖️ O que a PEC realmente propõe — e o que torna o debate tão complexo

A PEC 14 prevê que Agentes de Saúde possam se aposentar aos 50 anos (mulheres) e 52 anos (homens), com dois princípios que foram extintos no serviço público: integralidade — receber o último salário da carreira — e paridade — receber os mesmos reajustes concedidos aos servidores ativos. 

A proposta também inclui a revisão das aposentadorias já concedidas para agentes que preencham os novos requisitos — um ponto que o Ministério da Previdência não incluiu nos cálculos oficiais.


           Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.   —  Foto/Reprodução/Agência Brasil.

📋 Os argumentos do governo e dos prefeitos contra a PEC

A resistência do governo e da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) se apoia nas alegações:

💠Déficit previdenciário crescente — a previsão é que o rombo do sistema previdenciário chegue a R$ 339 bilhões em 2026, segundo o boletim de acompanhamento do primeiro bimestre;
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💠Municípios em colapso fiscal — dos 2.132 regimes próprios municipais, apenas 20 não têm déficit atuarial, segundo o Ministério da Previdência;

💠Impacto subestimado — o cálculo oficial não inclui revisões de aposentadorias já concedidas, que podem ampliar significativamente o rombo;

💠 Risco de efeito cascata — especialistas alertam que outras categorias poderão acionar a Justiça invocando o princípio da isonomia para obter os mesmos benefícios;

💠 Instabilidade nas contas locais — Paulo Ziulkoski, presidente da CNM, afirmou que muitas prefeituras já enfrentam problemas de caixa sem nenhum encargo adicional.

🗣️ O que dizem os especialistas — e o risco que poucos portais estão destacando

Para o ex-secretário da Previdência Social Leonardo Rolim, o impacto oficial está subestimado. Segundo ele, o risco jurídico da PEC ultrapassa os cálculos financeiros: "Outras categorias serão estimuladas a buscar o mesmo benefício da Justiça, alegando princípio da isonomia", alertou Rolim ao Portal O Globo. 
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O efeito cascata é o ponto mais crítico, diz a matéria — e menos discutido — do debate. Se a lógica for aprovada para os agentes de saúde, policiais, professores, garis e outras categorias com exposição a risco poderiam reivindicar tratamento equivalente, multiplicando o impacto fiscal por um fator ainda indeterminado.

🗳️ O dilema político — ano eleitoral muda o cálculo dos parlamentares

Com eleições municipais no horizonte, o governo enfrenta um obstáculo que vai além dos números: parlamentares que tecnicamente poderiam votar contra a PEC receiam perder o apoio de uma categoria presente em todos os 5.570 municípios brasileiros. 

O relator da proposta na CCJ do Senado, senador Irajá Abreu (PSD-TO), declarou publicamente que seu voto será favorável à PEC, citando uma "injustiça histórica" com a categoria. Ele afirmou ao Portal O Globo que deve acertar com o presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), o calendário de votação ainda nesta semana.

📋 O que os agentes de saúde precisam acompanhar agora

Para os mais de 400 mil profissionais que aguardam a votação, esses são os pontos críticos do calendário:

🔶 Votação na CCJ — prevista para os dias 7 e 8 de abril, com parecer favorável do relator Irajá Abreu;
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🔶 Plenário do Senado — após aprovação na CCJ, o texto segue ao plenário da Casa;

🔶 Aprovação sem alterações — se o Senado votar o texto exatamente como aprovado pela Câmara, a PEC é promulgada diretamente, sem retorno;

🔶Risco de emenda — qualquer alteração de mérito obriga o texto a voltar à Câmara, adiando a promulgação por meses;

🔶Mobilização da categoria — entidades como FNARAS, FENASCE, além de sindicatos e associações mantêm pressão organizada para aprovação sem modificações.

🔍 A divergência que o debate público ainda não resolveu

A disputa de números é um dado relevante por si só. O relator Antonio Brito estimou o custo em R$ 5,5 bilhões, com custo integral pela União. A CNM projetou impacto de R$ 69,9 bilhões nos municípios ao longo de décadas. 

O Ministério da Previdência chegou a R$ 29,31 bilhões em dez anos. Essa variação de até dez vezes entre as estimativas revela que nem o próprio governo tem certeza do tamanho real do impacto — o que torna ainda mais arriscada uma aprovação sem um estudo técnico consolidado e publicamente auditável.
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🏥 O argumento que a categoria usa — e que os defensores da PEC sustentam

Os apoiadores da proposta não ignoram os custos — eles contestam a métrica de avaliação. O senador Irajá Abreu afirmou que a categoria "está na linha de frente no combate a endemias" e que aprovar a PEC é corrigir uma injustiça histórica. 

O argumento central dos defensores é que cada R$ 1,00 investido em prevenção gera economia de R$ 1,80 em tratamentos — e que agentes de saúde são exatamente o pilar da prevenção no SUS. Ignorar esse retorno ao calcular o impacto fiscal, segundo esse raciocínio, é uma análise parcial que subestima os ganhos do sistema ao longo do tempo.
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⏳ O que acontece se a PEC for aprovada — e se for barrada

Caso o Senado aprove o texto sem alterações, a promulgação é imediata, com vigência imediata — sem período de transição para que municípios adaptem seus fundos previdenciários. Esse cenário é o que mais preocupa os gestores municipais. 

Se for barrada ou modificada substancialmente, a categoria enfrenta um novo ciclo de espera em um momento em que a janela política está mais aberta do que em qualquer momento anterior. 
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O governo Lula, segundo o Portal O Globo, está ciente do desgaste político de qualquer derrota pública da proposta — e por isso a articulação contrária ocorre nos bastidores, sem declarações abertas de oposição.




Fonte: JASB - Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil - www.jasb.com.br. 
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