Eliminado pela Noruega, Brasil recebe R$ 131,8 milhões da Fifa — e ainda paga multa.
A conta do hexa que não veio: quanto a CBF recebe, gasta e precisará explicar após a Copa. — Foto: JASB/Reprodução/Getty Images.Eliminado pela Noruega, Brasil recebe R$ 131,8 milhões da Fifa — e ainda paga multa.
Canal do Esporte | R$ 131 milhões e uma eliminação precoce: o que a Copa 2026 deixou para a CBF - Confederação Brasileira de Futebol.
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O Brasil perdeu para a Noruega por 2 a 1 nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Foi a eliminação mais precoce da Seleção desde 1990, quando também caiu nas oitavas, diante da Argentina, por 1 a 0.
A Seleção de 1990 também foi treinada por um técnico estrangeiro, com cobranças similares sobre estilo de jogo e aproveitamento no mata-mata. Trinta e seis anos depois, o roteiro doeu mais — porque a expectativa era maior.
O desempenho esportivo deixou a desejar. A conta financeira, porém, segue robusta: a CBF deixa o Mundial com US$ 25,5 milhões, cerca de R$ 131,8 milhões.
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Como o dinheiro foi calculado — e por que a Fifa garante receita mesmo a eliminados
A estrutura de premiação da Copa do Mundo de 2026 foi desenhada para que todas as 48 seleções participantes recebam valores expressivos, independentemente da fase alcançada.
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O raciocínio da Fifa é simples: quanto mais seleções atraentes participam, maior é o valor dos direitos de transmissão — e parte desse crescimento é redistribuída de volta para as confederações.
A receita da CBF com o Mundial de 2026 está dividida em duas partes:
💠 Cota de participação: US$ 10,5 milhões pagos a cada uma das 48 seleções classificadas. Desse total, US$ 1,5 milhão é reservado para cobrir os custos de preparação para o torneio
💠 Premiação por desempenho: US$ 15 milhões pelo encerramento entre o 9º e o 16º lugar — faixa que corresponde às seleções eliminadas nas oitavas de final
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Somados, os dois montantes chegam a US$ 25,5 milhões — aproximadamente R$ 131,8 milhões na cotação atual.
O que o Brasil perdeu ao cair nas oitavas — e quanto custou isso
Se a Seleção tivesse avançado às quartas de final, a premiação da Fifa saltaria de US$ 15 milhões para US$ 19 milhões — um adicional de US$ 4 milhões, equivalente a cerca de R$ 20 milhões. A diferença entre a eliminação nas oitavas e nas quartas, nessa Copa, é o valor de um jogador de médio porte no mercado europeu.
Mas a conta não termina aí. O regulamento disciplinar da Fifa prevê multas para os cartões amarelos recebidos durante a competição: cada um gera uma sanção de 10 mil francos suíços, equivalente a pouco mais de R$ 64 mil. Ao longo dos cinco jogos disputados pelo Brasil na Copa, os jogadores receberam oito cartões amarelos.
A CBF deverá desembolsar aproximadamente R$ 517 mil em penalidades disciplinares — um detalhe pequeno diante da receita total, mas que mostra que a participação no Mundial tem custos além da viagem e da concentração.
A tabela completa de premiação da Copa 2026
Para contextualizar o valor recebido pelo Brasil, vale conhecer a estrutura inteira:
💠 Campeão: US$ 50 milhões (cerca de R$ 259 milhões)
💠 Vice-campeão: US$ 33 milhões (cerca de R$ 171 milhões)
💠 3º lugar: US$ 29 milhões (cerca de R$ 150 milhões)
💠 4º lugar: US$ 27 milhões (cerca de R$ 140 milhões)
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💠 Quartas de final (5º ao 8º): US$ 19 milhões (cerca de R$ 98 milhões)
💠 Oitavas de final (9º ao 16º): US$ 15 milhões (cerca de R$ 77,5 milhões) — Brasil
💠 Fase de 32 avos (17º ao 32º): US$ 11 milhões (cerca de R$ 57 milhões)
💠 Fase de grupos (33º ao 48º): US$ 9 milhões (cerca de R$ 47 milhões)
A Copa de 2026 é a mais lucrativa da história da competição: a Fifa distribuirá US$ 727 milhões, cerca de R$ 3,7 bilhões, entre as 48 seleções participantes — aumento de 50% em relação ao Catar.
O que os jogadores recebem — o acordo que a CBF fez antes da Copa
A Fifa não repassa o dinheiro diretamente aos jogadores — o valor vai para a CBF, que decide a distribuição interna.
Antes do embarque para os Estados Unidos, a confederação fechou acordo com as lideranças do elenco prevendo que 70% do valor destinado à delegação ficaria com os atletas e 30% com a comissão técnica e demais profissionais da delegação.
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Sem a divulgação oficial dos critérios de distribuição por parte da CBF, especialistas estimam que cada jogador convocado receberia uma média entre R$ 2,5 milhões e R$ 3 milhões em bônus pela participação na Copa — valor que se soma aos salários nos clubes e aos contratos individuais de patrocínio. O técnico Carlo Ancelotti, conforme seu contrato, recebeu bônus independente pela participação no torneio.
A eliminação mais precoce em 36 anos — e o que vem a seguir
A derrota para a Noruega encerrou a campanha brasileira em sua eliminação mais precoce desde 1990, quando também caiu nas oitavas, naquela ocasião diante da Argentina, por 1 a 0.
A comparação com 1990 ressoa além da fase de eliminação. Naquele ano, o Brasil também vivia um momento de renovação geracional na seleção, com a transição que levaria ao tetracampeonato em 1994.
Agora, nomes como Endrick, Estêvão e Rayan aparecem como referências para a reconstrução de uma equipe que precisará chegar a Los Angeles 2028 — nos Jogos Olímpicos — e à Copa do Mundo de 2030 em condições de competir de forma mais consistente.
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A Copa acabou. A conta ficou. E a pergunta que o futebol brasileiro vai responder nos próximos anos não é financeira — é esportiva.
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Autor: Samuel Camêlo.
Fonte: JASB - Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil - www.jasb.com.br.
Edição Geral: JASB.
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