VÍDEO: Náuseas, tremores e calafrios: 11 da enfermagem passam mal após café em hospital.
Copa sem câmera, acesso livre e café suspeito: o caso que chocou o hospital de Santa Maria. — Foto/Reprodução/Balanço Geral, RecordTV.Náuseas, tremores e calafrios: 11 da enfermagem passam mal após café em hospital.
WhatsApp: Grupos Estaduais | Suspeita de psicotrópico no café: 11 profissionais passam mal em hospital do DF e polícia investiga. Assista ao vídeo completo, no final desta reportagem.
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O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal e a Polícia Civil do DF investigam o caso de 11 profissionais de saúde que passaram mal após consumirem café no Hospital Regional de Santa Maria, na manhã de terça-feira, 21 de julho.
O episódio expõe uma vulnerabilidade silenciosa dentro de uma das maiores unidades hospitalares do Distrito Federal: a copa do pronto-socorro, onde a bebida foi preparada, não tem câmeras e é acessível a qualquer pessoa que transite pela área.
O que aconteceu — e como os sintomas surgiram
Dez técnicos de enfermagem e um enfermeiro começaram a apresentar sintomas como náuseas, tremores, calafrios e mal-estar por volta das 9h, logo após ingerirem a bebida.
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Ao menos dois dos funcionários foram levados à Sala Vermelha do hospital. Os demais foram atendidos no próprio pronto-socorro da unidade. Os colaboradores tiveram alta ainda na tarde do mesmo dia.
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A suspeita mais grave: psicotrópico no café
A suspeita inicial é de que os profissionais tenham sofrido uma intoxicação por substância psicotrópica, possivelmente colocada no café consumido pelo grupo.
A presidente do IgesDF, Eliana Souza de Abreu, confirmou:
"A única refeição em comum entre eles foi o café." Ela acrescentou: "Esse café é organizado por eles, não tem relação com a empresa que nos fornece alimentação do instituto. Os colaboradores atendem no pronto-socorro. Tem uma área de repouso que usam para dormir, descansar e há um espaço para tomar café."
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As pessoas que ingeriram o café serão submetidas a exames toxicológicos. Os resultados vão confirmar ou descartar a hipótese de intoxicação por psicotrópico.
O detalhe que torna a investigação mais difícil
Ainda conforme o registro policial, não foi possível saber a marca do café consumido, e o local onde a bebida é preparada não possui câmeras de monitoramento.
A corporação informou também que a copa é de acesso livre aos profissionais que atuam no pronto-socorro. Isso significa que a perícia não poderá contar com imagens para identificar quem teve acesso à bebida antes do mal-estar coletivo. Qualquer pessoa circulando pela área poderia ter manipulado o café — sem registro algum.
O que o hospital e o Iges-DF fizeram imediatamente
Assim que a situação foi identificada, a direção da unidade acionou imediatamente as equipes assistenciais, garantindo o atendimento aos colaboradores, o acolhimento necessário e a comunicação aos familiares.
A área onde o café foi preparado foi isolada para preservação do local. Também foram recolhidos materiais para análise pericial, e um boletim de ocorrência foi registrado na 33ª Delegacia de Polícia, responsável pela investigação.
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O IgesDF destacou ainda que o atendimento aos pacientes do Hospital Regional de Santa Maria não foi afetado. As escalas de trabalho foram reorganizadas para garantir a continuidade da assistência sem prejuízo à população.
O estado de saúde dos profissionais
Todos os profissionais estão conscientes, orientados, hemodinamicamente estáveis e com saturação adequada. A presidente do IgesDF confirmou que nenhum deles apresenta quadro grave.
O que a investigação precisará responder
A ausência de câmeras na copa é o maior obstáculo para a investigação. A Polícia Civil do Distrito Federal precisará reconstruir a cadeia de acesso ao local por meio de depoimentos — dos próprios profissionais afetados, de colegas que estavam no pronto-socorro e de funcionários terceirizados ou prestadores de serviço que circularam pela área naquela manhã.
Os exames toxicológicos realizados nos profissionais serão decisivos para confirmar a presença de substância psicotrópica — e para classificar o crime, caso haja confirmação de adulteração intencional da bebida.
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A tentativa de envenenar trabalhadores de saúde em serviço configura, a princípio, crime de lesão corporal dolosa com agravante de local de prestação de serviço público de saúde — e pode ser enquadrada como tentativa de homicídio dependendo da substância identificada e da intenção do autor.
O caso segue em investigação pela 33ª Delegacia de Polícia.
Assista ao vídeo:
Fonte: JASB - Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil - www.jasb.com.br.
Edição Geral: JASB.
Encaminhamento de denúncia ao JASB: Acesse aqui.
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