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A píton foi devolvida ao dono em horas — e apreendida pela polícia seis dias depois.

           Píton filmada 'passeando' por rua tinha sido dada de presente.   —  Foto/Reprodução/G1.
 
A píton foi devolvida ao dono em horas — e apreendida pela polícia seis dias depois.
Publicado no JASB em 29.abril.2026.  Atualizado em 30.abril.2026.

WhatsApp: Grupos Estaduais Uma cobra píton de 4,8 metros filmada "passeando" pelas ruas de Aruanã, em Goiás, no dia 21, foi apreendida pela Polícia Civil na segunda-feira seguinte, 27 de abril, em Anápolis — a 330 km de onde havia escapado. O motivo da apreensão não foi a fuga: foi o documento errado.
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Como uma cobra de quase 5 metros chegou ao centro de Aruanã

Na manhã de 21 de abril, moradores encontraram a serpente na calçada, próxima a um matagal no centro de Aruanã, cidade a 315 km de Goiânia. O Corpo de Bombeiros foi acionado e capturou o animal sem intercorrências.

Horas depois, um homem se apresentou no quartel, afirmou ser o tutor da cobra e exibiu um documento municipal de criação. A serpente foi devolvida. Uma ocorrência foi registrada na Polícia Civil para apurar a legalidade da criação — e foi exatamente essa apuração que mudou o desfecho da história.

O documento que existia e o que faltava

O tutor, biólogo de Anápolis, possuía autorização municipal para manter a píton. O problema é que esse documento não é suficiente.
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Segundo o delegado Luziano Carvalho, titular da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema) da Polícia Civil de Goiás, a criação de uma espécie exótica como a Píton Morulus exige autorização estadual ou federal — não apenas municipal. 


"O tutor do animal não tem direito de continuar criando o réptil, visto que não apresentou documentação válida para isso", afirmou Carvalho em entrevista ao Metrópoles.

A história do presente que virou problema jurídico

Quando questionado sobre a origem da cobra, o biólogo revelou que havia recebido o animal de presente de uma vizinha há aproximadamente sete anos. Não sabe mais onde ela mora. A serpente, da espécie Píton Morulus, tem cerca de sete anos de idade.
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Na data do incidente em Aruanã, o tutor havia deixado o animal na casa de uma amiga na cidade, pois pretendia usá-lo em uma palestra educativa. A cobra escapou do imóvel enquanto aguardava o transporte. Não foi a primeira vez: segundo a Dema, o animal já havia fugido anteriormente. Palavras-chave: cobra píton Aruanã Goiás 2026, píton 4 metros rua Aruanã apreendida, Píton Morulus espécie exótica Brasil, Dema Goiás cobra píton apreensão, biólogo cobra píton sem licença Anápolis, cobra píton palestra Goiás fuga.
O que a espécie representa além do susto

A Píton Morulus não é uma cobra brasileira. É uma espécie exótica, originária do Sudeste Asiático, que não pertence à fauna nativa do país. O delegado Luziano Carvalho fez alerta direto sobre o risco ambiental: animais como esse, se soltos ou perdidos em ambiente natural, podem causar desequilíbrio ecológico severo — exatamente o que aconteceu nos Everglades, nos Estados Unidos, com a píton birmanesa.
           Píton filmada filmada na rua.   —  Foto/Reprodução/G1.

A espécie pode atingir até 10 metros de comprimento e 80 quilos. Não é venenosa, mas é constritora — ataca se enrolando na presa e a esmagando. Um exemplar adulto como esse é vendido no Brasil por até R$ 15 milPalavras-chave:  cobra píton presente vizinha sete anos, crime ambiental criação cobra exótica Brasil, cobra píton zoológico Goiânia destino, delegado Luziano Carvalho Dema cobra píton.
Apreensão, destino e o que a lei determina

A apreensão foi realizada em ação conjunta entre a Dema e a Delegacia de Aruanã, na segunda-feira 27 de abril, na residência do biólogo em Anápolis. O próprio tutor apresentou o animal às autoridades após ser notificado.
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Segundo o delegado Luziano Carvalho, a tendência é que a serpente seja encaminhada ao zoológico de Goiânia. O caso segue sob investigação para apurar infrações ambientais e eventuais responsabilidades criminais. 

A legislação brasileira — Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998) — prevê detenção de seis meses a um ano e multa para quem mantém animal silvestre ou exótico sem autorização. O fato de o tutor ser biólogo não isenta a obrigação de licença federal ou estadual — pelo contrário, aumenta a expectativa de que ele conhecesse a exigência.

Fonte: JASB - Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil - www.jasb.com.br. 
Encaminhamento de denúncia ao JASB: Acesse aqui.
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