DC expulsa Aldo Rebelo após ele chamar candidatura de Joaquim Barbosa de 'afronta'.
Aldo Rebelo e Joaquim Barbosa, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). — Foto JASB/Reprodução/Facebook e STF.DC expulsa Aldo Rebelo após ele chamar candidatura de Joaquim Barbosa de 'afronta'.
WhatsApp: Grupos Estaduais | A direção nacional do partido Democracia Cristã (DC) anunciou a abertura de procedimento disciplinar contra Aldo Rebelo, medida que, segundo a legenda, resultará na expulsão sumária do ex-ministro e na comunicação de sua desfiliação à Justiça Eleitoral.
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O anúncio foi feito nesta quinta-feira, 21 de maio de 2026, e encerra uma crise que se arrastou por dias.
Um partido, dois candidatos e uma briga pública
O DC sustentava o nome de Aldo Rebelo como pré-candidato à Presidência desde o início do ano. A situação mudou quando Joaquim Barbosa, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), filiou-se ao partido no início de abril e passou a ser o favorito da cúpula.
A troca acendeu o estopim de uma das crises internas mais ruidosas do partido em anos.
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O que Aldo Rebelo disse e por que irritou o partido
"A candidatura anunciada em um balão de ensaio de Joaquim Barbosa é uma afronta a tudo o que defendo como relações políticas apoiadas na transparência e nas decisões democráticas", protestou Rebelo. Além disso, foi além nas declarações e fez uma acusação direta ao presidente do DC.
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A acusação: Banco Master, Maceió e R$ 116 milhões
Rebelo afirmou à CNN Brasil que a substituição estaria ligada a "um escândalo ligado ao Banco Master em Alagoas". "A prefeitura de Maceió comprou R$ 116 milhões em títulos podres do Banco Master pelo Instituto de Previdência de Maceió. O prefeito era o filho do deputado João Caldas [presidente nacional do DC]", explicou.
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E concluiu: temendo investigação, Caldas teria buscado proteção em um ex-ministro da Suprema Corte. Prefeitura Municipal de Armação dos Búzios
A resposta do partido e a nota de expulsão
Em nota oficial, o DC repudiou "veementemente" os ataques feitos por Aldo contra a direção nacional e afirmou que as manifestações públicas do ex-ministro "não condizem com os valores democratas-cristãos".
O partido alegou ainda que houve "esgotamento das diversas tentativas de resolução harmoniosa — frustradas pela reiterada intransigência do recém-filiado".
Números nas pesquisas e o argumento da viabilidade
A avaliação da legenda era de que Aldo não conseguiu se viabilizar eleitoralmente. Em pesquisa Quaest divulgada em 13 de maio, ele não atingiu 1% das intenções de voto.
João Caldas foi direto: "O Aldo tem menos que traço nas pesquisas. Eu havia dito que ele não seguiria como candidato se não se viabilizasse." A frieza dos números foi o argumento público. Mas Rebelo escolheu não aceitar essa versão em silêncio. Jovem PanSeu Crédito Digital
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O que fica e o que vem pela frente
O presidente do DC defendeu a entrada de Joaquim Barbosa e afirmou que o ex-ministro do STF representa "a possibilidade de união nacional e reconstrução da confiança nas instituições". Com Aldo fora, o DC inicia uma nova fase — desta vez apostando em um nome com alto reconhecimento público, mas sem qualquer experiência eleitoral. O resultado dessa aposta só as urnas de outubro revelarão.
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Autor: Samuel Camêlo
Fonte: JASB - Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil - www.jasb.com.br.
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