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Terremoto destrói La Guaira, mata esposa de jogador e deixa mais de 188 mortos na Venezuela.

           Hector Bello e a esposa, Andrea: jogador de futebol lamentou perda da companheira em terremoto.   —  Foto: JASB/Reprodução.
 
Terremoto destrói La Guaira, mata esposa de jogador e deixa mais de 188 mortos na Venezuela.
Publicado no JASB em 26.junho.2026. Atualizado em 27.junho.2026.

WhatsApp: Grupos Estaduais "Como explico que sua mãe deu a vida pra salvar a sua": a tragédia de Héctor Bello no terremoto que devastou La Guaira. Andrea morreu cobrindo a filha com o próprio corpo: a história da esposa do jogador Héctor Bello no terremoto da Venezuela.
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O dia em que La Guaira desmoronou

Na manhã de quarta-feira (24), dois terremotos em sequência, de magnitudes 7,2 e 7,5, atingiram o norte da Venezuela, derrubando prédios em Caracas e nas cidades vizinhas. 

La Guaira, região costeira a cerca de 30 quilômetros da capital e um dos centros mais afetados pelos tremores, teve dezenas de edificações comprometidas. 

Os tremores são os mais intensos registrados na Venezuela desde o terremoto de Caracas de 1967, que matou mais de 200 pessoas e destruiu bairros inteiros da capital. 
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O prédio que desabou e o gesto que salvou uma vida

A esposa do zagueiro Héctor Bello foi encontrada morta em meio aos escombros do prédio onde a família morava em La Guaira, uma das áreas mais afetadas pelos fortes terremotos. 

Relatos de veículos venezuelanos indicam que Andrea morreu num ato de proteção à filha do casal, ainda bebê, cobrindo a criança com o próprio corpo durante o desabamento. 

A menina, Alana, que completa 2 anos em outubro, foi resgatada com vida e levada ao hospital por uma tia. 
As palavras que o jogador encontrou para dizer o que não tem explicação

Bello confirmou a morte da companheira pelas redes sociais com mensagens que circularam amplamente na imprensa da América Latina. Em uma das publicações, escreveu: 
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"me deixaste sozinho com nossa filha". Em outra, dirigiu-se diretamente à filha: "como explico pra você que sua mãe perdeu a vida pra salvar a sua, e eu não estava lá pra fazer nada". 

Em outra publicação, o jogador acrescentou: "Você sempre será nossa heroína favorita, mamãe. Vou garantir que nossa filha se lembre de como você era maravilhosa, do quanto você a amava. Vou contar a ela a história de como você a salvou, de como você deu a sua própria vida pela nossa filha." ABC Mais
Quem é Héctor Bello

O atleta é natural de Cumaná, cidade no estado de Sucre, na Venezuela, e nasceu em 11 de dezembro de 1997. Atuando como zagueiro, está sem clube desde o começo do ano. Antes disso, passou por seis equipes ao longo da carreira: Zulia FC, Estudiantes de Caracas, Ciudad Vinotinto, Rayo Zuliano, Marítimo de La Guaira e Bolívar SC. 

A história de Héctor Bello era, até quarta-feira, a de um jogador em busca de clube. A partir de agora, é também a de um pai que perdeu a companheira e precisará explicar a uma criança de menos de dois anos o que nenhuma palavra consegue traduzir. 
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O saldo de uma tragédia ainda em andamento

De acordo com o balanço mais recente do governo venezuelano, 188 pessoas morreram, outras 1.520 ficaram feridas e cerca de 200 seguem presas sob os escombros. Grupos organizados por moradores já registram mais de 24 mil desaparecidos, enquanto equipes de resgate continuam as buscas. 

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil confirmou a morte de dois brasileiros em decorrência do terremoto. Diversos países, entre eles Brasil e Estados Unidos, anunciaram o envio de equipes especializadas para auxiliar nas operações de resgate e atendimento às vítimas. 
Outros afetados no futebol sul-americano

Outro nome do futebol sul-americano também vive momentos de angústia após a tragédia. O argentino Lucas Trejo informou que familiares seguem desaparecidos em meio aos escombros deixados pelos terremotos. 

O esporte, que neste momento reúne o mundo em torno da Copa do Mundo de 2026, foi alcançado de forma brutal pela catástrofe — lembrando que, fora dos gramados, jogadores são também filhos, pais e companheiros que vivem as mesmas vulnerabilidades de qualquer ser humano. 
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Uma história de amor que o terremoto não apagará

Andrea não tinha conta verificada nas redes sociais. Não era celebridade. Era mãe de uma menina de quase dois anos, companheira de um zagueiro sem clube, moradora de um prédio em La Guaira que não resistiu a dois tremores em sequência. Mas na manhã de quarta-feira, entre o chão que abriu e o teto que caiu, ela fez a única escolha que uma mãe consegue fazer. E Alana sobreviveu.


Assista ao vídeo produzido pelo UOL:
 


Autor: Samuel Camêlo.
Fonte: JASB - Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil - www.jasb.com.br. 
Edição Geral: JASB.
Encaminhamento de denúncia ao JASB: Acesse aqui.
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