Criminoso admite usar conta bancária de terceiro para vender material de abuso sexual infantil.
Criminoso admite usar conta bancária de terceiro para vender material de abuso sexual infantil.
Notícias do Brasil | Pacotes de material de abuso infantil são vendidos a partir de R$ 10 no Telegram, aponta g1.
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Como criminosos usam o TikTok para vender material de abuso sexual infantil no Telegram
Uma investigação do g1 revelou que criminosos usam comentários codificados no TikTok para atrair compradores e direcioná-los ao Telegram, onde vendem material de abuso sexual infantil.
Em um dos casos, um criminoso admitiu usar a conta bancária de uma terceira pessoa, a quem se referiu como "menina", para receber pagamentos via PIX.
TikTok funciona como vitrine para anúncios no Telegram
Segundo a apuração, os criminosos publicam comentários com códigos na rede social chinesa TikTok, funcionando como uma vitrine para os anúncios.
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O interessado é então direcionado ao aplicativo de mensagens Telegram, onde a negociação e a venda do conteúdo são realizadas. Em reportagem anterior, publicada no dia 25 de setembro, o g1 informou que monitorou mais de 30 perfis durante semanas e identificou ao menos 35 links que levavam a canais, conversas privadas, bots ou páginas de venda.
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Criminoso diz que transação via PIX não será rastreada
Em um dos casos identificados pelo g1, um criminoso garantiu ao possível comprador que o pagamento não seria rastreado.
"Não [será rastreado], porque esse banco que eu tô usando é de uma menina. Eu recebo muito PIX nele. Já já cai a conta. Daí seu PIX nunca existiu kkkk", afirmou o criminoso em conversa no Telegram.
A afirmação, porém, não corresponde à realidade, segundo a Polícia Federal ouvida pelo g1, que explica que as transações deixam rastros úteis às investigações.
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Chave PIX usada tem e-mail de estudante do Rio Grande do Sul
O mesmo criminoso informou como chave PIX um endereço de e-mail com final "@estudante.rs.gov.br", que indica vínculo com a rede estadual de ensino do Rio Grande do Sul.
O g1 não conseguiu localizar a pessoa mencionada no endereço, que tem nome feminino. Procurada, a Secretaria de Educação do Rio Grande do Sul informou que "está em contato com as autoridades policiais para a apuração desse caso".
É importante que toda a sociedade se esforce para proteger as crianças e adolescentes. — Foto: Reprodução.Pacotes são vendidos a partir de R$ 10 no Telegram
Nos canais monitorados pelo g1, um pacote é vendido por US$ 25 (cerca de R$ 130) e dá acesso a um grupo privado no Telegram com milhares de vídeos. No mesmo endereço, outros pacotes custam US$ 11,99 (cerca de R$ 62) e US$ 17,50 (cerca de R$ 90).
Em um canal que aceita PIX, um pacote com 3 GB de vídeos e fotos custa R$ 10, enquanto outro, com 15 GB, é vendido por R$ 35. Um dos grupos se diz um dos maiores do Brasil e oferece acesso "vitalício" por R$ 20.
Agressores usam contas das próprias vítimas, aponta Polícia Federal
De acordo com a Polícia Federal, os agressores costumam utilizar contas bancárias de ex-namoradas ou da própria criança ou adolescente vitimado, buscando eliminar qualquer vínculo direto entre o autor do crime e a transação.
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Para escapar de órgãos de controle como o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) e o Banco Central, as redes criminosas migram para bancos digitais e fintechs com regulamentação mais frágil e, em alguns casos, chegam a abrir empresas no setor financeiro.
Os dados de quem paga ficam registrados e podem ser usados pela polícia para identificar compradores, além de bancos tradicionais bloquearem contas em transações atípicas ou feitas a partir de diferentes regiões.
Telegram e TikTok se manifestam sobre os casos
Procurado pelo g1, o Telegram afirmou que proíbe o compartilhamento de material de abuso sexual infantil e que removeu mais de 339,7 mil grupos e canais relacionados a esse tipo de conteúdo em 2026.
O TikTok disse que remove as postagens rapidamente e bane permanentemente as contas envolvidas, informando que 99,8% dos conteúdos que violaram suas políticas sobre abuso sexual e físico de jovens foram removidos proativamente no primeiro trimestre de 2026.
Casos de violência contra crianças e adolescentes podem ser denunciados pelo telefone 100, de forma anônima, além do Disque Denúncia do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos pelo WhatsApp (61) 99656-5008 e das delegacias especializadas.
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Autor: Samuel Camêlo - Consultor em Saúde com relevante domínio nos temas relacionados a Atenção Primária à Saúde, Saúde coletiva, Processos de Trabalho, Gestão e Legislação. Bacharel em direito, Graduado e pós em História, editor, coordenador da MNAS e um eterno Agente de Saúde.
Fonte: JASB - Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil - www.jasb.com.br.
Edição Geral: JASB.
Encaminhamento de denúncia ao JASB: Acesse aqui.
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