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Criminoso admite usar conta bancária de terceiro para vender material de abuso sexual infantil.

           Um criminoso admitiu usar a conta bancária de uma "menina" para receber pagamentos via PIX.   —  Foto: JASB.
 
Criminoso admite usar conta bancária de terceiro para vender material de abuso sexual infantil.
Publicado no JASB em 28.setembro.2026. Atualizado em 28.setembro.2026.

Notícias do Brasil | Pacotes de material de abuso infantil são vendidos a partir de R$ 10 no Telegram, aponta g1.
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Como criminosos usam o TikTok para vender material de abuso sexual infantil no Telegram

Uma investigação do g1 revelou que criminosos usam comentários codificados no TikTok para atrair compradores e direcioná-los ao Telegram, onde vendem material de abuso sexual infantil. 

Em um dos casos, um criminoso admitiu usar a conta bancária de uma terceira pessoa, a quem se referiu como "menina", para receber pagamentos via PIX.

TikTok funciona como vitrine para anúncios no Telegram

Segundo a apuração, os criminosos publicam comentários com códigos na rede social chinesa TikTok, funcionando como uma vitrine para os anúncios. 
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O interessado é então direcionado ao aplicativo de mensagens Telegram, onde a negociação e a venda do conteúdo são realizadas. Em reportagem anterior, publicada no dia 25 de setembro, o g1 informou que monitorou mais de 30 perfis durante semanas e identificou ao menos 35 links que levavam a canais, conversas privadas, bots ou páginas de venda.

Criminoso diz que transação via PIX não será rastreada

Em um dos casos identificados pelo g1, um criminoso garantiu ao possível comprador que o pagamento não seria rastreado. 
"Não [será rastreado], porque esse banco que eu tô usando é de uma menina. Eu recebo muito PIX nele. Já já cai a conta. Daí seu PIX nunca existiu kkkk", afirmou o criminoso em conversa no Telegram. 
A afirmação, porém, não corresponde à realidade, segundo a Polícia Federal ouvida pelo g1, que explica que as transações deixam rastros úteis às investigações.
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Chave PIX usada tem e-mail de estudante do Rio Grande do Sul

O mesmo criminoso informou como chave PIX um endereço de e-mail com final "@estudante.rs.gov.br", que indica vínculo com a rede estadual de ensino do Rio Grande do Sul. 

O g1 não conseguiu localizar a pessoa mencionada no endereço, que tem nome feminino. Procurada, a Secretaria de Educação do Rio Grande do Sul informou que "está em contato com as autoridades policiais para a apuração desse caso".
           É importante que toda a sociedade se esforce para proteger as crianças e adolescentes.   —  Foto: Reprodução.

Pacotes são vendidos a partir de R$ 10 no Telegram

Nos canais monitorados pelo g1, um pacote é vendido por US$ 25 (cerca de R$ 130) e dá acesso a um grupo privado no Telegram com milhares de vídeos. No mesmo endereço, outros pacotes custam US$ 11,99 (cerca de R$ 62) e US$ 17,50 (cerca de R$ 90). 

Em um canal que aceita PIX, um pacote com 3 GB de vídeos e fotos custa R$ 10, enquanto outro, com 15 GB, é vendido por R$ 35. Um dos grupos se diz um dos maiores do Brasil e oferece acesso "vitalício" por R$ 20.

Agressores usam contas das próprias vítimas, aponta Polícia Federal

De acordo com a Polícia Federal, os agressores costumam utilizar contas bancárias de ex-namoradas ou da própria criança ou adolescente vitimado, buscando eliminar qualquer vínculo direto entre o autor do crime e a transação. 
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Para escapar de órgãos de controle como o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) e o Banco Central, as redes criminosas migram para bancos digitais e fintechs com regulamentação mais frágil e, em alguns casos, chegam a abrir empresas no setor financeiro. 

Os dados de quem paga ficam registrados e podem ser usados pela polícia para identificar compradores, além de bancos tradicionais bloquearem contas em transações atípicas ou feitas a partir de diferentes regiões.

Telegram e TikTok se manifestam sobre os casos

Procurado pelo g1, o Telegram afirmou que proíbe o compartilhamento de material de abuso sexual infantil e que removeu mais de 339,7 mil grupos e canais relacionados a esse tipo de conteúdo em 2026. 

O TikTok disse que remove as postagens rapidamente e bane permanentemente as contas envolvidas, informando que 99,8% dos conteúdos que violaram suas políticas sobre abuso sexual e físico de jovens foram removidos proativamente no primeiro trimestre de 2026. 

Casos de violência contra crianças e adolescentes podem ser denunciados pelo telefone 100, de forma anônima, além do Disque Denúncia do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos pelo WhatsApp (61) 99656-5008 e das delegacias especializadas.
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Autor: Samuel Camêlo - Consultor em Saúde com relevante domínio nos temas relacionados a Atenção Primária à Saúde, Saúde coletiva, Processos de Trabalho, Gestão e Legislação. Bacharel em direito, Graduado e pós em História, editor, coordenador da MNAS e um eterno Agente de Saúde.

Fonte: JASB - Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil - www.jasb.com.br. 
Edição Geral: JASB.
Encaminhamento de denúncia ao JASB: Acesse aqui.
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