Globo News expõe: Quem travou a PEC 14, senadores temem reflexos eleitorais e Dra. Elane pede calma.
Governo pediu para Alcolumbre não votar a PEC 14 — e ele cedeu. Mas os senadores temem as urnas e a pressão não para. — Foto: JASB.Globo News expõe: Quem travou a PEC 14, senadores temem reflexos eleitorais e Dra. Elane pede calma.
WhatsApp: Grupos Estaduais | PEC 14 e a "pauta-bomba" que o Planalto teme: como a mobilização dos Agentes Comunitários e de Combate às Endemias mudou o cálculo político do Senado. Vai ter votação, sim! Veja o vídeo da Globo News, no final desta reportagem.
--
-ad4
Senadores temem reflexos eleitorais
O que parecia uma vitória certa na tarde da última terça-feira, 30 de junho, virou mais uma noite de frustração para mais de 385 mil Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias.
A PEC 14/2021, com calendário especial aprovado, 68 senadores favoráveis e relatório unânime da CCJ, não foi ao plenário do Senado Federal. No meio do caminho, estava o Governo Federal — que convenceu Davi Alcolumbre a adiar.
--
-ad52
O que a Globo News revelou — e o que isso significa
A repórter da Globo News que acompanha o Senado Federal comentou o episódio com clareza. Segundo ela, Alcolumbre iria colocar a PEC 14/2021 em votação. Não colocou porque o Governo Federal pediu para não pautar. O relato confirma o que circulava nos bastidores e desmonta a versão de que o adiamento foi apenas uma questão de rito processual.
VEJA TAMBÉM:
A leitura jornalística da emissora foi direta: o Planalto interferiu. E a interferência funcionou — ao menos por enquanto. O movimento, segundo analistas políticos, expõe a tensão crescente entre o Executivo e a presidência do Senado.
O atrito entre os dois teve início em 29 de abril de 2026, quando o Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, e segue sem perspectiva de solução imediata.
--
-ad7
A estratégia de Alcolumbre — e o papel da PEC 14 no tabuleiro
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), pautou a PEC 14 para o dia 30 enquanto mantinha paralisada a PEC 221/2019, que propõe o fim da escala 6×1 — uma das vitrines sociais e eleitorais do Governo Federal. A combinação foi lida nos bastidores como uma pressão calculada ao Palácio do Planalto: pautar o que incomoda o governo, travar o que o governo quer.
O próprio Alcolumbre, ao falar sobre propostas em ano eleitoral, deixou escapar o que está em jogo: "O que eu botar para votar, todo mundo vai votar 'sim' por conta da eleição, e vai ter que arrumar dez brasis para pagar."
A frase, dita originalmente sobre a escala 6×1, revela por que o cálculo em torno da PEC 14 é politicamente distinto — a aposentadoria dos ACS e ACE tem apoio comprovado entre os próprios senadores, o que torna o custo político de barrar a proposta muito mais alto.
"Pauta-bomba": o rótulo que o Planalto criou — e o que ele esconde
Nas últimas semanas, expressões como "pauta-bomba", "bomba fiscal" e "risco ao orçamento" passaram a dominar manchetes de grandes portais, emissoras de televisão e jornais impressos sempre que a votação da PEC 14/2021 era mencionada.
--
-ad5
Para quem lê rapidamente, a conclusão imediata é que os Agentes de Saúde são os responsáveis por uma ameaça ao equilíbrio fiscal do país. O que não é uma realidade!
O Governo Federal classifica a PEC 14 como "pauta-bomba" por seu impacto estimado nas contas previdenciárias, que varia de R$ 27 bilhões a R$ 69 bilhões, segundo a CNM. O que raramente aparece nesse cálculo é o retorno gerado pelo trabalho dos ACS e ACE: segundo estimativas amplamente citadas pela categoria, a atuação desses profissionais na Atenção Básica em Saúde gera economia superior a R$ 240 bilhões por ano ao Sistema Único de Saúde.
Os senadores entre a pressão do Planalto e as urnas
Com as eleições de 2026 no horizonte, a base governista evitou se posicionar publicamente contra a PEC 14. O cálculo é simples. A base do governo evitou se opor à proposta publicamente, calculando o custo eleitoral de se opor a direitos de uma categoria já reconhecida pela capacidade de mobilização.
São mais de 385 mil profissionais espalhados por municípios de todo o Brasil — profissionais que conhecem cada família de sua área de cobertura, que têm presença ativa nas comunidades e que, nas últimas semanas, mostraram que sabem usar também as redes sociais como instrumento de pressão. Para os parlamentares, votar contra os ACS e ACE em outubro de 2026 é uma aposta eleitoral de altíssimo risco.
--
-ad9
Dra. Elane Alves pede calma e orienta a categoria
No dia 16 de junho, quando Alcolumbre recuou pela primeira vez da pauta, a assessora jurídica do FNARAS, Dra. Elane Alves, foi às redes para orientar a categoria. A mensagem foi estratégica e precisa.
"Não é hora de bater, é hora de conquistar o apoio do Davi Alcolumbre. Todo mundo pra rede social do Davi, dando apoio e pedindo a ele para cumprir a palavra com os agentes comunitários. Nada de pauta bomba."
Após o novo adiamento do dia 30, a orientação segue válida. A Dra. Elane pede que os ACS e ACE não ajam de forma desconfortável com o presidente do Senado. A avaliação da assessoria jurídica do FNARAS é de que Alcolumbre está seguindo os ritos da Casa — e que irá colocar a PEC 14 em votação antes do recesso parlamentar, previsto para iniciar em 18 de julho.
O que vem agora — e até quando a espera vai durar
Durante a sessão, Davi Alcolumbre explicou o rito que adotará: não pretende retirar a proposta da pauta nem acelerar imediatamente o processo por meio de calendário especial.
--
-ad4
Declarou que vai respeitar as cinco sessões de discussão previstas antes da votação, e após esse período será apreciado um requerimento de calendário especial para suprimir as três sessões restantes e permitir a votação final, seguida da promulgação.
Segundo a previsão do próprio presidente do Senado, a PEC 14/2021 deverá ser votada definitivamente até o dia 15 de julho. Para ACS e ACE que aguardam essa conquista há anos, a conta é simples: faltam dias. O momento pede mobilização qualificada — nas redes, nos gabinetes e com a sabedoria de quem sabe que vitórias desse tamanho se conquistam, não se tomam.
Assista a reportagem da Globo News:
-
-G
Matérias Bônus:
Fonte: JASB - Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil - www.jasb.com.br.
Edição Geral: JASB.
Encaminhamento de denúncia ao JASB: Acesse aqui.
--
-ad9
O jornalismo do JASB.com.br precisa de você para continuar marcando ponto na vida das pessoas. Compartilhe as nossas notícias em suas redes sociais!




Faça o seu comentário aqui!