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Eliminação na Copa vira caso de Estado na Coreia do Sul: presidente exige investigação do Ministério do Esporte.

           "Indignado e perplexo": presidente sul-coreano vai às redes após derrota e acusa federação de favoritismo político.   —  Foto: JASB/Reprodução.
 
Eliminação na Copa vira caso de Estado na Coreia do Sul: presidente exige investigação do Ministério do Esporte.
Publicado no JASB em 29.junho.2026. Atualizado em 30.junho.2026.

Canal do Esporte Presidente da Coreia do Sul pede investigação após eliminação na Copa e critica escolha de "pessoas incompetentes."
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Uma derrota que saiu do campo e foi direto para o governo

A eliminação da Coreia do Sul na fase de grupos da Copa do Mundo de 2026 não ficou restrita às análises esportivas. O presidente Lee Jae-myung foi às redes sociais para exigir explicações e ordenou ao Ministério dos Esportes que investigue o fracasso da seleção. 

O que seria uma decepção futebolística virou, em poucas horas, um caso político de repercussão internacional.
Como a Coreia do Sul saiu da Copa

A eliminação ocorreu na última quarta-feira (24), quando a seleção sul-coreana perdeu para a África do Sul e terminou em terceiro lugar no Grupo A — posição insuficiente para avançar ao mata-mata. 
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Foi o encerramento precoce de uma participação que gerava expectativas diferentes no país, acostumado a campanhas mais sólidas em Copas do Mundo, incluindo a semifinal histórica de 2002.

A fúria do presidente nas redes

Lee Jae-myung não poupou palavras. "Como ex-diretor honorário de um clube de futebol profissional e, de coração, um 'Diabo Vermelho', sinto-me mais do que perplexo; sinto-me indignado com esse resultado inesperado. 

No final das contas, provou-se mais uma vez que a escolha das pessoas certas define o sucesso de tudo", escreveu o mandatário na rede social X. 

Em outro trecho, foi ainda mais direto: "Se selecionarmos pessoas incompetentes para cargos de liderança, priorizando o partidarismo em detrimento da capacidade, o resultado será óbvio como a luz do dia."
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O técnico no centro da polêmica

A contratação do treinador Hong Myung-bo, em 2024, já era alvo de críticas antes mesmo da Copa. A imprensa sul-coreana questionava a falta de transparência no processo seletivo e apontava que a escolha teria sido feita com base em relações pessoais, e não em critérios técnicos. 

Lee aproveitou a eliminação para reforçar essa narrativa — e transformar o fracasso em campo em argumento contra o que chama de "partidarismo" dentro da federação de futebol do país.
           Decepcionando: Son Heung-min, atacante do Tottenham e da Coreia do Sul.   —  Foto: JASB/Reprodução.
Investigação ordenada — com prazo e objetivo

O governo sul-coreano determinou ao Ministério dos Esportes que investigue as causas do fracasso, com foco nos problemas de gestão e governança da federação. O objetivo declarado é identificar falhas administrativas e apresentar soluções concretas para evitar que a situação se repita. 

"O fracasso em se classificar deixou a população desanimada e parece ser resultado de problemas de organização e gestão", completou o presidente.
Futebol como espelho da política

O episódio sul-coreano revela algo que vai além do esporte: a forma como líderes políticos instrumentalizam resultados esportivos para pautar debates sobre meritocracia, gestão e responsabilização. 
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Lee Jae-myung, que enfrenta pressões políticas internas, encontrou na derrota da seleção uma plataforma para criticar a cultura de favoritismo que diz existir nas instituições do país. A Copa do Mundo de 2026, que reúne o mundo em torno do futebol, mostrou que o jogo também se decide — e se perde — fora de campo.


Autor: Samuel Camêlo.
Fonte: JASB - Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil - www.jasb.com.br. 
Edição Geral: JASB.
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