Diário da Câmara: Com parecer da PEC 18, Agentes de Saúde Técnicos podem receber R$ 4.863.
O parecer do relator foi aprovado por unanimidade. A proposta segue agora para uma comissão especial. — Foto/Reprodução.Diário da Câmara: Com parecer da PEC 18, Agentes de Saúde Técnicos podem receber R$ 4.863.
WhatsApp: Rede do JASB | A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou, em 17 de março de 2026, a admissibilidade da PEC 18/2022, que cria piso salarial de três salários mínimos — hoje R$ 4.863 — para Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias com formação em curso técnico. Veja o parece abaixo.
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O parecer do relator, deputado Rubens Pereira Júnior (MA), foi aprovado por unanimidade. A proposta segue agora para uma comissão especial e, em seguida, para votação em dois turnos no Plenário da Câmara dos Deputados.
📊 O que muda com a PEC 18
A PEC 18/2022 acrescenta o parágrafo 9º-A ao artigo 198 da Constituição Federal, criando piso salarial diferenciado para quem concluiu a formação técnica na área. Hoje, todos os Agentes de Saúde (ACS e ACE) recebem o piso de dois salários mínimos — R$ 3.242 —, garantido pela Emenda Constitucional 120, de 2022.
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A nova proposta eleva o piso para R$ 4.863 mensais aos profissionais qualificados, reconhecendo, pela primeira vez na Constituição, a diferença entre quem se formou tecnicamente e quem ainda não concluiu o curso. Os valores adicionais serão repassados pela União a estados, municípios e ao Distrito Federal.
VEJA TAMBÉM:
Entre os profissionais diretamente contemplados pela PEC 18/2022 estão:
💠 Agentes Comunitários de Saúde portadores do Curso Técnico de ACS, com carga horária de 1.275 horas/aula;
💠 Agentes de Combate às Endemias com Curso Técnico em Vigilância em Saúde com Ênfase no Combate às Endemias;
💠 Aproximadamente 300 mil trabalhadores da Linha de Frente da Saúde Pública que concluíram a formação técnica ofertada pelo Ministério da Saúde desde 2022;
💠 Profissionais em todo o Brasil, com repasse financeiro garantido pela União a estados, municípios e ao Distrito Federal.
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🏛️ A origem da proposta e quem a defende
A PEC 18/2022 foi apresentada pelo ex-deputado Valtenir Pereira (MT), o mesmo parlamentar que assinou a PEC 22/11, origem da Emenda Constitucional 120 — conquistada após uma luta que começou em 2006 e levou 11 anos de tramitação no Congresso, tendo a luta pelo Piso de 2 mínimo nascido em 2006.
O relator na CCJ, deputado Rubens Pereira Júnior (MA), emitiu parecer favorável, afirmando que a proposta não fere cláusulas pétreas e cumpre todos os requisitos formais. Segundo ele, a PEC "pretende promover legítima política pública de valorização na política remuneratória" dos profissionais.
O avanço foi impulsionado pela mobilização presencial de lideranças do FNARAS, CONACS, FENASCE, sindicatos e associações em Brasília no dia da votação.
⚕️ Por que qualificação técnica justifica o novo piso
O cerne da PEC 18/2022 é direto: remunerar melhor quem investe na própria formação. Desde 2022, o Ministério da Saúde ofertou aproximadamente 300 mil vagas para os cursos técnicos de ACS e de ACE — cada um com 1.275 horas/aula em modalidade a distância, com duração de dez meses.
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A Lei Federal 13.595/2018 já havia ampliado as atribuições e responsabilidades da categoria, criando base legal para a correção salarial. O incentivo à qualificação técnica, segundo especialistas, fortalece diretamente a Atenção Primária em Saúde e reduz custos de média e alta complexidade no SUS.
Entre os argumentos centrais que sustentam a proposta estão:
💠 A formação técnica eleva a qualidade do atendimento prestado à população na Atenção Básica em Saúde;
💠 O piso diferenciado reduz a rotatividade na categoria e fortalece a Vigilância em Saúde nos municípios;
💠 O incentivo salarial à qualificação consolida a Atenção Primária em Saúde como estratégia de prevenção no SUS;
💠 A PEC 14/2021, que tramita em paralelo no Senado, amplia o debate sobre valorização e aposentadoria especial da mesma categoria.
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📢 As vozes que celebram o avanço
A aprovação na CCJ mobilizou parlamentares e entidades em todo o país. O deputado federal Gervásio Maia, um dos autores da matéria, defendeu que os Agentes de Saúde são "uma categoria essencial que sustenta a base do SUS".
"Seguiremos trabalhando com compromisso e responsabilidade para garantir mais direitos, reconhecimento e dignidade a esses profissionais que fazem a diferença todos os dias na vida do povo brasileiro", afirmou, conforme a Revista Novo Perfil.
A pressão das entidades foi decisiva para que a proposta, parada desde 2022, voltasse à pauta da CCJ em março de 2026.
🔄 O que ainda falta para virar lei
A aprovação da admissibilidade pela CCJ é uma vitória importante, mas a PEC 18/2022 percorre um caminho legislativo ainda considerável.
A proposta segue para uma comissão especial, onde será analisado o mérito do texto, e depois ao Plenário da Câmara, onde precisa ser aprovada em dois turnos com pelo menos 308 votos favoráveis em cada um. Após isso, repete o mesmo rito no Senado Federal antes de ser promulgada como emenda constitucional.
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O Diário da Câmara dos Deputados publicou, em 21 de março de 2026, o parecer da CCJ em avulso, formalizando o encaminhamento da proposta à próxima etapa. Para quase 300 mil profissionais técnicos que atuam na Linha de Frente da Saúde Pública, cada votação é um passo a mais rumo ao reconhecimento que a categoria busca há mais de duas décadas.
Assista ao vídeo completo (direto no Youtube):
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Autor: Samuel Camêlo
Fonte: JASB - Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil - www.jasb.com.br.
Edição Geral: JASB.
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