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Inédito nos EUA: paciente vive 9 meses com rim de porco em pesquisa chefiada por médico brasileiro.

           Nefrologista brasileiro Leonardo Riella e o paciente Tim Andrews.   —  Foto: JASB.
 
Inédito nos EUA: paciente vive 9 meses com rim de porco em pesquisa chefiada por médico brasileiro.
Publicado no JASB em 06.setembro.2026. Atualizado em 07.setembro.2026.

Notícias do Brasil | Fim da diálise: rim de porco mantém homem vivo como ponte para transplante humano nos Estados Unidos. 
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O procedimento eliminou o uso de hemodiálise por 271 dias e funcionou como ponte para um órgão humano.

Um norte-americano de 66 anos, identificado como Tim Andrews, alcançou um marco histórico na medicina ao viver por 271 dias com um rim de porco. O transplante inédito foi coordenado pelo nefrologista brasileiro Leonardo Riella no Massachusetts General Hospital, nos Estados Unidos. 

A cirurgia livrou o paciente das sessões de hemodiálise durante quase nove meses. O sucesso da sobrevida prolongada com um órgão animal abre caminho para uma nova era nos tratamentos renais.
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A engenharia genética por trás do órgão

O rim suíno utilizado no procedimento passou por 69 modificações genéticas em laboratório antes de ser implantado no paciente. Os cientistas inseriram genes humanos e desativaram vírus inerentes ao animal para reduzir os riscos de rejeição e contaminação. 

O ajuste minucioso no DNA tornou o tecido compatível com o sistema imunológico do receptor. Essa camuflagem biológica garantiu a retomada rápida da filtragem sanguínea, transformando a rotina do idoso.


O impacto imediato na saúde do paciente

Diagnosticado com insuficiência renal terminal, Andrews dependia inteiramente de máquinas para sobreviver. Logo após a operação, a energia física retornou e as visitas frequentes à clínica de diálise desapareceram. 
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O xenotransplante proporcionou uma janela valiosa de estabilidade clínica e recuperação da qualidade de vida ao longo do ano. No entanto, as defesas naturais do corpo apresentaram uma resistência biológica silenciosa após os primeiros seis meses.
           O transplante  foi coordenado pelo brasileiro Leonardo Riella no Massachusetts General Hospital, nos Estados Unidos.  —  Foto/Reprodução/Rede Globo.

“Pela primeira vez, a gente demonstrou que um rim de porco geneticamente editado pode funcionar por vários meses em um paciente e permitir que ele fique sem diálise, sem necessidade de diálise. Mas não só isso, a gente também conseguiu demonstrar, nesse caso - que está sendo publicado agora - que isso ainda preservou a possibilidade de o paciente receber posteriormente um transplante de rim humano. Então isso pode, na verdade, criar a possibilidade desse rim de porco ser uma ponte”, explica Leonardo Riella.

A função de ponte para o rim humano

Mesmo com a administração contínua de imunossupressores, pequenas inflamações vasculares forçaram a equipe a remover o rim de porco no 271º dia. Apesar dessa rejeição tardia, o órgão cumpriu sua missão provisória de manter o homem saudável até o recebimento de um transplante humano definitivo. 

A transição ocorreu de forma segura e o paciente conseguiu retomar suas atividades. Esse ganho temporal ataca diretamente um problema estrutural do sistema global de doações.
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A busca para zerar a fila de transplantes

A intervenção mira o gargalo logístico que sobrecarrega os hospitais e provoca milhares de mortes anuais à espera de doadores compatíveis. 

O diretor do programa, Leonardo Riella, destacou que a experiência busca corrigir exatamente essa escassez de tecidos disponíveis. O uso de animais geneticamente moldados se consolida como uma via alternativa para suprir essa demanda crescente em diversos países. O ineditismo do caso estabelece novas regras para os laboratórios.

O futuro das cirurgias entre espécies

A sobrevivência de 271 dias rompeu o recorde anterior de aceitação de enxertos renais suínos, que costumavam falhar rapidamente. O volume de informações clínicas recolhidas pela equipe aprimorará os protocolos de combate à rejeição biológica e prolongará a utilidade dos tecidos no corpo humano. 

A jornada provou que a ciência possui ferramentas reais para transformar animais em fornecedores seguros nas emergências. O estudo marca um passo irreversível na evolução médica.
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Autor: Samuel Camêlo.
Fonte: JASB - Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil - www.jasb.com.br. 
Edição Geral: JASB.
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