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Regulação das redes sociais fica fora dos planos de segurança de candidatos ao Senado em SP.

           8 dos 9 candidatos ao Senado por SP mais bem colocados na pesquisa Datafolha de 21 de agosto.   —  Foto: JASB/Reprodução.
 
Regulação das redes sociais fica fora dos planos de segurança de candidatos ao Senado em SP.
Publicado no JASB em 29.agosto.2026. Atualizado em 31.agosto.2026.

WhatsApp: Grupos Estaduais Violência doméstica: líderes ao Senado por SP omitem regulação das redes em propostas.
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Omissão sobre o papel das plataformas digitais marca propostas de segurança pública na eleição paulista.

Nenhum dos nove candidatos ao Senado por São Paulo mais bem colocados no Datafolha incluiu a regulação das redes sociais nos planos contra a violência doméstica. O levantamento foi divulgado nesta semana pelo jornal SP1. 

As campanhas priorizam penas duras, mas ignoram a radicalização nas plataformas digitais. Esse silêncio legislativo levanta dúvidas sobre a eficácia do combate. A abordagem punitiva revela como os políticos enxergam o crime hoje.

O foco exclusivo no pós-crime

Durante as entrevistas, cada político teve 40 segundos para apresentar soluções legislativas de proteção à mulher. As propostas concentram-se majoritariamente na esfera penal e na infraestrutura policial, deixando uma clara lacuna sobre a prevenção.
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Entre os pontos destacados estão:

💠 O aumento do rigor nas punições para agressores já condenados;

💠 A ampliação e o fortalecimento de delegacias com funcionamento ininterrupto;

💠 O uso mais amplo de tornozeleiras eletrônicas para monitorar os suspeitos.

Apesar da validade dessas medidas emergenciais, especialistas alertam que agir apenas após a agressão não desarticula a raiz do problema. Essa falha preventiva ganha força diária por meio da influência invisível dos algoritmos.
           Propostas dos candidatos — Foto: Arte/g1

O impacto do algoritmo no comportamento

A pesquisadora Bruna Camilo aponta que o enfrentamento real exige frear a disseminação dos discursos de ódio online. O ambiente digital favorece conteúdos extremistas e monetiza vídeos que incentivam a objetificação e o controle
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A dinâmica atinge os jovens de forma agressiva, moldando percepções distorcidas sobre relacionamentos e afrouxando os limites legais. Compreender a responsabilidade da tecnologia torna-se um passo incontornável no debate. Ignorar esse fator protege diretamente o modelo de negócios de grandes corporações.

A urgência de responsabilizar as Big Techs

Empresas que gerenciam plataformas sociais continuam hospedando materiais que normalizam a agressão sob o disfarce de conselhos amorosos. Sem regras claras e punições financeiras, os sistemas seguem priorizando o engajamento de cliques, mesmo violando a dignidade humana.

Entre os pontos destacados estão:

💠 A viralização de vídeos que simulam ataques físicos em plataformas curtas;

💠 O crescimento de canais que promovem dinâmicas de dominação em relacionamentos;

💠 A ausência de filtros automáticos eficientes contra apologia a crimes.

Esse tráfego sem filtro evidencia a necessidade de leis que superem a visão tradicional do Código Penal. A saída para quebrar esse ciclo de impunidade exige também uma nova postura comportamental e pedagógica.
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Educação digital como política pública

Para frear a influência nociva, pesquisadores defendem campanhas de conscientização sobre consentimento nas interações sociais. A ideia é esvaziar o alcance dos grupos radicais por meio do letramento, ensinando o público a identificar manipulações e denunciar abusos. 

Noticiários policiais confirmam que jargões de fóruns extremistas migram frequentemente para a vida real, servindo como justificativa para tragédias familiares. A resposta do Estado precisa modernizar urgentemente suas frentes preventivas. Esse atraso estratégico recai agora sobre quem pede votos nas urnas.

O desafio para o próximo mandato

A omissão da pauta digital entre os candidatos paulistas reflete um atraso severo da legislação frente à realidade da internet. Enquanto os políticos propõem apenas remediar os danos, a engrenagem que financia o discurso violento segue intacta e blindada durante a eleição. 

O avanço tecnológico exige que a segurança pública atue integrada ao monitoramento cibernético. Caberá aos eleitores e à sociedade civil cobrar posturas contundentes das futuras lideranças. O silêncio atual corre o risco de perpetuar a vulnerabilidade feminina nos próximos anos.
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Fonte: JASB - Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil - www.jasb.com.br. 
Edição Geral: JASB.
Encaminhamento de denúncia ao JASB: Acesse aqui.
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