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Perícia vê lesões "compatíveis com o impacto contra o solo" e polícia vai ouvir 8 pessoas no caso Isabelle.

           Escritório nega que namorado de Isabelle Caracristi fosse advogado e sócio da banca em Fortaleza.   —  Foto: JASB.
 
Perícia vê lesões "compatíveis com o impacto contra o solo" e polícia vai ouvir 8 pessoas no caso Isabelle.
Publicado no JASB em 20.setembro.2026. Atualizado em 21.setembro.2026.

Notícias do Brasil | O que a polícia já sabe sobre a morte de Isabelle Caracristi, encontrada no pátio de prédio na Aldeota.
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A estudante de Direito Isabelle Caracristi, de 22 anos, foi encontrada morta no pátio do Condomínio La Piazza, no bairro Aldeota, em Fortaleza, na noite de domingo (13), por volta das 20h40. 

A mãe, a professora universitária Isorlanda Caracristi, só soube da morte na manhã seguinte, ao ir ao prédio depois de descobrir que havia sido bloqueada pelo namorado da filha. O caso é investigado pela 2ª Delegacia da Capital.

Escritório diz que namorado não era sócio nem tem inscrição na OAB

O homem com quem Isabelle morava se apresentava como advogado e sócio de uma banca de Fortaleza
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A versão foi contestada pelo próprio dono do escritório. Em nota enviada ao jornal O POVO, o advogado Rudá Bezerra afirmou que ele "jamais integrou o quadro societário do escritório, tampouco possui inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), tendo exercido exclusivamente atividades de natureza administrativa enquanto atuou conosco".

A mesma nota informa que Isabelle passou cerca de 20 dias na equipe, entre o fim de julho e o início de agosto, quando pediu desligamento por razões pessoais. Depois disso, segundo Rudá Bezerra, o namorado também deixou de prestar serviços à banca. 

O documento não detalha os motivos de nenhuma das duas saídas. A divergência entre o que ele dizia ser e o que o escritório confirma é hoje um dos pontos abertos do caso.

Perícia aponta lesões compatíveis com impacto contra o solo

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS-CE) informou que a Perícia Criminal da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) foi acionada na própria noite de 13 de setembro. Nos exames, os peritos observaram lesões no corpo da estudante "compatíveis com o impacto contra o solo".
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Os exames laboratoriais tiveram resultado negativo para substâncias de interesse toxicológico. A perícia, porém, não está concluída: exames complementares seguem em andamento na Pefoce. 

A secretaria afirma que somente após o encerramento dos trabalhos será possível concluir a dinâmica da morte. Enquanto isso, a Polícia Civil trabalha com depoimentos e imagens.

Oito depoimentos e imagens de câmeras entregues pelo condomínio

A Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) anunciou, na noite de sábado (19), que prevê ouvir oito pessoas na apuração. Quatro já prestaram depoimento e as demais têm oitivas agendadas. As imagens de câmeras de segurança estão em análise.

A administração do Condomínio La Piazza divulgou nota no mesmo dia afirmando que preservou as gravações do sistema de monitoramento e as entregou à Polícia Civil assim que foram solicitadas. 

O condomínio negou ter demorado a atender os investigadores e disse que colaborou "desde o primeiro momento". A nota não descreve o conteúdo das gravações, que pode ser decisivo para reconstituir a noite de domingo.
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A última mensagem e o silêncio que se seguiu

Isabelle passou parte do fim de semana na casa da mãe, em Fortaleza, reclamando de dores no pescoço. No domingo, avisou que iria com o namorado e a mãe dele a uma missa e a uma procissão na Paróquia Nossa Senhora de Fátima. 

À noite, mandou duas mensagens: pediu que Isorlanda conferisse uma comida na airfryer e escreveu "Mãe, eu te amo".

Depois disso, não respondeu mais. Na manhã de segunda-feira (14), sem retorno, Isorlanda tentou falar com o namorado e descobriu que estava bloqueada no telefone e nos perfis dele. 

Foi ao prédio com o irmão. No local, a síndica informou que Isabelle havia morrido na noite anterior e que o corpo fora encaminhado à Perícia Forense.
           Isabelle Caracristi.   —  Foto: Reprodução/Instagram.

Relato da mãe descreve namoro acelerado e pedidos financeiros

Isorlanda Caracristi conta que a filha começou o estágio no escritório em julho e, poucos dias depois, foi transferida para o setor gerido pelo homem com quem passou a se relacionar. O namoro começou em menos de dez dias. Isabelle tinha 22 anos; ele, segundo a mãe, 33.

A professora afirma ter passado a considerar o comportamento dele controlador. Cita o pedido para que Isabelle disponibilizasse o cartão de crédito para pagar uma cirurgia e a proposta de abrir uma empresa no nome da estudante. 

São relatos da família, ainda não confirmados pela investigação, e que não estabelecem, por si só, qualquer relação com a morte. Caberá à Polícia Civil verificá-los.
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Governador e vereadora cobram rigor; família aguarda laudo

O governador do Ceará, Elmano de Freitas, afirmou em publicação nas redes sociais, no sábado (19), que determinou "máxima celeridade e rigor para investigar e esclarecer as circunstâncias" e que a Perícia Forense e a Polícia Civil atuam no caso desde o momento do ocorrido.

A vereadora de Fortaleza Adriana Gerônimo, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Fortaleza, também se manifestou e pediu investigação "rigorosa e transparente do caso", colocando-se à disposição da família. 

Segundo Isorlanda, nem o namorado nem a mãe dele procuraram a família ou compareceram ao velório e ao enterro. A causa da morte segue sem definição oficial até a conclusão do laudo.

Contexto adicional

Há divergência entre veículos sobre a idade do namorado: o relato da mãe, reproduzido pelo Correio Braziliense, indica 33 anos; a coluna de Henrique Araújo, no O POVO, informa 34 anos. 
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Também há divergência sobre o semestre cursado por Isabelle: o Correio Braziliense aponta o segundo semestre de Direito; legenda do Diário do Nordeste menciona o terceiro. O nome do namorado não foi divulgado pelos veículos consultados nem pelas autoridades, e ele não é, até o momento, formalmente apontado como suspeito.




Autor: Samuel Camêlo - Bacharel em direito, Graduado e pós em História, editor, coordenador da MNAS e eterno Agente de Saúde.
Fonte: JASB - Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil - www.jasb.com.br. 
Edição Geral: JASB.
Encaminhamento de denúncia ao JASB: Acesse aqui.
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