Política: Por que Braga Netto deporá sobre desvio de armas na 1ª Região Militar?
Política: Por que Braga Netto deporá sobre desvio de armas na 1ª Região Militar?
Canal dos Famosos | Braga Netto é chamado a depor em caso de desvio de armas do Exército, segundo matéria publicada no Portal Metrópoles.
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O general Walter Souza Braga Netto, condenado pela tentativa de golpe de Estado e preso no Rio de Janeiro, foi chamado para depor como testemunha em um caso que apura um esquema de desvio de armas do Exército.
Ex-ministro da Defesa e da Casa Civil no governo Bolsonaro, o nome do general foi indicado pela defesa do tenente-coronel Alexandre de Almeida, que chefiava o setor de fiscalização de armas da 1ª Região Militar, responsável pelo Rio de Janeiro e Espírito Santo.
A oitiva está marcada para 10 de novembro, por videoconferência, e ainda depende de autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal .
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As acusações contra o tenente-coronel
O tenente-coronel Alexandre de Almeida é acusado pelo Ministério Público Militar de se apropriar de armas entregues ao Exército para destruição ou retorno à cadeia de suprimentos da Força, parte das quais pertencia a militares da reserva ou já mortos.
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Segundo a denúncia, para ocultar a origem do material, o oficial inseria informações falsas no sistema interno do Exército, registrando os armamentos em seu nome ou de terceiros e depois os repassando a outras pessoas. Entre 2019 e 2021, os investigadores apreenderam 458 armas, algumas recebidas por pessoas de boa-fé.
O período e a ligação com Braga Netto
Os episódios investigados ocorreram entre 2016 e 2018, período em que Braga Netto comandava a 1ª Região Militar.
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A defesa de Almeida indicou o general como testemunha e sustenta que o oficial atuava "cumprindo as diretrizes dos escalões superiores e de ordens diretas de seus superiores hierárquicos" ao rebater a acusação de participação nas ilegalidades.
A estratégia busca contestar a acusação de participação consciente do tenente-coronel nas irregularidades.
Armas usadas para pagar reforma
A denúncia do MPM aponta ainda que o tenente-coronel teria usado parte das armas desviadas para pagar uma reforma em sua casa. O serviço de marcenaria custou cerca de RS 21,5 mil.
Segundo o marceneiro citado na investigação, Almeida disse que não tinha dinheiro para pagar pelo serviço e ofereceu armas como pagamento, que foram entregues com registros e documentos já emitidos em nome do profissional.
Outras pessoas também teriam recebido armas desviadas e passaram a responder por crimes como receptação, posse ilegal de arma de fogo e uso de documento falso .
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O depoimento e os próximos passos
A oitiva de Braga Netto, prevista para 10 de novembro por videoconferência, ainda aguarda autorização de Alexandre de Moraes, responsável pela execução da pena do general. Braga Netto, que foi condenado a 26 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, está detido desde dezembro de 2024.
O depoimento de Braga Netto poderá esclarecer quais eram os procedimentos e a cadeia de comando da 1ª Região Militar no período em que ocorreram os fatos investigados, especialmente diante da alegação da defesa de que Almeida seguia ordens superiores.
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Autor: Samuel Camêlo.
Fonte: JASB - Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil - www.jasb.com.br.
Edição Geral: JASB.
Encaminhamento de denúncia ao JASB: Acesse aqui.
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