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Ozivy: o concorrente nacional do Ozempic que a Anvisa aprovou.

           O produto é do laboratório EMS, tem validade de registro garantida até junho de 2036.   —  Foto: JASB.
 
Ozivy: o concorrente nacional do Ozempic que a Anvisa aprovou.
Publicado no JASB em 1º.junho.2026. Atualizado em 04.junho.2026.

WhatsApp: Grupos Estaduais A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou em 26 de maio de 2026 o registro do Ozivy, primeiro medicamento à base de semaglutida de fabricação nacional.  
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O produto é do laboratório EMS, tem validade de registro garantida até junho de 2036 e concorre diretamente com o Ozempic e o Wegovy — os campeões de vendas no tratamento de obesidade e diabetes tipo 2. O Brasil está entre os primeiros países do mundo a aprovar esse tipo de produto.

O que é o Ozivy — e por que ele não é um genérico do Ozempic

O Ozivy é um medicamento sintético desenvolvido a partir de síntese química, diferente das versões biológicas da semaglutida registradas até então no país. A Anvisa informou que o medicamento não é genérico do Ozempic, mas sim um novo produto classificado como análogo sintético de um medicamento biológico. 
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A distinção importa: a semaglutida é uma molécula de alta complexidade que não permite a produção de genéricos comuns. Cada concorrente precisa trilhar seu próprio caminho regulatório — o que limita a velocidade de queda dos preços. 


A patente que venceu e a corrida que começou

A aprovação ocorre pouco mais de dois meses após o fim da patente do Ozempic no Brasil, encerrada em 20 de março de 2026. A aprovação do Ozivy ocorre pouco mais de dois meses após esse vencimento. 

Desde a quebra da exclusividade patentária, o setor farmacêutico nacional e internacional iniciou uma disputa comercial bilionária para ocupar espaço em um dos nichos mais lucrativos e de maior demanda da indústria contemporânea
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Em abril, a Anvisa barrou projetos de marcas rivais por erros técnicos na documentação — abrindo caminho para que a EMS chegasse primeiro. 

Como o Ozivy foi aprovado — e o que isso significa para o mercado

O Ozivy foi registrado como medicamento novo por desenvolvimento abreviado, modalidade usada para substâncias já conhecidas que ainda precisam comprovar qualidade, segurança e eficácia. 

O laboratório EMS apresentou o pedido de registro em 2023 e passou por análise técnica da Anvisa. Analistas de mercado preveem que a chegada do Ozivy vai baratear o custo das chamadas canetas emagrecedoras no Brasil a médio prazo

A queda nos preços finais vai depender da entrada de mais marcas concorrentes para disputar a preferência dos compradores. 
Entre os passos que ainda faltam antes do Ozivy chegar às farmácias estão:

💠Definição do preço máximo pelo CMED — Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos;

💠 Produção dos primeiros lotes pela EMS e logística de distribuição ao varejo farmacêutico;
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💠 Avaliação pela Conitec — Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS — para eventual oferta pelo SUS;

💠 Aval do Ministério da Saúde para a incorporação pública do medicamento.
           O principal desdobramento socioeconômico da entrada do Ozivy no varejo reside na tendência de democratização do acesso e no alívio financeiro para o consumidor.   —  Foto: JASB

O que muda para o paciente — e o que ainda não muda

Assim como os demais medicamentos da classe GLP-1, a venda do Ozivy exigirá receita médica em duas vias. Apesar da aprovação sanitária, o remédio ainda não tem data para chegar às farmácias. 

Quem aguarda uma versão mais barata da semaglutida precisa ter paciência: a aprovação da Anvisa é o primeiro passo de uma cadeia que ainda inclui precificação, produção, distribuição e, se o caminho SUS for trilhado, uma análise de custo-efetividade que leva meses. 

O horizonte que o Ozivy abre — e o que ele ainda não garante

O principal desdobramento socioeconômico da entrada do Ozivy no varejo reside na tendência de democratização do acesso e no alívio financeiro para o consumidor. A quebra do monopólio deve desencadear uma dinâmica de concorrência de preços capaz de forçar uma redução gradual e consistente nos valores ao longo dos próximos anos. 
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O Ozempic custa entre R$ 800 e R$ 1.200 por caneta no Brasil. A chegada de concorrentes nacionais não garante preços acessíveis imediatamente — mas é o começo do caminho que pode chegar lá.


Autor: Samuel Camêlo.
Fonte: JASB - Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil - www.jasb.com.br. 
Edição Geral: JASB.
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