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Lula inicia radioterapia preventiva no couro cabeludo e terá 14 sessões até junho.

           Luiz Inácio Lula da Silva, durante anúncio sobre a inauguração do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).   —  Foto: JASB/Reprodução.
 
Lula inicia radioterapia preventiva no couro cabeludo e terá 14 sessões até junho.
Publicado no JASB em 25.maio.2026. Atualizado em 26.maio.2026.

WhatsApp: Grupos Estaduais | O presidente Lula iniciou um tratamento  nesta segunda-feira, 25, no Sírio-Libanês de Brasília. Médicos garantem que não há afastamento e que o carcinoma basocelular — o tipo mais comum e menos agressivo de câncer de pele — não apresentou sinais de disseminação. 
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O que aconteceu hoje e o que o boletim diz

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou nesta segunda-feira, 25 de maio, um protocolo de radioterapia superficial preventiva no Hospital Sírio-Libanês, unidade de Brasília. O comunicado oficial da instituição foi direto: "Após a retirada de lesão basocelular em 24/04/26, optou-se por tratamento complementar com radioterapia superficial preventiva no couro cabeludo."

Serão ao todo 14 sessões ao longo das próximas três semanas — o que leva o tratamento até o início de junho. A equipe médica assegurou que o presidente pode manter sua rotina de trabalho normalmente, sem qualquer restrição de agenda. 
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Prova concreta disso: no mesmo dia em que iniciou a radioterapia, Lula cumpriu reunião oficial com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, para tratar do fim da escala de trabalho 6×1.

Por que a cirurgia de abril não era o fim — e o que é o carcinoma basocelular

A lesão removida em 24 de abril era um carcinoma basocelular, o tipo mais comum de câncer de pele no Brasil e no mundo. Ele responde por cerca de 70% de todos os casos diagnosticados — e é também o menos agressivo, com baixíssima probabilidade de disseminação para outros órgãos ou linfonodos.
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Na grande maioria dos casos, a cirurgia é suficiente para eliminar completamente o tumor. Mas há situações clínicas específicas em que a radioterapia complementar é indicada para aumentar a segurança oncológica: quando as margens cirúrgicas ficam muito próximas ou comprometidas, quando há invasão perineural — situação em que células tumorais são encontradas ao redor de pequenos nervos — ou quando a localização anatômica dificulta uma ressecção mais ampla, como ocorre no couro cabeludo.

O boletim oficial não detalhou a razão específica para a indicação do tratamento complementar. Médicos ouvidos pela imprensa apontam que a conduta adotada segue protocolos bem estabelecidos em oncologia dermatológica.

O tipo de radioterapia escolhido — e por que ele facilita a rotina

O tratamento escolhido pela equipe médica é a radioterapia superficial, modalidade que atinge apenas as camadas mais externas da pele e não compromete tecidos profundos. O esquema adotado é o chamado hipofracionamento — doses um pouco maiores distribuídas em menos sessões do que o modelo convencional.
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"É um formato moderno, bem estabelecido, que reduz o tempo total de tratamento e facilita a rotina do paciente sem comprometer a eficácia", explicou ao portal Tribuna Online o oncologista radioterapeuta consultado pela reportagem.

Os efeitos colaterais esperados são localizados e restritos à área tratada: vermelhidão, descamação leve e sensibilidade no couro cabeludo. Não há perspectiva de fadiga sistêmica, náuseas ou qualquer efeito que comprometa a capacidade de trabalho ou agenda pública do presidente.

O que não foi dito em abril — e por que veio a público agora

O ponto que gerou maior atenção na imprensa foi o fato de que a necessidade de radioterapia não havia sido mencionada nos comunicados divulgados logo após a cirurgia de 24 de abril

O hospital esclareceu que a decisão de complementar o tratamento com radioterapia foi tomada depois, com base na análise do material anatomopatológico — o exame do tecido removido — e que se trata de uma conduta puramente preventiva, não de uma piora do quadro.
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Esse tipo de decisão pós-cirúrgica é comum na oncologia: o médico opera para retirar o tumor, aguarda o resultado do exame do tecido e, com base nas características microscópicas do material, decide se há necessidade de tratamento complementar. Não é incomum que a indicação de radioterapia venha apenas após essa análise, que pode levar semanas.
           O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.   —  Foto/Reprodução/Agência Brasil.

O histórico de saúde de Lula — e o que diferencia este episódio

Lula tem um histórico médico público extenso. Em outubro de 2011, foi diagnosticado com câncer de laringe, submeteu-se a três ciclos de quimioterapia e 33 sessões de radioterapia — tratamento que terminou em fevereiro de 2012 com remissão completa confirmada por laringoscopia

Em dezembro de 2022, passou por uma cirurgia no cérebro para drenar um hematoma. Em 2023, foi operado no quadril. Em outubro de 2024, passou por nova cirurgia na cabeça após queda que causou sangramento intracraniano.

O carcinoma basocelular de 2026 é, por comparação, o menos grave desses episódios. É localizado, foi retirado cirurgicamente e agora recebe tratamento complementar de baixa intensidade, sem afastamento das funções presidenciais.
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O que vem a seguir

As 14 sessões de radioterapia superficial se encerram até o início de junho. Após o término, a equipe médica fará acompanhamento periódico para monitorar a resposta do tecido ao tratamento. O presidente mantém agenda normal. Não há qualquer indicação médica de risco de disseminação da doença ou de complicações esperadas no curto prazo.


Fonte: JASB - Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil - www.jasb.com.br. 
Edição Geral: JASB.
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