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Europa registrou aumento de crimes anticristãos: Igrejas invadidas, altares destruídos e missas interrompidas.

           Policiamento reforçado em frente a uma sinagoga em Gênova, na Itália, reflete a escalada da insegurança e dos crimes de ódio religioso na Europa.   —  Foto: JASB.com.br.
 
Europa registrou aumento de crimes anticristãos: Igrejas invadidas, altares destruídos e missas interrompidas.
Publicado no JASB em 13.maio.2026. Atualizado em 14.maio.2026.

WhatsApp: Grupos Estaduais O mês da Páscoa foi também o mês de ataques a igrejas, pichações satânicas e agressões a fiéis em ao menos oito países europeus. Um relatório revela o que os governos ainda relutam em chamar pelo nome certo.
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Enquanto milhões de cristãos celebravam a Páscoa em abril, outra realidade se desdobrava em paralelo em igrejas da França, Alemanha, Itália, Irlanda e Espanha: invasões durante cultos, símbolos religiosos destruídos, altares profanados e pichações com slogans satânicos espalhados pelas paredes de templos históricos.

Em abril, a OIDAC Europa registrou os crimes de ódio anticristãos na Europa, com violência associada às celebrações da Páscoa. França liderou com 10 casos, seguida por Alemanha e Itália, cada uma com sete ocorrências. 

Os números vêm do Observatório sobre Intolerância e Discriminação contra os Cristãos na Europa, com sede em Viena, Áustria — a principal organização de monitoramento do tema no continente. 
O dado mais perturbador não é o número. É o contexto em que ele ocorre.
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Uma onda que não começou em abril — e que cresce há anos

Abril não foi uma exceção. Foi mais um mês em uma sequência que se acumula silenciosamente. Os crimes de ódio anticristão na Europa aumentaram 44%, segundo relatório anual do Observatório sobre a Intolerância e Discriminação contra Cristãos na Europa (OIDAC Europe). 


O relatório documentou 2.211 crimes de ódio anticristãos em toda a Europa no ano passado, com 94 ataques incendiários a igrejas — quase o dobro do número registrado em 2023. Para ter uma noção de escala: em 2024, ocorreram mais de 2.200 crimes de ódio anticristãos na Europa, o que representa uma média mensal superior a 180 casos

Em janeiro de 2026, foram registrados 39 crimes de ódio anticristãos, sendo 18 casos de vandalismo, 10 incêndios criminosos, 5 profanações e 4 roubos de símbolos religiosos, além de 3 episódios de violência contra cristãos, incluindo a agressão a um pregador de rua na Holanda. 
Abril chegou com 38 registros. O padrão não oscila — ele persiste.
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O que aconteceu durante a Páscoa: casos que chocaram

Entre os episódios mais graves em abril, destacam-se ataques a igrejas na Alemanha e na Itália, uma invasão violenta a uma igreja francesa durante a Páscoa, além de agressões contra cristãos na Irlanda e na Espanha.

Também houve vandalismo contra estatuárias, altares e cruzes, com pichações anticristãs e slogans satânicos, sobretudo em França e Itália. Em muitos casos, houve violência física durante missas e celebrações religiosas. 

A escolha da data não parece casual. Atacar uma comunidade religiosa durante sua celebração mais sagrada do ano não é vandalismo ordinário — é uma mensagem.

O problema da subnotificação: o que os números não capturam

Os 38 casos de abril representam o que foi registrado e verificado. Mas a OIDAC Europa é direta sobre o que fica de fora.

Muitos furtos, arrombamentos e atos de vandalismo não chegam a ser classificados como crimes de ódio pela ausência de provas de motivação, mas expõem vulnerabilidades em regiões cristãs e espaços de culto. 
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Especialistas afirmam que o número oficial divulgado pelas estatísticas policiais pode representar apenas uma fração do total de ocorrências. Fatores que contribuem para a subnotificação incluem o medo de retaliações, a desconfiança em relação às autoridades e a percepção de que as denúncias podem não resultar em punições efetivas. 

No Reino Unido, a organização cita quase 4 mil crimes envolvendo espaços religiosos em 2025, com 271 ocorrências apenas no País de Gales. São números que dificilmente chegam aos noticiários. 

Da pichação à condenação de pastores: o espectro da hostilidade

O relatório de abril não trata apenas de vandalismo físico. Ele mapeia também um terreno mais sutil — e igualmente preocupante — onde a liberdade religiosa enfrenta pressões legais e institucionais.

Na Irlanda do Norte, o líder cristão Clive Johnston foi condenado após um culto ao ar livre próximo a uma clínica de aborto. Em Glasgow, Rose Docherty foi absolvida após exibir um cartaz perto de um hospital. Em Colchester, Essex, a Igreja Pentecostal da Vida buscou apoio diante de uma Notificação de Proteção da Cidade que restringiu a pregação de rua, citando trechos de suas mensagens religiosas. 
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São situações que revelam um continuum: de um lado, a agressão direta ao espaço físico da fé; de outro, restrições legais que afetam sua expressão pública. Dois fronts, uma mesma pressão.

O perfil dos agressores: motivação extremista em ascensão

A OIDAC não apenas conta os incidentes — tenta entender quem os comete e por quê. E a tendência detectada nos últimos anos é inequívoca.
           O relatório documentou 2.211 crimes de ódio anticristãos em toda a Europa.   —  Foto: JASB.com.br.

A diretora executiva da OIDAC Europa, Anja Hoffmann, observou que "mais crimes têm uma clara motivação extremista" do que antes. "Enquanto no passado, os motivos por trás do vandalismo ou profanação de igrejas geralmente permaneciam obscuros, agora observamos que cada vez mais os perpetradores deixam mensagens que revelam uma motivação extremista, ou até mesmo reivindicam com orgulho a autoria dos crimes cometidos nas redes sociais." 

Hoffmann afirma que esses são frequentemente membros radicalizados de grupos ideológicos, políticos ou religiosos que seguem uma narrativa anticristã. A exposição nas redes sociais transformou o ato de vandalizar uma igreja em uma performance pública — com plateia e aprovação garantidas em determinados círculos. 
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O que os governos europeus ainda não fizeram

A OIDAC Europa não apenas documenta — cobra respostas. E o diagnóstico institucional é claro: os Estados europeus têm falhado na coleta sistemática de dados sobre crimes de ódio anticristãos, o que dificulta políticas públicas eficazes.

A diretora executiva Anja Tang afirmou que os números representam "atos muito concretos de vandalismo contra igrejas, incêndios criminosos e agressões físicas que afetam profundamente as comunidades locais", dizendo que as estatísticas oficiais ainda subestimam a dimensão do problema. 

O texto final de uma resolução do Conselho da Europa reconheceu a importância da liberdade religiosa, embora não tenha incluído explicitamente os crimes de ódio anticristãos. A omissão é simbólica — e politicamente reveladora. 

O dado que equilibra o quadro: 22 mil batismos na Páscoa

O relatório da OIDAC não é apenas um catálogo de violência. Ele registra também a vitalidade da fé que está sendo atacada.
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A OIDAC Europa destaca batismos recordes na Páscoa em vários países, incluindo mais de 22.000 batismos na França. O mesmo país que liderou o ranking de crimes anticristãos em abril viu, no mesmo período, milhares de pessoas optarem publicamente pelo batismo cristão. 

É uma contradição que o relatório não resolve — e que talvez explique parte da hostilidade que documenta. Onde a fé cresce, a reação também se intensifica. A Europa de abril de 2026 não é apenas um continente com 38 crimes registrados. É um continente em que a questão religiosa voltou ao centro do debate — e ainda não sabe como respondê-la.



Fonte: JASB - Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil - www.jasb.com.br. 
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