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Agente de Saúde é presa acusada de desviar medicamentos do Posto onde trabalha.

           Agentes Comunitários de Saúde encontra-se presa.   —  Foto JASB/Reprodução.
 
Agente de saúde é presa acusada de desviar medicamentos do Posto onde trabalha.
Publicado no JASB em 29.abril.2026. Atualizado em 30.abril.2026.

WhatsApp: Grupos Estaduais | Segundo reportagem do Portal Metrópoles, em São João da Boa Vista, remédios destinados à população de baixa renda foram encontrados em geladeira e móveis da própria servidora — e o caso serve de alerta. 
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É importante que exista consciência sobre o fato concreto: a profissional está sendo acusado, encontra-se presa, contudo, terá direito a se defender em juízo. 

Uma denúncia anônima foi o ponto de partida. Uma geladeira doméstica foi o ponto de chegada. No meio do caminho, uma funcionária pública com acesso privilegiado, documentos médicos fora do lugar e medicamentos que deveriam estar à disposição da população em um Posto de Saúde de São João da Boa Vista, no interior de São Paulo.

A prisão e o que foi encontrado

Michelli Roberta Missassi, 45 anos, Agentes Comunitários de Saúde do município, foi presa em flagrante na manhã do dia 24 de abril, após a Polícia Civil cumprir mandado de busca e apreensão em sua residência, no Jardim do Trevo. 
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A operação foi desencadeada por denúncia anônima detalhada, que descrevia o esquema de desvio. Agente de saúde presa medicamentos São João da Boa Vista, Michelli Ormastroni presa, desvio medicamentos posto saúde SP, medicamentos SUS desviados interior São Paulo, agente comunitária de saúde peculato.
No imóvel da suspeita, os policiais localizaram quatro caixas de antidepressivos — utilizados também para crises de ansiedade e pânico —, 11 aplicadores ginecológicos, seringas, além de prontuários, receituários e documentos médicos que não deveriam estar fora das dependências do posto. 

Parte do material foi encontrada em móveis comuns. Outra parte, em uma geladeira.

O detalhe que agrava tudo

O responsável pelo posto de saúde alvo dos desvios reconheceu o material apreendido como pertencente à unidade. Ele confirmou que os insumos e medicamentos eram distribuídos gratuitamente à população e que a sala onde os produtos ficavam guardados tinha acesso restrito — permitido apenas a médicos.
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Esse ponto muda o enquadramento do caso. Não se trata apenas de desvio de medicamentos: envolve acesso indevido a um espaço de uso restrito dentro de uma unidade pública de saúde, com posse irregular de documentos médicos sigilosos. 

A investigação aponta que os desvios provocaram desabastecimento real de determinados medicamentos no posto — o que, na prática, significa que pacientes foram até a unidade e saíram de mãos vazias.

Quem é a suspeita — o dado que nenhum portal destacou

Os registros do TSE mostram que Michelli Ormastroni concorreu a vereadora em São João da Boa Vista nas eleições de 2024, pelo PRTB, com o número 28288. Sua ocupação declarada ao tribunal eleitoral era servidora pública municipal — a mesma função que exercia no posto de saúde onde os desvios ocorreram.

Candidata ou não, o que importa do ponto de vista jornalístico é o que esse dado revela: a suspeita conhecia profundamente o ambiente público, suas rotinas, seus controles e suas lacunas. Era alguém de dentro.
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O cenário maior: desvios internos e o desabastecimento que ninguém vê

Segundo informações publicadas na imprensa, o caso de São João da Boa Vista acontece em um momento em que o desabastecimento de medicamentos no SUS atingiu níveis alarmantes. Apenas no primeiro trimestre de 2026, o Movimento Medicamento no Tempo Certo registrou mais de 33 mil relatos de irregularidades envolvendo 58 componentes da assistência farmacêutica.
           Prefeitura de São João da Boa Vista.   —  Foto/Reprodução.

Boa parte do debate público sobre o desabastecimento aponta para falhas de distribuição, atrasos de compras governamentais e problemas logísticos. O que raramente entra nessa conta é o desvio interno — praticado por dentro das próprias unidades, por servidores com acesso ao estoque, sem câmeras, sem controle rigoroso, e muitas vezes sem nenhuma denúncia por anos.

Os crimes e o que vem a seguir

Com base nos elementos encontrados, Michelli deve responder por crimes que podem incluir:

🔶 Peculato — subtração de bens públicos por funcionário que os administra ou custodia;
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🔶Violação de sigilo profissional — pela posse irregular de prontuários e documentos médicos de pacientes;

🔶 Comércio ilegal de medicamentos — pela comercialização de remédios fora dos canais autorizados. Desabastecimento medicamentos posto saúde, roubo medicamentos servidora pública, antidepressivos desviados posto saúde, crime posto saúde São Paulo 2026, medicamentos gratuitos desviados SUS.
A investigação segue em andamento. A prisão em flagrante foi o passo inicial, mas a apuração do volume total do desvio, do período em que ocorreu e da eventual existência de outros envolvidos ainda está em curso pela Polícia Civil de São Paulo.
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Fonte: JASB - Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil - www.jasb.com.br. 
Encaminhamento de denúncia ao JASB: Acesse aqui.
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