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Garis ganham abaixo do salário mínimo em várias cidades. Agora conquistarão Piso de R$ 3 mil, 40% de Insalubridade e Aposentadoria Especial.

           Garis ganham abaixo do salário mínimo em várias cidades; Piso de R$ 3 mil aprovado na Câmara pode mudar esse quadro.   —  Foto/Reprodução.
 
Garis ganham abaixo do salário mínimo em várias cidades. Agora conquistarão Piso de R$ 3 mil, 40% de Insalubridade e Aposentadoria Especial. 
Publicado no JASB em 13.março.2026. Atualizado em 14.março.2026.

WhatsApp: Rede do JASB A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4146/2020, que fixa piso salarial nacional de R$ 3 mil para os garis — profissionais que, segundo dados oficiais do CAGED, recebem em média R$ 1.461,94 mensais em nível inicial, valor inferior ao salário mínimo vigente de R$ 1.621,00 em 2026.
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🧹 Uma profissão essencial, mas historicamente desvalorizada

O salário médio de um gari no Brasil gira em torno de R$ 1.614,77 mensais para uma jornada de aproximadamente 43 horas semanais, segundo o Portal Noroeste Paulista, com variações conforme a cidade e o tipo de contratação. 

Em São Paulo, a média salarial para garis é de R$ 1.654,48 mensais, com jornada de 44 horas semanais, e a faixa salarial varia entre R$ 1.609,30 e R$ 2.140,64, segundo o Portal Fonte Viva. 

Municípios menores, sem força sindical consolidada, frequentemente pagam valores ainda mais próximos — ou abaixo — do piso legal.
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💰 O que o projeto garante e como muda a remuneração

O PL 4146/2020 estabelece um conjunto de direitos que vai além do salário-base. O texto prevê benefícios que, somados, podem elevar consideravelmente a remuneração total da categoria. Os principais pontos incluem:

✅ Piso salarial de R$ 3 mil mensais

✅ Adicional de insalubridade em grau máximo de 40%, elevando a remuneração a R$ 4.200

✅ Vale-alimentação e cesta básica mensal

✅ Plano de saúde

✅ Aposentadoria especial para atividades insalubres.

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⚖️ A voz de quem defende a categoria no Congresso

O relator da proposta, deputado André Figueiredo (Ceará), foi direto ao justificar o projeto

"não é preciso muito esforço para constatar as severas condições em que se desenvolve a jornada de trabalho do gari, que labora em céu aberto, sob chuva, sol e vento e exposto à dura realidade das ruas, especialmente das grandes metrópoles", afirmou o parlamentar em pronunciamento registrado pela Agência Câmara

Figueiredo também defendeu que "o piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do trabalho é direito constitucional", reforçando a base legal da proposta.

🏛️ O que ainda falta para virar lei

A proposta será ainda analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados. Após esse percurso, o texto segue para o Senado Federal
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Qualquer alteração nas casas legislativas pode modificar valores, benefícios ou critérios de elegibilidade — tornando o acompanhamento da tramitação essencial para os trabalhadores e sindicatos da categoria.

🌍 Por que esse debate importa para toda a sociedade

A desvalorização dos garis não é apenas uma questão trabalhista — é um problema de saúde pública. Sem esses profissionais, resíduos se acumulam, vetores de doenças proliferam e a qualidade de vida nas cidades despenca
           Mais do que merecido: Piso Nacional, Adicional de Insalubridade e Aposentadoria Especial.   —  Foto/Reprodução.

Caso o piso seja confirmado, muitas cidades terão de reajustar salários, com impacto maior onde hoje se paga próximo ao mínimo da categoria — o que revela a dimensão real da mudança que o projeto pode provocar em todo o país.

🔎 Um projeto que ainda depende de vontade política

O PL 4146/2020 representa a correção de uma distorção histórica: a categoria que mantém as cidades limpas e funcionando recebe, em muitos municípios brasileiros, menos do que o piso nacional garantido a qualquer trabalhador. 
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A aprovação na Câmara é um avanço concreto, mas insuficiente enquanto o Senado não se pronunciar. A pergunta que fica é simples — e incômoda: por quanto tempo mais quem limpa o Brasil continuará sendo tratado como invisível?



Fonte: JASB com informações da Câmara dos Deputados.
Edição Geral: JASB.
Encaminhamento de denúncia ao JASB: Acesse aqui.
Publicação: JASB - Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil - www.jasb.com.br. 
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