Três vírus que podem desencadear novas crises de saúde e preocupam especialistas.
Três vírus que podem desencadear novas crises de saúde e preocupam especialistas.
WhatsApp: Rede do JASB | O planeta ainda sente os impactos da pandemia de covid-19 enquanto novos riscos à saúde pública voltam a preocupar cientistas e autoridades sanitárias.
--
-ad3
Com base em análises científicas e em artigo publicado na The Conversation, destaca três vírus que concentram atenção especial de especialistas em todo o mundo: a gripe aviária H5N1, o mpox e o vírus Oropouche.
Apesar de terem origens e formas de transmissão diferentes, todos apresentam sinais recentes de expansão territorial, o que reforça a necessidade de monitoramento constante.
Vigilância sem pânico
Segundo o infectologista Patrick Jackson, da Universidade da Virgínia, esses vírus não representam motivo para pânico imediato.
--
-ad52
Ainda assim, ele ressalta que os sistemas de saúde precisam manter vigilância contínua e capacidade de resposta rápida diante de um cenário global cada vez mais instável e imprevisível.
Era pandêmica ainda não acabou
O contexto atual mostra que a chamada “era pandêmica” segue em curso. Mudanças climáticas, urbanização acelerada e o aumento do contato humano com ambientes naturais ampliam o risco de transmissão de vírus entre espécies, um processo que historicamente antecede grandes crises sanitárias globais.
Oropouche avança no Brasil
Entre as ameaças monitoradas, o vírus Oropouche tem despertado preocupação crescente, especialmente na América Latina.
--
-ad4
Transmitido por mosquitos de pequeno porte, ele provoca sintomas semelhantes aos da gripe, como febre, dores no corpo e mal-estar intenso, afetando a rotina e a saúde das pessoas infectadas.
Casos, mortes e expansão
Dados da Organização Pan-Americana da Saúde indicam que, até agosto de 2025, o Brasil concentrava cerca de 90% dos casos registrados nas Américas, espalhados por 20 estados.
Pela primeira vez, mortes associadas ao vírus foram confirmadas no país, inclusive no Rio de Janeiro e no Espírito Santo, além do registro de casos importados na Europa.
--
-ad5
Sem vacina e com riscos adicionais
Outro ponto de alerta é a ausência de vacina ou tratamento específico para o Oropouche. Há investigações sobre possível transmissão de mãe para filho e associação com microcefalia e óbitos fetais.
Diante disso, a Organização Mundial da Saúde apresentou, em janeiro de 2026, uma proposta internacional para acelerar pesquisas sobre prevenção e controle da doença.
Gripe aviária e salto entre espécies
A gripe aviária H5N1 continua entre as maiores ameaças potenciais por causa da alta capacidade de mutação dos vírus influenza.
O alerta se intensificou após a identificação do patógeno, em 2024, em vacas leiteiras nos Estados Unidos, um salto entre espécies considerado incomum por especialistas.
--
-ad6
Risco de nova pandemia
Desde 2024, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA registraram 71 infecções humanas e duas mortes relacionadas ao H5N1, sem evidências de transmissão sustentada entre pessoas.
No Brasil, o vírus já foi detectado em granja comercial, e o Instituto Butantan conduz estudos para o desenvolvimento de vacinas.
Mpox segue em circulação
O mpox, antes chamado de varíola dos macacos, deixou de ser raro após o surto global iniciado em 2022. Atualmente, o vírus circula de forma recorrente em vários países, enquanto na África Central cresce a preocupação com o clado I, mais grave.
Mesmo com vacina disponível, especialistas alertam que novas variantes podem exigir ajustes nas estratégias de controle.
--
-ad7
Outras doenças no radar
Além desses vírus, outros patógenos também preocupam. O chikungunya registrou centenas de milhares de casos em 2025, com mortes confirmadas, e no Brasil o Ministério da Saúde acompanha o avanço da doença.
Especialistas reforçam que o maior desafio atual é fortalecer a vigilância epidemiológica e ampliar a vacinação, aprendendo com as lições deixadas pela covid-19 para evitar novas crises sanitárias globais.
Fonte: JASB com informações do G1.
Encaminhamento de denúncia ao JASB: Acesse aqui.
O jornalismo do JASB.com.br precisa de você para continuar marcando ponto na vida das pessoas. Compartilhe as nossas notícias em suas redes sociais!
--
-ad9




Faça o seu comentário aqui!