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Três vírus que podem desencadear novas crises de saúde e preocupam especialistas.

           Vírus Nipah.   —  Foto: Reprodução/Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA.
 
Três vírus que podem desencadear novas crises de saúde e preocupam especialistas.
Publicado no JASB em 19.fevereiro.2026. Atualizado em 20.fevereiro.2026.

WhatsApp: Rede do JASB O planeta ainda sente os impactos da pandemia de covid-19 enquanto novos riscos à saúde pública voltam a preocupar cientistas e autoridades sanitárias. 
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Com base em análises científicas e em artigo publicado na The Conversation, destaca três vírus que concentram atenção especial de especialistas em todo o mundo: a gripe aviária H5N1, o mpox e o vírus Oropouche. 

Apesar de terem origens e formas de transmissão diferentes, todos apresentam sinais recentes de expansão territorial, o que reforça a necessidade de monitoramento constante.

Vigilância sem pânico

Segundo o infectologista Patrick Jackson, da Universidade da Virgínia, esses vírus não representam motivo para pânico imediato. 
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Ainda assim, ele ressalta que os sistemas de saúde precisam manter vigilância contínua e capacidade de resposta rápida diante de um cenário global cada vez mais instável e imprevisível.

Era pandêmica ainda não acabou

O contexto atual mostra que a chamada “era pandêmica” segue em curso. Mudanças climáticas, urbanização acelerada e o aumento do contato humano com ambientes naturais ampliam o risco de transmissão de vírus entre espécies, um processo que historicamente antecede grandes crises sanitárias globais.

Oropouche avança no Brasil

Entre as ameaças monitoradas, o vírus Oropouche tem despertado preocupação crescente, especialmente na América Latina. 
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Transmitido por mosquitos de pequeno porte, ele provoca sintomas semelhantes aos da gripe, como febre, dores no corpo e mal-estar intenso, afetando a rotina e a saúde das pessoas infectadas.

Casos, mortes e expansão

Dados da Organização Pan-Americana da Saúde indicam que, até agosto de 2025, o Brasil concentrava cerca de 90% dos casos registrados nas Américas, espalhados por 20 estados. 

Pela primeira vez, mortes associadas ao vírus foram confirmadas no país, inclusive no Rio de Janeiro e no Espírito Santo, além do registro de casos importados na Europa.
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Sem vacina e com riscos adicionais

Outro ponto de alerta é a ausência de vacina ou tratamento específico para o Oropouche. Há investigações sobre possível transmissão de mãe para filho e associação com microcefalia e óbitos fetais. 

Diante disso, a Organização Mundial da Saúde apresentou, em janeiro de 2026, uma proposta internacional para acelerar pesquisas sobre prevenção e controle da doença.

Gripe aviária e salto entre espécies

A gripe aviária H5N1 continua entre as maiores ameaças potenciais por causa da alta capacidade de mutação dos vírus influenza. 

O alerta se intensificou após a identificação do patógeno, em 2024, em vacas leiteiras nos Estados Unidos, um salto entre espécies considerado incomum por especialistas.
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Risco de nova pandemia

Desde 2024, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA registraram 71 infecções humanas e duas mortes relacionadas ao H5N1, sem evidências de transmissão sustentada entre pessoas. 

No Brasil, o vírus já foi detectado em granja comercial, e o Instituto Butantan conduz estudos para o desenvolvimento de vacinas.

Mpox segue em circulação

O mpox, antes chamado de varíola dos macacos, deixou de ser raro após o surto global iniciado em 2022. Atualmente, o vírus circula de forma recorrente em vários países, enquanto na África Central cresce a preocupação com o clado I, mais grave. 

Mesmo com vacina disponível, especialistas alertam que novas variantes podem exigir ajustes nas estratégias de controle.
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Outras doenças no radar

Além desses vírus, outros patógenos também preocupam. O chikungunya registrou centenas de milhares de casos em 2025, com mortes confirmadas, e no Brasil o Ministério da Saúde acompanha o avanço da doença. 

Especialistas reforçam que o maior desafio atual é fortalecer a vigilância epidemiológica e ampliar a vacinação, aprendendo com as lições deixadas pela covid-19 para evitar novas crises sanitárias globais. 

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Fonte: JASB com informações do G1
Encaminhamento de denúncia ao JASB: Acesse aqui.

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