Conheça a doença milenar que já foi confundida com possessão demoníaca.
Conheça a doença milenar que já foi confundida com possessão demoníaca.
WhatsApp: Rede do JASB | Vacina chegou ao Brasil na década de 1950 e já protegeu e salvou milhares de vidas.
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Durante séculos, pessoas que apresentavam sintomas hoje associados ao tétano eram vistas como vítimas de forças sobrenaturais.
Em uma época sem conhecimento científico, manifestações físicas intensas e repentinas despertavam medo e alimentavam crenças em possessões demoníacas, maldições ou punições divinas.
Sintomas que assustavam comunidades inteiras
Os sinais da doença eram impactantes: espasmos musculares violentos, rigidez extrema no corpo, dificuldade para engolir e a chamada “boca travada”.
Esses quadros surgiam de forma rápida e progressiva, causando sofrimento visível e deixando familiares e comunidades sem explicações racionais.
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A ausência de conhecimento científico
Antes do avanço da medicina, não existiam microscópios nem compreensão sobre bactérias, toxinas ou funcionamento do sistema nervoso.
Diante do desconhecido, a explicação sobrenatural parecia a única possível para sintomas tão intensos e difíceis de controlar.
A verdadeira causa do tétano
Hoje se sabe que o tétano é causado pela bactéria Clostridium tetani, encontrada no solo, na poeira, nas fezes de animais e em objetos contaminados, como metais enferrujados. A infecção ocorre quando a bactéria entra no organismo por ferimentos profundos ou mal higienizados.
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Como a bactéria age no organismo
Dentro do corpo, a bactéria libera uma toxina chamada tetanospasmina, que atinge diretamente o sistema nervoso.
Essa substância interfere na comunicação dos nervos responsáveis pelo relaxamento muscular, provocando contrações contínuas e dolorosas.
Espasmos e rigidez progressiva
Com o avanço da doença, os músculos permanecem rígidos por longos períodos, dificultando movimentos simples, como falar ou engolir. Em casos mais graves, surgem espasmos intensos que podem comprometer a respiração e colocar a vida em risco.
O opistótonos e o impacto visual
Um dos quadros mais impressionantes do tétano é o opistótonos, quando o corpo se arqueia para trás de forma extrema devido às contrações musculares. Essa postura dramática reforçava, no passado, a ideia de interferência espiritual ou demoníaca.
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Relatos históricos e interpretações erradas
Pesquisadores e historiadores da paleopatologia identificaram registros antigos que descrevem sintomas compatíveis com o tétano, mas interpretados como fenômenos espirituais. Esses relatos mostram como a falta de conhecimento científico moldou crenças e explicações ao longo da história.
Da superstição à prevenção
Atualmente, o tétano é uma doença conhecida, grave, mas prevenível. A vacina, introduzida no Brasil na década de 1950, já salvou milhares de vidas e transformou um mal cercado de medo e misticismo em um problema de saúde controlável por meio da ciência e da prevenção.
Sintomas detalhados
• Inicia frequentemente com rigidez na mandíbula (o “lockjaw”), dificuldade de abrir a boca.
• Espasmos nos músculos do rosto, do pescoço, tronco e costas. O corpo pode “curvar-se” para trás, postura de opistótonos.
• Dificuldade de engolir, em casos mais graves: comprometimento da respiração.
• Febre, sudorese, taquicardia, irritabilidade. Se não tratado, pode levar ao óbito.
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Vacinação e cuidados que salvam vidas
Hoje, a ciência mostra que o tétano é uma doença totalmente evitável. A vacinação é a principal forma de proteção, com esquemas aplicados ainda na infância e doses de reforço periódicas para manter a imunidade ativa ao longo da vida.
Esse cuidado simples é responsável por reduzir drasticamente os casos e salvar milhares de pessoas todos os anos.
Um alerta que vale para todos
Além da vacina, ferimentos profundos, sujos ou com possível contato com solo e materiais contaminados exigem atenção imediata.
É fundamental higienizar bem o local e procurar atendimento médico para avaliar a necessidade de reforço vacinal ou uso de imunoglobulina. Manter a vacinação em dia não é apenas um ato de cuidado pessoal, mas uma forma de proteção coletiva.
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Fonte: JASB com informações da Gazeta SP.
Edição Geral: JASB.
Encaminhamento de denúncia ao JASB: Acesse aqui.
Publicação: JASB - Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil - www.jasb.com.br.
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