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Suspeito de dois estupros na zona leste de SP confessa crimes às vítimas e à polícia.

            Preso suspeito de estuprar adolescente e mulher na zona leste de São Paulo.   —  Foto: JASB/Ilustrativa.
 
Suspeito de dois estupros na zona leste de SP confessa crimes às vítimas e à polícia.
Publicado no JASB em 19.junho.2026. Atualizado em 22.julho.2026.

WhatsApp: Grupos Estaduais William Santana, de 32 anos, foi reconhecido por duas vítimas e confessou à Polícia Civil ter cometido dois estupros na zona leste de São Paulo, em abril e maio.
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Câmeras, reconhecimento e confissão: como a polícia chegou ao suspeito do Tatuapé

Ele permanece detido enquanto a Defensoria Pública, que o representou na audiência de custódia, afirma que vai se manifestar apenas nos autos do processo.

Os dois casos investigados

William é suspeito de ter abusado sexualmente de uma adolescente de 17 anos nas imediações da estação Tatuapé do Metrô, em 12 de maio, e de uma mulher de 25 anos na região da Mooca, na noite de 23 de abril. Os dois crimes ocorreram na zona leste da capital paulista.

Segundo a Polícia Civil, ele foi submetido a reconhecimento pessoal e foi identificado pelas duas vítimas. Em depoimento, confessou ter cometido os dois estupros e roubado os celulares das vítimas após os crimes.
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Como o crime contra a adolescente aconteceu

De acordo com o registro policial, o caso de 12 de maio começou por volta das 21h15. Imagens de câmeras de monitoramento mostram William chegando à região da estação minutos antes, observando o movimento de pedestres — comportamento que, segundo a polícia, indicava que ele buscava uma vítima.


As gravações mostram que ele chegou a seguir outra mulher, mas mudou de direção ao notar a adolescente. A vítima, que estava perdida, pediu informações a ele sobre como chegar à estação. Ele se ofereceu para ajudá-la e a convenceu a seguir por uma rua próxima, mas a levou até um beco sem saída de uma obra.
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Ao perceber que o local não dava acesso ao terminal, a adolescente tentou voltar, mas foi impedida pelo agressor, que a ameaçou afirmando estar armado. Após o crime, ele fugiu levando o celular da vítima. A identificação de William partiu da análise das imagens das câmeras de segurança da região.

A prisão e a internação hospitalar

William foi preso em 10 de junho. No momento da prisão, passou mal e teve convulsões, sendo hospitalizado. Recebeu alta na quinta-feira, 18 de junho, e foi levado para a detenção no 26º Distrito Policial (Sacomã). O caso é investigado pelo 30º Distrito Policial (Tatuapé).

Foi no 30º DP que a segunda vítima — a mulher de 25 anos agredida na Mooca em abril — o reconheceu como autor do crime contra ela.

A defesa e a audiência de custódia

William não apresentou advogado particular e foi representado pela Defensoria Pública na audiência de custódia, que avaliou a legalidade da prisão e decidiu pela manutenção da detenção.
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A Defensoria Pública informou que sua participação na audiência teve como objetivo exclusivo a verificação da legalidade da prisão, e que "as manifestações sobre casos criminais são realizadas exclusivamente nos autos do processo" — ou seja, a instituição não comentará o mérito das acusações fora do âmbito judicial.

O que vem a seguir

Com a confissão registrada e o reconhecimento confirmado pelas duas vítimas, o inquérito segue em andamento no 30º Distrito Policial do Tatuapé. William permanece detido no 26º Distrito Policial enquanto a investigação avança para a formalização do indiciamento e o encaminhamento do caso ao Ministério Público.


Autor: Samuel Camêlo.
Fonte: JASB - Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil - www.jasb.com.br. 
Edição Geral: JASB.
Encaminhamento de denúncia ao JASB: Acesse aqui.
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