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Prefeitos unidos em Brasília: o que a Marcha dos Municípios ensina as lideranças dos Agentes de Saúde sobre força coletiva.

           Prefeitos unidos em Brasília: o que a Marcha dos Municípios ensina aos Agentes de Saúde sobre força coletiva.   —  Foto/Reprodução.
 
Prefeitos unidos em Brasília: o que a Marcha dos Municípios ensina as lideranças dos Agentes de Saúde sobre força coletiva.
Publicado no JASB em 19.maio.2026. Atualizado em 20.maio.2026.

WhatsApp: Grupos Estaduais No segundo dia da XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, mais de 15 mil gestores (entre prefeitos, vices, secretários e outros) de partidos e regiões opostas ocupam o mesmo auditório, defendem as mesmas pautas e pressionam os mesmos parlamentares. Focam em derrubar a proposta de Aposentadoria dos Agente de Saúde. 
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Uma aula de estratégia que as lideranças dos Agentes Comunitários de Saúde e os Agentes de Combate às Endemias precisam observar com atenção.

O que aconteceu no segundo dia da Marcha

Os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Paraíba), e do Senado, Davi Alcolumbre (Amapá), confirmaram presença na cerimônia de abertura. A programação da terça-feira (19) incluiu o painel sobre a inversão da municipalização do Sistema Único de Saúde, reforma tributária e a sabatina com pré-candidatos à Presidência. 

Enquanto isso, nos corredores do Centro Internacional de Convenções do Brasil, prefeitos de partidos opostos compartilhavam mesas, estratégias e a mesma lista de demandas — como se a disputa eleitoral de outubro fosse um detalhe menor diante do que estava em jogo. 
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A aposentadoria dos ACS e ACE na mira dos prefeitos

Segundo estudo preparado pela CNM para a Marcha, a proposta de maior impacto financeiro é justamente a que regulamenta a Aposentadoria Especial dos Agentes Comunitários de Saúde e dos Agentes de Combate às Endemias — impacto estimado pela entidade em R$ 103 bilhões ao ano. A CNM enquadrou a Aposentadoria Especial como a principal "pauta-bomba" entre as dezesseis propostas que, segundo a entidade, ameaçam os cofres municipais. As outras pautas na mira dos prefeitos incluem

💠 Fim da escala 6x1 — custo estimado de R$ 46,4 bilhões para os municípios;

💠 Redução da jornada no setor público para 36 horas semanais;

💠 Piso salarial dos professores — impacto estimado em R$ 8,5 bilhões só em 2026;

💠 Déficit de R$ 16,48 bilhões nos repasses federais para a assistência social;

💠 Redistribuição dos royalties do petróleo, suspensa no STF desde 2013.

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Paulo Ziulkoski, presidente da CNM, classificou o cenário como de "devastação nacional". 

O argumento que os prefeitos não citam

A CNM não menciona que o trabalho dos Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias gera uma economia estimada de R$ 240 bilhões por ano para o Sistema Único de Saúde

O senador Irajá Abreu (PSD-TO), relator da PEC 14/2021 na Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal, rebateu o argumento fiscal com clareza

"É da ordem de 30 bilhões nos próximos 10 anos, que é o que os dados oficiais nos apontam. Cabe dentro do orçamento do governo federal. É investimento, não gasto." 

A semana da Marcha é exatamente a mesma em que o senador Irajá se comprometeu a apresentar o relatório da PEC 14/2021 na CCJ do Senado — coincidência que não passou despercebida. 
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Prefeitos unidos, ACS e ACE divididos: o contraste que dói

A XXVII Marcha reúne mais de 15 mil prefeitos, secretários e gestores de cidades de todo o Brasil, de partidos e regiões distintas, em torno de pautas comuns. O contraste com o que ocorreu no campo dos Agentes de Saúde nos últimos anos é difícil de ignorar

Enquanto prefeitos de PT, PL, PSD e Republicanos ocupam o mesmo auditório pressionando o Congresso, entidades que deveriam representar os ACS e ACE gastaram meses em embates internos sobre a PEC 14/2021 — dividindo energia, tempo e recursos dos próprios profissionais que representavam

A lição que a Marcha dos Prefeitos entrega de forma silenciosa é sobre prioridade: quando o resultado importa, diferenças internas ficam em segundo plano. 

O que os ACS e ACE têm a aprender com este modelo

A força dos prefeitos em Brasília não nasce da simpatia entre eles. Nasce de um cálculo simples: unidos, chegam mais longe. A Marcha existe há 27 edições, já acumulou mais de R$ 1,3 trilhão em conquistas para os municípios e segue crescendo porque a metodologia funciona — agenda clara, presença física em Brasília, pressão simultânea sobre Executivo, Legislativo e pré-candidatos
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Para os Agentes Comunitários de Saúde e os Agentes de Combate às Endemias, que aguardam a votação da PEC 14/2021 no Senado com o relator já declaradamente favorável, a pergunta que fica é direta: quando a categoria vai parar de desperdiçar energia em disputas internas e ocupar Brasília com a mesma coesão que os prefeitos demonstram toda vez que a conta ameaça chegar?
           Prefeitos concentrados em Brasília: a Marcha dos Municípios busca mostrar força na união.   —  Foto: JASB.

O Brasil que dá certo nasce nos municípios — e nos profissionais que os sustentam

O lema da XXVII Marcha é "O Brasil que dá certo nasce nos Municípios". A frase é verdadeira — e incompleta. O Brasil que dá certo nasce também nos profissionais que percorrem as ruas dessas cidades de porta em porta, identificando doenças, prevenindo surtos e conectando famílias ao Sistema Único de Saúde

Os prefeitos sabem disso, usam esse trabalho para justificar o repasse federal — e, ao mesmo tempo, vão a Brasília para barrar a aposentadoria de quem o executa. Entender esse paradoxo não é suficiente. É preciso respondê-lo com organização, presença e a mesma determinação que os gestores municipais demonstram toda vez que seus interesses estão em risco. 
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Fonte: JASB - Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil - www.jasb.com.br. 
Edição Geral: JASB
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