Estudo oficial dos Estados Unidos mostra efeitos do divórcio na vida dos filhos.
Estudo oficial dos Estados Unidos mostra efeitos do divórcio na vida dos filhos.
WhatsApp: Rede do JASB | Uma pesquisa abrangente encomendado pelo Departamento do Censo dos Estados Unidos encontrou evidências de que o divórcio dos pais está associado a impactos negativos significativos na vida dos filhos ao longo de anos e até décadas.
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O estudo acompanhou mais de 5 milhões de pessoas desde a infância até a idade adulta, destacando consequências que vão além do término do relacionamento parental.
📊 Efeitos econômicos e sociais na vida adulta
Os dados indicam que indivíduos cujos pais se divorciaram na primeira infância tendem a ter renda média até 13% menor na faixa dos 25 aos 30 anos, comparados com pessoas de famílias intactas.
O estudo também mostra aumento de 63% nas taxas de gravidez na adolescência e um risco de mortalidade até 55% maior antes dos 25 anos nos casos de divórcio, além de taxas de encarceramento até três vezes maiores.
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👶 Impactos amplificados na primeira infância
Segundo os pesquisadores, as crianças expostas ao divórcio em idades mais precoces (0 a 5 anos) apresentam os efeitos mais evidentes ao longo da vida, incluindo menores oportunidades educacionais e maior probabilidade de resultados adversos de saúde e sociais.
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A ruptura familiar nessa fase tende a interromper padrões estáveis de vida e recursos, o que pode afetar o desenvolvimento ao longo de muitos anos.
💼 Mudanças no contexto familiar pós-separação
O estudo associou o divórcio a mudanças significativas na dinâmica econômica familiar. Após a separação, as famílias tendem a mudar de residência para áreas com menor nível socioeconômico e enfrentam perdas de renda que, em média, são recuperadas parcialmente apenas com o passar de quase uma década.
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Pais e mães acabam trabalhando mais horas, reduzindo o tempo de atenção direta aos filhos — um fator que pode refletir no desenvolvimento socioemocional.
📍 Distância geográfica entre filhos e progenitores
Outra descoberta relevante é que a distância entre os filhos e o pai ou a mãe que não reside com eles costuma aumentar com o tempo após o divórcio, chegando a médias superiores a 200 quilômetros após dez anos.
Essa mudança dificulta a convivência e pode agravar a sensação de perda de apoio parental direto, impactando redes de suporte social e familiar.
🧠 Contexto histórico da estrutura familiar
O relatório afirma que a proporção de crianças vivendo com ambos os pais intactos diminuiu drasticamente nas últimas décadas — de quase totalidade em 1950 para cerca de 25% em 2000, refletindo mudanças sociais profundas nas relações familiares e nas formas de estruturação dos lares.
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📚 Evidências complementares e variações nos efeitos
Pesquisas acadêmicas adicionais apontam que os efeitos do divórcio podem variar conforme recursos familiares e condições socioeconômicas. Por exemplo, estudos sobre educação sugerem que o impacto negativo sobre o rendimento escolar pode depender das circunstâncias da família e não se manifesta igualmente em todas as situações.
🌎 Reflexos para políticas públicas
Esses achados têm implicações para políticas de apoio às famílias em processo de separação, destacando a importância de redes de proteção social e de programas de suporte psicológico e econômico para minimizar as consequências adversas na infância e ao longo da vida adulta.
Fonte: JASB com informações do NBER, The Daily Economy; PubMed e Gazeta do Povo.
Edição Geral: JASB.
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