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Destaque Nacional: o papel do Agente segundo Rodrigo Vieira, ACS de 31 anos em Brasília (DF).

           O que faz um Agente Comunitário de Saúde? Rodrigo Vieira, de Brasília (DF), explica sua rotina e missão.   —  Foto: JASB/Reprodução/.
 
Destaque Nacional: o papel do Agente segundo Rodrigo Vieira, ACS de 31 anos em Brasília (DF).
Publicado no JASB em 24.setembro.2026. Atualizado em 25.setembro.2026.

WhatsApp: Grupos Estaduais | Agentes Comunitários de Saúde de Brasília se vê como instrutor da comunidade em equipe que cobre 4 mil residências.
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"Instrutor de saúde": o papel do agente segundo Rodrigo Vieira

Formado em saúde coletiva pela Universidade de Brasília (UnB), Rodrigo Vieira Figueiredo, de 31 anos, atua como Agente Comunitário de Saúde (ACS) no Distrito Federal e se define como um instrutor de saúde para a comunidade. 

Rodrigo entrou na Secretaria de Saúde do Distrito Federal em 2022, foi efetivado dois anos depois e é um dos entrevistados do documentário "Drauzio e os Agentes".
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Equipe de quatro pessoas e território de cerca de 4 mil residências

O trabalho de Rodrigo é dividido com poucos colegas, e o território é grande. Para dar conta da demanda, as famílias da área foram classificadas por poder aquisitivo, o que permite direcionar a atenção a quem tem mais necessidade. A rotina do agente reúne as seguintes frentes:

💠 Equipe formada por Rodrigo, outro agente, um técnico de enfermagem e um médico;

💠 Área de cobertura de aproximadamente 4 mil residências;

💠 Divisão do território por poder aquisitivo, para priorizar as famílias que mais precisam;

💠 Atendimentos no posto de saúde e visitas domiciliares;

💠 Cadastro detalhado de todas as famílias do território.

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Um agente que descobriu a profissão na universidade

Rodrigo só soube da existência dos Agentes de Saúde na graduação em Saúde Coletiva pela UnB. Sem saber ao certo que caminho seguir, disputou vários estágios e foi se encontrando na Saúde Pública, sobretudo no acompanhamento de gestantes. 

Depois de anos de estudo para o concurso, afirma compreender hoje tanto o raciocínio de quem planeja as ações quanto o de quem as executa. Na prática, porém, boa parte do aprendizado vem dos colegas mais antigos.

Do ingresso em 2022 ao colete azul no fim de 2024

A entrada de Rodrigo na rede pública do Distrito Federal foi gradual. Aos 31 anos, ele é o mais jovem entre os agentes ouvidos no documentário e convive, na equipe, com profissionais que somam mais de duas décadas de experiência. Veja os marcos da carreira até aqui:

💠 2022: ingresso na Secretaria de Saúde do Distrito Federal;

💠 Dois anos depois: efetivação no cargo de agente;

💠 Final de 2024: primeira vez com o colete azul da categoria;

💠 Rotina atual: troca de experiências com colegas veteranos, que trazem outra bagagem, e uma nova geração, que traz outra perspectiva.
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Acompanhar gestantes e acolher: o que Rodrigo entende como papel do agente

O cuidado com gestantes é a área de maior afinidade de Rodrigo desde a faculdade. Com visitas semanais ou quinzenais, ele diz conseguir prevenir doenças e problemas futuros. 

Na visão do agente, o médico trata a doença que já existe, enquanto o agente procura a origem do problema para evitar novos casos. Ele também considera o acolhimento decisivo, porque é o primeiro contato do usuário com o serviço e influencia o retorno às consultas.
           A história do ACS Rodrigo também é contada no documentário do Dr. Drauzio Varella.   —  Foto: Reprodução/Drauzio Varella.

Agradecimentos de usuários compensam as dificuldades da rotina

Rodrigo afirma sentir satisfação quando um usuário agradece por uma consulta ou um exame que não conseguia havia tempo, e reconhece que a profissão convive com problemas. 

"A gente pode ajudar a mudar a vida de alguém", diz o agente ao resumir o peso da função. A fala ajuda a entender por que ele vê o agente como um educador em saúde. 

A história de Rodrigo integra o documentário "Drauzio e os Agentes", disponível no YouTube, produzido pela equipe do médico Drauzio Varella com apoio da produtora Jupiter Conteúdo.
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O Ministério da Saúde definiu a meta de alcançar 80% de cobertura da Saúde da Família até 2026, conforme declarou o secretário de Atenção Primária à Saúde, Felipe Proenço, em nota publicada pela pasta.

Documentário é exibido em eventos oficiais com agentes de saúde

Em julho de 2026, Drauzio Varella participou de um encontro com Agentes Comunitários de Saúde no auditório Cícero Diniz, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, durante uma visita técnica à gestão municipal de saúde. Na ocasião, os profissionais assistiram à exibição do documentário, que teve a presença do próprio médico. 

O encontro reforçou a valorização da categoria, que atua na linha de frente do SUS em bairros e comunidades da cidade.

Cobertura da Atenção Primária ainda enfrenta desafios

Apesar da expansão de equipes nos últimos anos, um levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) em parceria com a organização Umane apontou que 33,9% dos médicos deixaram postos na Atenção Primária à Saúde entre 2022 e 2024, com rotatividade maior em estados de menor PIB per capita. 
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Autor: Samuel Camêlo - Bacharel em direito, Graduado e pós em História, editor, coordenador da MNAS e eterno Agente de Saúde.
Fonte: JASB - Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil - www.jasb.com.br. 
Edição Geral: JASB.
Encaminhamento de denúncia ao JASB: Acesse aqui.
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