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Equipes no "vermelho" podem perder R$ 4 mil por mês em financiamento, alerta Consultor de Saúde.

           Jamesson Ferreira, consultor em saúde pública fez o alerta.   —  Foto: JASB.
 
Equipes no "vermelho" podem perder R$ 4 mil por mês em financiamento, alerta Consultor de Saúde.  
Publicado no JASB em 24.setembro.2026. Atualizado em 25.setembro.2026.

WhatsApp: Grupos Estaduais |  Consultor alerta que resultados do 3º quadrimestre de 2026 vão definir financiamento da atenção primária em 2027. Equipes das ESF e Agentes Comunitários de Saúde vão perder dinheiro. 
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Como os resultados de setembro a dezembro podem reduzir o repasse às equipes de saúde em 2027

O consultor em saúde pública Jamesson Ferreira, que apresenta bom domínio sobre Atenção Primária à Saúde e gestão do SUS, alertou gestores municipais para os impactos financeiros que os resultados do terceiro quadrimestre de 2026 — setembro a dezembro — terão sobre o financiamento da atenção primária em 2027. 

Segundo ele, o desempenho das equipes de saúde da família nesse período vai definir os recursos recebidos pelos municípios entre janeiro e abril do próximo ano.
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Como funciona, segundo o consultor, a relação entre desempenho e repasse

De acordo com Ferreira, o mecanismo de financiamento federal funciona em cadeia entre os quadrimestres do ano. Ele descreveu a lógica da seguinte forma:

🔶Os resultados de setembro, outubro, novembro e dezembro de 2026 (terceiro quadrimestre) determinam o financiamento de janeiro a abril de 2027;

🔶A redução de recursos, segundo o consultor, deve atingir tanto o componente 2 (pagamento por desempenho) quanto o componente 3 (incentivo a ações estratégicas) do financiamento federal da atenção primária;

🔶Equipes classificadas nas faixas mais baixas de desempenho geram perda tanto no repasse mensal quanto no resultado acumulado do quadrimestre.

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Valores citados por Ferreira chegam a R$ 4 mil por mês

Segundo o consultor, Equipes de Saúde da Família classificadas na faixa que ele chama de "amarela" perdem R$ 2.000 por mês, enquanto as classificadas na faixa "vermelha" perdem R$ 4.000 mensais — valores que, segundo ele, incidem tanto no componente 2 quanto no componente 3 do financiamento. 

Ferreira afirmou ainda que muitos municípios ainda não dimensionaram corretamente o tamanho dessa perda, especialmente em cidades com dezenas ou centenas de equipes de saúde da família.
           ESF Nova Esperança.   —  Foto: Reprodução/Prefeitura de Macaé, RJ.

Consultor aponta dificuldades que municípios enfrentam para reverter o cenário

Ferreira listou obstáculos estruturais que, segundo ele, limitam a capacidade de algumas equipes de melhorar seus indicadores até o fim do ano:

🔶 Equipes com apenas um agente comunitário de saúde (ACS) dificilmente atingem a meta de cadastro territorial;

🔶 Equipes rurais com população pequena, cujos limites de área são definidos pela própria secretaria municipal, e não pelo Ministério da Saúde;

🔶 Déficit de agentes comunitários de saúde sem processo de seleção e recrutamento em andamento, o que compromete a recuperação dos indicadores ainda em 2026.
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Consultor recomenda foco no componente 3 até dezembro

Para Ferreira, ainda há tempo de reverter parte da situação no componente 3, mesmo com o componente 2 mais difícil de recuperar neste momento. 

Segundo o consultor, equipes hoje classificadas na faixa "boa" podem buscar chegar à faixa "ótima" até o fim do quadrimestre, reduzindo perdas financeiras, enquanto equipes nas faixas "vermelha" e "amarela" devem priorizar sair dessas classificações antes do fechamento do período, em dezembro.

Alerta também aponta problemas em sistemas de monitoramento

Ferreira relatou ainda dificuldades relacionadas a sistemas usados para consultar informações sobre profissionais da atenção primária, que segundo ele estariam indisponíveis, dificultando o monitoramento por parte de gestores de cidades grandes, acima de 100 mil habitantes. 

O consultor também associou o momento ao calendário eleitoral, com o primeiro turno das eleições gerais previsto para 4 de outubro de 2026, ao defender que o acompanhamento dos indicadores da atenção primária não pode ser interrompido durante o período eleitoral.


Autor: Samuel Camêlo - Bacharel em direito, Graduado e pós em História, editor, coordenador da MNAS e um eterno Agente de Saúde.

Fonte: JASB - Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil - www.jasb.com.br. 
Edição Geral: JASB.
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