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Teresa Leitão avalia primeira semana como líder do governo e cita PEC 14 — mas categoria sabe o que aconteceu.

           Teresa Leitão busca evitar desgastes com Agentes de Saúde.   —  Foto: JASB/Reprodução.
 
Teresa Leitão avalia primeira semana como líder do governo e cita PEC 14 — mas categoria sabe o que aconteceu.
Publicado no JASB em 04.julho.2026. Atualizado em 05.julho.2026.

WhatsApp: Grupos Estaduais  A líder do Governo, chegou no dia em que a PEC 14 dos Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias, foi travada. Veja o que ela diz no vídeo, acesso no final desta reportagem. 
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A senadora Teresa Leitão (PT-PE) foi nomeada pelo presidente Lula em 25 de junho de 2026 para substituir o senador Jaques Wagner (PT-BA) na liderança do Governo no Senado Federal. A equipe do FNARAS, que lidera a luta pela aprovação da PEC 14, entendeu que Teresa Leitão buscou travar a votação da Proposta. Isto foi dito numa live, hoje (04/07/2026).

Wagner havia se tornado alvo da operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga o Banco Master. Teresa Leitão é pedagoga, sindicalista, está em seu primeiro mandato como senadora — de 2023 a 2031 — e é a primeira mulher a ocupar a função de líder do Governo no Senado.

A primeira semana — com as palavras da própria senadora

Ao avaliar publicamente os primeiros dias no cargo, Teresa Leitão declarou: 
"A primeira semana como líder do Governo do presidente Lula no Senado foi marcada por muito trabalho, diálogo e pelo orgulho de assumir esta nova missão. Seguimos com disposição para construir caminhos e avançar nas entregas que melhoram a vida das famílias brasileiras. Simbora, com muito sebo nas canelas!" 
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A frase tem o tom que uma estreia exige. O conteúdo da semana, porém, conta uma história mais complexa.


O que a primeira missão formal de Teresa Leitão foi — e o que ela decidiu

Na terça-feira (30 de junho de 2026), a PEC 14/2021 estava pautada para votação no Plenário do Senado. Tinha calendário especial aprovado. Tinha 68 senadores com assinaturas favoráveis. Tinha relatório unânime da CCJ. Mais de 385 mil ACS e ACE acompanhavam ao vivo de todo o Brasil. 

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, reuniu-se naquele dia com a nova líder do governo, Teresa Leitão, na Residência Oficial do Senado. A pauta era clara: convencer Alcolumbre a não votar a PEC 14 naquele dia. 

Segundo fontes parlamentares, a reunião foi longa e envolveu também os temas da escala 6x1 e da PEC da Segurança Pública — ambas prioritárias para o Planalto. A PEC 14 não foi ao plenário.
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Por que o governo classificou a PEC 14 como pauta-bomba

O Governo Federal classifica a PEC 14 como pauta-bomba por seu impacto estimado nas contas previdenciárias. 

Os Ministérios da Fazenda e do Planejamento afirmaram que a proposta amplia a insuficiência financeira dos regimes de previdência em R$ 3 bilhões por ano, ressaltando que o impacto efetivo em cada exercício pode ser superior. 

A CNM aponta impacto de R$ 69 bilhões. O Ministério da Previdência estima R$ 28 bilhões. O senador Irajá, relator da proposta, responde: R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões ao ano — cerca de 2% do impacto atribuído ao conjunto das pautas-bomba. Os números divergem. O adiamento foi real.

Entre os elementos que tornaram a sessão de 30 de junho histórica — mesmo sem votação — estão:

💠 PEC pautada com calendário especial aprovado — mecanismo que reduz o intervalo entre os dois turnos;

💠 68 senadores signatários — número incomum de apoio para uma proposta ser segurada indefinidamente;
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💠 Aprovação unânime na CCJ — sem qualquer voto contrário no colegiado que analisa a constitucionalidade;

💠 385 mil ACS e ACE acompanhando ao vivo — a maior mobilização da categoria em anos;

💠 Reunião do governo com Alcolumbre no mesmo dia — pressão coordenada para impedir a votação.

A estratégia de Alcolumbre — e o cálculo político por trás do adiamento

O movimento de Alcolumbre foi lido nos bastidores como pressão calculada. A PEC 221/2019, que propõe o fim da escala 6x1 — vitrine eleitoral de Lula — seguiu parada na mesa do presidente do Senado. E a PEC 12/2026, do senador Rogério Marinho, que flexibiliza a jornada de trabalho, foi despachada para a CCJ no mesmo dia em que chegou ao Senado. 

Nesse cálculo, a PEC 14 e os 385 mil ACS e ACE deixaram de ser protagonistas da pauta e passaram a ser instrumentos de negociação entre o Senado e o Planalto. É o preço que categorias sem lobistas pagam quando suas pautas entram no jogo grande da política.
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O que ainda está aberto — e por que a categoria não pode perder o fio

A PEC 14 não foi retirada da pauta — apenas adiada. Os 68 senadores signatários do calendário especial não recolheram seus apoios. O relator Irajá mantém o voto favorável. O recesso parlamentar começa em 17 de julho. 

A janela para votação ainda em 2026 permanece estreita — mas está aberta. Teresa Leitão chegou ao cargo com o discurso de construir caminhos. A categoria que financiou anos de mobilização em Brasília vai cobrar que esse discurso se converta em voto. "Com muito sebo nas canelas" — mas na direção certa.

Assista ao vídeo (direto no Youtube):



Autor: Samuel Camêlo.
Fonte: JASB - Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil - www.jasb.com.br. 
Edição Geral: JASB.
Encaminhamento de denúncia ao JASB: Acesse aqui.
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