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Ministro da Fazenda propõe conter gastos obrigatórios e rever pisos constitucionais.

           Durigan defende rever pisos de saúde e educação em novo ajuste fiscal, após as eleições.   —  Foto/Reprodução/Veja.
 
Ministro da Fazenda propõe conter gastos obrigatórios e rever pisos constitucionais.
Publicado no JASB em 27.julho.2026. Atualizado em 28.julho.2026.

WhatsApp: Grupos Estaduais O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira (27) que o governo apresente ainda neste ano, após as eleições, os detalhes de novas medidas para ajustar as contas públicas, conforme reportagem de VEJA. 
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Ajuste fiscal pode atingir pisos da saúde e educação, diz Durigan

As propostas devem limitar o crescimento das despesas obrigatórias e ampliar o espaço do Orçamento destinado a investimentos. Em entrevista à Rádio Jornal, de Pernambuco, Durigan afirmou que uma das possibilidades seria restringir o aumento real das despesas permitido pelo arcabouço fiscal, reduzindo o ritmo de expansão do Orçamento de um ano para o outro .

Medidas podem impactar diretamente pisos da saúde e educação

O ministro defendeu o aperfeiçoamento dos pisos constitucionais da saúde e da educação, atualmente vinculados ao comportamento da receita pública, o que pode fazer com que essas despesas avancem em ritmo diferente dos limites gerais do arcabouço fiscal. 
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Durigan não detalhou quais mudanças pretende propor nem se uma eventual revisão reduziria os recursos destinados às duas áreas, mas a alteração dos pisos constitucionais exigiria apoio do Congresso e poderia enfrentar resistência de parlamentares e entidades ligadas à saúde e à educação.

Entre os impactos potenciais para os trabalhadores e a população estão:

💠A possibilidade de redução do ritmo de crescimento dos investimentos em saúde e educação, áreas que já enfrentam desafios estruturais;

💠O risco de precarização das condições de trabalho dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE), que atuam na linha de frente do SUS;
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💠A ameaça à continuidade de programas sociais considerados prioritários, embora o ministro tenha afirmado que a proposta de Orçamento de 2027 manterá os programas existentes;

💠 A necessidade de ampliação do esforço fiscal, que pode impactar a reposição salarial e os investimentos em infraestrutura nas áreas sociais.

Durigan reconhece problema fiscal, mas afasta crise iminente

Durigan reconheceu que o Brasil enfrenta um problema na trajetória das contas públicas, mas afastou a possibilidade de uma crise fiscal iminente. 
           Dario Durigan participa do programa Bom Dia, Ministro, em Brasília (DF).   —  Foto/Reprodução/Agência Brasil.

Segundo ele, a urgência está na apresentação de medidas que garantam a sustentabilidade das despesas nos próximos anos. 

O ministro afirmou que o esforço fiscal realizado pelo atual governo precisará ser repetido na próxima gestão. "O esforço de dois pontos percentuais do que foi feito agora precisa ser replicado na próxima gestão e, se isso for feito, nós teremos taxas de juros muito menores no país", declarou .
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O arcabouço fiscal permite que as despesas cresçam acima da inflação dentro de determinados limites e condiciona parte desse avanço ao comportamento das receitas. 

O aumento contínuo dos gastos obrigatórios, porém, reduz os recursos disponíveis para investimentos e despesas discricionárias, aquelas sobre as quais o governo possui maior controle. A equipe econômica busca alternativas para conter o aumento das despesas obrigatórias sem eliminar os programas sociais.

Revisão dos pisos pode enfrentar resistência no Congresso

A proposta de revisão dos pisos constitucionais da saúde e da educação, se formalizada, precisará passar pelo crivo do Congresso Nacional. Parlamentares e entidades ligadas às duas áreas já sinalizam resistência à medida, que pode ser interpretada como um retrocesso nos investimentos sociais

Durigan, que tem amplo respaldo no Congresso e é considerado um dos principais articuladores políticos do governo Lula, precisará negociar com diferentes forças políticas para viabilizar as mudanças .
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Entre os pontos que podem ser afetados pela revisão estão:

💠 O piso da saúde, que vincula recursos mínimos da União a ações e serviços públicos de saúde;

💠O piso da educação, que garante investimento mínimo em manutenção e desenvolvimento do ensino;

💠A ampliação da margem para investimentos em outras áreas, como infraestrutura e tecnologia;

💠A necessidade de equilíbrio entre o ajuste fiscal e a manutenção dos direitos sociais assegurados pela Constituição.

Profissionais da educação e da saúde podem ser os mais afetados

Para os profissionais da educação, a revisão do piso constitucional pode significar a redução do ritmo de crescimento dos investimentos em escolas, salários e infraestrutura
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Para os Agentes Comunitários de Saúde e de Combate às Endemias, que já atuam em condições de trabalho desafiadoras, a medida pode representar a interrupção do movimento de valorização das categorias fortalecido com a Proposta de Emenda à Constitucional nº 14/2021, que reconheceu esses profissionais como carreiras estratégicas de Estado para o SUS. 

A incerteza sobre a continuidade dos investimentos na Atenção Primária em Saúde e na Vigilância em Saúde preocupa os trabalhadores, que dependem de políticas públicas estáveis para desempenhar seu papel essencial.

A proposta de Durigan, embora ainda em fase de discussão, sinaliza uma tendência de contenção de gastos que pode impactar diretamente as áreas sociais. Segundo a reportagem de VEJA, a equipe econômica busca alternativas para equilibrar as contas públicas sem comprometer os avanços conquistados na saúde e na educação, mas o caminho é estreito e exige negociações delicadas com o Congresso e a sociedade. 

A decisão sobre a revisão dos pisos, se confirmada, será um dos principais desafios do governo após as eleições, com reflexos diretos na vida de milhões de brasileiros que dependem do SUS e da educação pública.
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Fonte: JASB - Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil - www.jasb.com.br. 
Edição Geral: JASB.
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