Sete em cada dez profissionais de enfermagem de SP sofreram violência no trabalho em 12 meses, diz Coren-SP.
A pesquisa do Coren-SP ouviu 4.402 profissionais em todo o estado de São Paulo. — Foto: JASB/Samuel Camêlo.Sete em cada dez profissionais de enfermagem de SP sofreram violência no trabalho em 12 meses, diz Coren-SP.
Canal da Enfermagem | Demora no atendimento é principal motivo de agressões a enfermeiros e técnicos em SP, aponta pesquisa.
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Sorocaba, no interior de São Paulo, registrou 34 casos de violência verbal, 33 de violência psicológica e seis de violência física contra profissionais de enfermagem em 12 meses, segundo levantamento do Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP).
A pesquisa ouviu 4.402 enfermeiros, técnicos e auxiliares do estado entre 20 e 24 de julho de 2026. O Coren-SP não soma os números, porque uma mesma ocorrência pode envolver mais de um tipo de violência.
Os números de Sorocaba por tipo de violência
Sorocaba tem 11.959 profissionais de enfermagem, entre enfermeiros, técnicos e auxiliares, segundo o Coren-SP. Os registros da cidade no levantamento não formam um total único, porque uma ocorrência pode ter mais de um tipo de agressão. As quantidades por categoria foram:
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💠 Violência verbal: 34 casos;
💠 Violência psicológica: 33 casos;
💠 Violência física: seis casos;
💠 Violência de gênero: três casos;
💠 Violência sexual e violência moral: dois casos cada.
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Relato de enfermeira de pronto-atendimento aponta demora e superlotação
Uma enfermeira de Sorocaba, que pediu para não ser identificada, relatou ao Cruzeiro do Sul que as agressões são frequentes em unidades de pronto-atendimento, geralmente por parte de acompanhantes.
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Ela citou a demora no atendimento médico e a alta demanda para pouca estrutura.
“Como somos a linha de frente, eles acabam descontando na enfermagem”, disse. Ela já recebeu ameaças de agressão e de morte.
O que mostra a pesquisa em todo o estado de São Paulo
A pesquisa do Coren-SP ouviu 4.402 profissionais em todo o estado. Segundo a Folhapress, o índice é menor que o de uma pesquisa de maio de 2025, quando 80,3% relataram agressões, mas segue alto. Os principais dados são:
💠 72,6% dos profissionais relataram algum tipo de violência nos 12 meses anteriores, o equivalente a 3.195 pessoas;
💠 41,3% sofreram episódios mais de uma vez, e 15,5% disseram que os casos são frequentes;
💠 Violência verbal (89,2%), psicológica (73,8%) e física (19,2%) foram os tipos mais citados;
💠 A demora no atendimento foi o principal motivo apontado, por 63,9%, seguida de estrutura precária, por 55,1%;
💠 Pacientes foram citados como principais agressores por 68,1% dos entrevistados.
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Coren-SP diz que violência afeta também o atendimento à população
O presidente do Coren-SP, o enfermeiro Sérgio Cleto, afirmou que a violência “tem impacto direto também na população”, já que, segundo ele, muitas vezes ela deixa de ser assistida quando o profissional precisa se afastar para se recuperar.
Em caso de agressão física ou sexual, o profissional deve registrar boletim de ocorrência. — Foto: JASB/Samuel Camêlo.O conselho promove audiências públicas em câmaras municipais para debater prevenção e proteção, como as de São Caetano e de Jaú.
O que fazer em caso de agressão, segundo orientação publicada
Em caso de agressão física ou sexual, o profissional deve registrar boletim de ocorrência com o máximo de dados do agressor e de testemunhas, fazer exame de corpo de delito e comunicar a chefia imediata e a direção da instituição.
Em ameaça, agressão verbal ou psicológica, também é indicado registrar boletim de ocorrência e notificar a direção, a chefia e a instituição de saúde.
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Autor: Samuel Camêlo - Consultor em Saúde com relevante domínio nos temas relacionados a Atenção Primária à Saúde, Saúde coletiva, Processos de Trabalho, Gestão e Legislação. Bacharel em direito, Graduado e pós em História, editor, coordenador da MNAS e um eterno Agente de Saúde.
Fonte: JASB - Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil - www.jasb.com.br.
Edição Geral: JASB.
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