Header Ads


Ministério da Saúde: Nota Técnica nº 41/26, controle do Aedes aegypti e Aedes albopictus.

           O Agente de Combate às Endemias é o profissional essencial para transformar as estratégias de controle vetorial em ações concretas no território.   —  Foto: Reprodução/MS.
 
Ministério da Saúde: Nota Técnica nº 41/2026, controle do Aedes aegypti e Aedes albopictus. 
Publicado no JASB em 05.outubro.2026. Atualizado em 06.outubro.2026.

WhatsApp: Grupos Estaduais | Nota Técnica apresenta estratégias para controle do Aedes aegypti e Aedes albopictus e reforça a importância do trabalho dos Agentes de Combate às Endemias.
--
-ad4
O Ministério da Saúde publicou a Nota Técnica nº 41/2026-CGARB/DEDT/SVSA/MS, com orientações para a implementação integrada das tecnologias de controle do Aedes aegypti e Aedes albopictus, conforme as Diretrizes Nacionais para Prevenção e Controle das Arboviroses Urbanas.Consultar Médico.

O documento propõe um modelo de controle vetorial baseado nas características de cada território, combinando vigilância entomológica, manejo ambiental, educação em saúde, ações fundamentais e tecnologias inovadoras. A Nota Técnica foi publicada pelo Ministério da Saúde em 29 de setembro de 2026.

A orientação parte de um princípio importante: nenhuma intervenção isolada é suficiente para controlar o mosquito. Por isso, diferentes estratégias podem ser combinadas de acordo com o risco epidemiológico e as características de cada localidade.
--
-ad3
Controle do Aedes deve combinar diferentes estratégias

Segundo a Nota Técnica, as novas Diretrizes Nacionais reconhecem que os territórios são diferentes e, por isso, as ações precisam ser planejadas de acordo com a realidade de cada município e de cada área.


A estratificação de risco, associada ao monitoramento realizado por meio de ovitrampas, pode ajudar a identificar áreas prioritárias dentro dos municípios e direcionar as ações de vigilância e controle.

A proposta é utilizar informações sobre o território para definir onde determinadas intervenções devem ser implementadas ou intensificadas.

O documento destaca ainda que a introdução de novas tecnologias deve considerar a sinergia e a compatibilidade entre as ferramentas, evitando que uma estratégia interfira negativamente em outra.
--
-ad5
Ministério da Saúde apresenta 10 estratégias de controle vetorial

A Nota Técnica divide as intervenções em ações fundamentais e tecnologias inovadoras.

1. Controle mecânico
O controle mecânico envolve medidas destinadas a eliminar ou impedir a formação de criadouros do mosquito.Eliminar Pragas

Entre os exemplos estão a retirada de recipientes que acumulam água, a lavagem e vedação de caixas-d'água e a destinação adequada dos resíduos.

O Ministério da Saúde destaca essa medida como uma das ações mais importantes para interromper o ciclo do vetor.

2. Uso de larvicidas
Os larvicidas são utilizados em depósitos com água que não podem ser eliminados ou vedados.

A aplicação deve seguir os critérios técnicos e as orientações estabelecidas pelo Ministério da Saúde.

3. Inseticida residual em pontos estratégicos

Outra estratégia é a aplicação de inseticida residual em pontos estratégicos, como cemitérios, borracharias, ferros-velhos, depósitos de sucata, depósitos de materiais de construção e garagens de veículos de grande porte.
--
-ad7
O objetivo é manter o efeito do produto por mais tempo nas superfícies onde os mosquitos costumam pousar, contribuindo para reduzir a população adulta nesses locais.

4. Nebulização espacial com UBV

A nebulização espacial por Ultra-Baixo-Volume (UBV) utiliza inseticida na forma de uma névoa fina para eliminar mosquitos adultos em circulação.

Segundo a Nota Técnica, essa ação é utilizada principalmente em situações de transmissão ativa ou surtos de arboviroses, como medida complementar de bloqueio e resposta rápida.

Tecnologias inovadoras ganham espaço no controle vetorial

Além das ações tradicionais, o Ministério da Saúde apresenta tecnologias consideradas inovadoras para o controle do Aedes aegypti e do Aedes albopictus.

Ovitrampas

As ovitrampas são armadilhas utilizadas para atrair fêmeas do mosquito para a postura de ovos.Eliminar Pragas

A presença dos ovos permite avaliar indiretamente a população do vetor, identificando fêmeas reprodutivamente ativas no ambiente.
--
-ad9
Estratificação de risco

A estratificação de risco permite identificar áreas prioritárias, também chamadas de hotspots, utilizando informações epidemiológicas.

A partir dessa análise, determinadas áreas podem receber ações intensificadas de vigilância e controle.

BRI-Aedes

A Borrifação Residual Intradomiciliar para o Aedes (BRI-Aedes) consiste na aplicação de inseticida residual no interior de imóveis especiais.

Entre os locais citados estão escolas, unidades de saúde, rodoviárias, universidades e outros espaços com grande circulação ou permanência de pessoas.

A aplicação cria uma barreira química nas superfícies internas, eliminando mosquitos que pousarem nesses locais e também atuando como repelente.

Estações Disseminadoras de Larvicida

As Estações Disseminadoras de Larvicida (EDL) atraem fêmeas do Aedes.

Ao entrar em contato com a estação, o mosquito pode carregar micropartículas de larvicida para outros criadouros, contribuindo para reduzir o desenvolvimento das larvas em diferentes pontos do território.

Wolbachia

Outra estratégia é a liberação de mosquitos Aedes aegypti infectados com Wolbachia.Eliminar Pragas
--
-ad7
Segundo a Nota Técnica, a bactéria reduz a capacidade do mosquito de transmitir dengue, Zika e chikungunya.

Com o tempo, os mosquitos infectados podem substituir a população local, ampliando a proteção no território.

Técnica do Inseto Estéril por Irradiação

A Técnica do Inseto Estéril por Irradiação (TIE) utiliza mosquitos machos de Aedes aegypti esterilizados por irradiação.

Quando esses machos cruzam com fêmeas selvagens, não são gerados descendentes viáveis, contribuindo para a redução da população do mosquito ao longo do tempo.

Controle mecânico continua sendo essencial

Um dos pontos de maior importância para os Agentes de Combate às Endemias é que a utilização de novas tecnologias não significa abandonar as ações tradicionais.

A Nota Técnica estabelece que o controle mecânico e o tratamento focal com larvicida não devem ser interrompidos quando determinada área também receber tecnologias como EDL, Wolbachia ou mosquitos irradiados.

O documento reforça que o controle ou manejo ambiental é reconhecido como a principal forma de prevenção das arboviroses e que seu planejamento deve envolver também o setor de limpeza urbana dos municípios.

A orientação é começar pelas áreas de maior risco e, posteriormente, ampliar as ações para outras localidades.
--
-ad5
Trabalho do ACE ganha importância com o monitoramento do território

A Nota Técnica prevê uma utilização mais direcionada das ações de campo a partir das informações produzidas pela vigilância entomológica.Ver Tutoriais

O monitoramento por ovitrampas, por exemplo, pode orientar as visitas domiciliares em áreas que não sejam classificadas como hotspots, considerando a positividade encontrada e a presença do vetor.

Nesse modelo, o Agente de Combate às Endemias passa a atuar dentro de um planejamento que busca direcionar as ações para locais onde os indicadores apontam maior necessidade de intervenção.

Isso não significa substituir a visita domiciliar ou o controle mecânico por tecnologia. Pelo contrário: a proposta é integrar as diferentes ferramentas para tornar as ações mais direcionadas e eficientes.

EDL, Wolbachia e TIE precisam ser planejadas em conjunto

A combinação das tecnologias exige atenção para evitar que uma intervenção prejudique a outra.

A Nota Técnica recomenda, por exemplo, que as EDLs não sejam instaladas nos mesmos imóveis onde houver ovitrampas, evitando competição pela atração das fêmeas de Aedes.

Em áreas que receberão Wolbachia ou mosquitos irradiados, as EDLs podem ser utilizadas previamente para ajudar a reduzir a população de mosquitos selvagens.
--
-ad7
Durante o período de liberação de mosquitos com Wolbachia ou de mosquitos irradiados, porém, recomenda-se que as EDLs sejam desativadas ou remanejadas para outras áreas prioritárias, evitando a captura dos mosquitos liberados.

Nebulização pode exigir suspensão temporária de algumas estratégias

A Nota Técnica também estabelece cuidados específicos quando há necessidade de realizar bloqueio de transmissão com UBV.

Nas áreas em que estiver ocorrendo liberação de mosquitos com Wolbachia, essa liberação deve ser suspensa quando houver necessidade de nebulização espacial para bloqueio da transmissão.

A mesma recomendação vale para a Técnica do Inseto Estéril por Irradiação.Ver Tutoriais

Segundo o documento, aplicações intensivas ou indiscriminadas de inseticidas podem reduzir a sobrevivência dos mosquitos liberados. Por isso, as liberações devem ser retomadas após a conclusão dos ciclos de bloqueio.

Nas áreas em que a intervenção com Wolbachia ou TIE já foi concluída, as ações de bloqueio com UBV, quando recomendadas, devem ocorrer normalmente.

Planejamento deve considerar a realidade de cada município
O Ministério da Saúde orienta que não existe uma combinação única de tecnologias válida para todos os territórios.
--
-ad5
O planejamento deve considerar fatores como:

—  risco epidemiológico;
—  densidade do vetor;
—  condições climáticas;
—  infraestrutura urbana;
—  características sociodemográficas;
—  disponibilidade de recursos humanos;
—  disponibilidade de materiais;
—  capacidade operacional das equipes.

Também devem ser considerados o tempo necessário para mobilização social, capacitação das equipes, execução das atividades de campo e monitoramento dos resultados.

A Nota Técnica ressalta ainda que as tecnologias inovadoras não produzem necessariamente respostas imediatas e não substituem as ações fundamentais.

Educação em saúde também faz parte do controle do mosquito

A participação da população aparece como outro componente importante da estratégia.

De acordo com a Nota Técnica, a educação em saúde deve estar integrada às ações fundamentais e às tecnologias inovadoras.

A participação da comunidade é apontada como necessária para tornar as estratégias sustentáveis ao longo do tempo e contribuir para a redução das populações de Aedes aegypti e Aedes albopictus.
--
-ad9
O objetivo final é reduzir a ocorrência de dengue, chikungunya e Zika, principais arboviroses transmitidas por esses vetores.

O que a Nota Técnica representa para os Agentes de Combate às Endemias

Para os ACE, o novo modelo reforça a importância do conhecimento do território, da vigilância entomológica, do planejamento das visitas e da integração entre as diferentes estratégias de controle.

O profissional continua tendo papel fundamental nas ações de campo, especialmente no controle mecânico, tratamento focal, identificação de criadouros, orientação da população e acompanhamento das condições do território.

Ao mesmo tempo, novas ferramentas podem ser incorporadas ao planejamento municipal, fazendo com que o trabalho seja cada vez mais orientado por informações sobre risco, presença do vetor e características locais.

A proposta apresentada pelo Ministério da Saúde não coloca a tecnologia no lugar do agente. Ela propõe a integração das tecnologias com as ações realizadas pelas equipes de controle vetorial.Consultar Médico
A principal mensagem da Nota Técnica é que o combate às arboviroses depende da combinação de estratégias.

Wolbachia, EDL, BRI-Aedes, TIE e ovitrampas passam a integrar um conjunto que também inclui controle mecânico, larvicidas, inseticidas residuais, UBV e educação em saúde.

O resultado esperado depende de planejamento, conhecimento do território, capacitação das equipes, participação da população e avaliação permanente das ações.
--
-ad5
Nesse cenário, o Agente de Combate às Endemias permanece como profissional essencial para transformar as estratégias de controle vetorial em ações concretas no território.




Autor: Samuel Camêlo - Consultor em Saúde com relevante domínio nos temas relacionados a Atenção Primária à Saúde, Saúde coletiva, Processos de Trabalho, Gestão e Legislação. Bacharel em direito, Graduado e pós em História, editor, coordenador da MNAS e um eterno Agente de Saúde.

Fonte: JASB - Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil - www.jasb.com.br. 
Edição Geral: JASB.
Encaminhamento de denúncia ao JASB: Acesse aqui.
--
-ad9
O jornalismo do JASB.com.br precisa de você para continuar marcando ponto na vida das pessoas. Compartilhe as nossas notícias em suas redes sociais!
Tecnologia do Blogger.