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Flamengo não joga o jogo do leilão: Boto impõe limites e dá o tom da negociação por Almada.m=1

           River Plate disputa contratação de Almada com o Flamengo.   —  Foto: JASB/Reprodução.
 
Flamengo não joga o jogo do leilão: Boto impõe limites e dá o tom da negociação por Almada.
Publicado no JASB em 04.agosto.2026. Atualizado em 05.agosto.2026.

Canal do Esporte José Boto desembarcou no Rio de Janeiro na madrugada desta terça-feira com uma mensagem clara na bagagem. 
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O diretor de futebol do Flamengo foi à Argentina, conversou com o estafe de Thiago Almada, mas não viajou para convencer ninguém. Viajou para estabelecer um limite: o clube não vai entrar em leilão.

A fala, em tom direto e sem rodeios, expõe a estratégia rubro-negra num momento em que a novela pelo meia argentino parece caminhar para um desfecho. Almada, que passou pelo Botafogo em 2024 e hoje é do Atlético de Madrid, é o nome preferido da diretoria para reforçar o setor de criação. Mas não a qualquer preço.

O recado que Boto levou à Argentina
Aquilo que eu fui lá dizer é que nós não entraríamos em leilões. Aquilo que já tínhamos combinado é aquilo que vai ser, se ele quiser vir para o Flamengo”, afirmou Boto a jornalistas no Aeroporto do Galeão, em entrevista que contou com a presença da reportagem do Lance! 
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A frase, cirúrgica, soa como um ultimato educado. O Flamengo já apresentou sua oferta. As condições estão postas. Agora, a bola está com Almada e seu estafe. Se a decisão for pelo River Plate — rival argentino que também corre por fora — o Rubro-Negro não vai se desesperar. E vai virar a página.


O dirigente foi além: deixou claro que a viagem à Argentina não teve um objetivo didático. 
“O motivo da minha ida à Argentina não foi convencer o Almada, porque isso seria estúpido da parte do Almada se eu tivesse que ir para convencê-lo. Ele jogou aqui seis meses e sabe da grandeza do Flamengo, assim como nós todos”, declarou.
O peso de uma negociação de 20 milhões de euros

Boto aproveitou o momento para colocar a negociação em perspectiva. E usou números para embasar sua paciência estratégica. Segundo ele, transferências acima de 20 milhões de euros são raríssimas no futebol brasileiro. 
“Sete. Duas do Flamengo, duas do Palmeiras, duas do Botafogo e uma do Cruzeiro. Todas nos últimos dois anos”, enumerou.
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O valor bruto, no entanto, não é o único fator. O dirigente detalhou um aspecto pouco visível para a torcida: o custo real da operação. 
“Quando falamos de uma transferência de 20 milhões, não são 20 milhões. São quase 24 milhões por causa dos impostos. Se são 30, passam para 36”, explicou.
E não é só isso. O prazo de pagamento também pesa. “Uma coisa é pagar 20 milhões em um ano. Outra é pagar em dois, três ou cinco. Isso faz toda a diferença numa negociação”, afirmou. A fala mostra que, para Boto, o Flamengo precisa agir com responsabilidade fiscal, mesmo num momento de poder financeiro.
           O River Plate já havia chegado a um acordo verbal com o Atlético de Madrid.   —  Foto: JASB/Reprodução.

Paciência, pressa e o plano B

Apesar do discurso de otimismo — “Há um otimismo” — Boto foi realista sobre os prazos
“Em contratações desse nível é preciso paciência para não se pagar mais do que se deve, mas também não vamos esperar eternamente”, ponderou.
A reportagem do GE destacou que a família de Almada tem forte influência na decisão, e a vontade de retornar à Argentina pesa. O River Plate, inclusive, já havia chegado a um acordo verbal com o Atlético de Madrid para comprar 50% dos direitos do jogador por 20 milhões de euros, segundo o jornal Olé .

Diante desse cenário, o Flamengo não está parado. Boto revelou que o clube não se fixa num único alvo. 
“O Flamengo não se fixa só num jogador. Joga, às vezes, em vários tabuleiros”, disse, sinalizando que outros nomes estão no radar — como Luiz Henrique, especulado nos bastidores.
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A ESPN já havia noticiado que, em caso de desfecho negativo, o Rubro-Negro focaria esforços em outro meia-armador, considerando o elenco curto para o setor. A diretoria, portanto, está pronta para reagir.

A gestão e a metáfora da lagosta

A entrevista de Boto teve um momento de descontração que resumiu bem sua filosofia de gestão. O dirigente usou uma metáfora para explicar a dificuldade do mercado: 
Nós não podemos querer jogadores no auge da carreira e pagar como se fossem promessas. Comer lagosta a preço de sardinha não existe. E comer sardinha pensando que está a comer lagosta também não”.
A frase é um recado direto à torcida, que anseia por reforços de peso. Boto pede paciência e confiança no trabalho da diretoria. 

O Flamengo pode, sim, contratar Almada, mas não vai se curvar a pressões externas
“Pode vir o Almada, pode vir outro, pode não vir ninguém. Mas, se vier algum jogador, vai ser nas condições que o Flamengo quer, e não em leilões”, concluiu.
Agora, a história segue nos bastidores. O desfecho depende da vontade do jogador e da capacidade do Flamengo em manter sua posição firme — sem perder o bonde, mas também sem pagar a mais por ele.
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Fonte: JASB - Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil - www.jasb.com.br. 
Edição Geral: JASB.
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