Entre números e omissões: CNM despreza R$ 240 bilhões gerados pelos Agentes de Saúde.
Entre números e omissões: CNM despreza R$ 240 bilhões gerados pelos Agentes de Saúde.
WhatsApp: Grupos Estaduais | Com o reajuste do salário mínimo de R$ 1.518,00 para R$ 1.621,00 em 2026, o custo médio por Agente de Saúde (dois salários mínimos) passou de R$ 3.036,00 para R$ 3.242,00. O saldo positivo em favor dos município é de R$ 225 bilhões, graças ao trabalho de prevenção realizados pelos Agentes.
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O investimento anual estimado com os 385 mil ACS e ACE subiu de R$ 14 bilhões para aproximadamente R$ 14,97 bilhões — quase R$ 15 bilhões. O saldo líquido positivo é de aproximadamente R$ 225 bilhões.
Cada real investido nos Agentes de Saúde devolve R$ 16 ao SUS — e os gestores da administração pública municipal do país ainda não percebeu? É pouco provável que não.
O Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil (JASB) divulgou análise atualizada com base em dados do Governo Federal: o trabalho dos Agentes Comunitários de Saúde e dos Agentes de Combate às Endemias gera retorno de aproximadamente R$ 20 bilhões por mês aos cofres públicos, somando R$ 240 bilhões por ano — enquanto o investimento total na categoria não chega a R$ 15 bilhões anuais. O saldo é positivo em cerca de R$ 225 bilhões.
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O que os números revelam — e o que os gestores fingem não ver
O Brasil conta com cerca de 385 mil ACS e ACE registrados no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES). Hashtag: economia ACS ACE SUS 2026, retorno financeiro agentes saúde bilhões, JASB análise economia agentes comunitários, custo ACS ACE.
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Com o salário mínimo atual de R$ 1.621,00, o custo médio de dois salários mínimos por agente chega a R$ 3.242,00. Isso resulta num investimento anual estimado de aproximadamente R$ 14,97 bilhões — quase R$ 15 bilhões — para manter toda a força de trabalho que sustenta a base do Sistema Único de Saúde (SUS).
Em contrapartida, a economia gerada pela atuação preventiva dessas equipes alcança R$ 240 bilhões por ano. A relação é clara: para cada real investido nos Agentes de Saúde, o retorno ao sistema público supera R$ 16. O JASB foi o primeiro veículo de comunicação a do país a divulgar esses valores com base em informações do Governo Federal.
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De onde vem essa economia bilionária
A economia não é abstrata — ela resulta de ações concretas realizadas diariamente por ACS e ACE em comunidades de todo o país. Cada visita domiciliar, cada foco de dengue eliminado, cada hipertenso acompanhado sem precisar de internação representa um custo evitado para o sistema público.
Entre os principais fatores que explicam esse retorno estão:
💠 Redução de 28% nas internações por condições sensíveis à Atenção Primária em Saúde;
💠 Economia de R$ 2,1 bilhões por ano em medicamentos de alto custo;
💠Custo 18 vezes menor no Combate às Endemias comparado ao tratamento de casos graves;
💠Prevenção de surtos, evitando gastos estimados em R$ 3,8 bilhões em emergências sanitárias.
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A Confederação que admitiu o que tenta negar
A Confederação Nacional dos Municípios (CNM), representante de 5.569 prefeitos, admitiu em audiência pública na Câmara dos Deputados que cada real investido em ACS e ACE gera retorno mensal de aproximadamente R$ 20 bilhões aos cofres públicos.
O dado foi apresentado pelo primeiro secretário Edmar Santos durante debate da PEC 14/2021. A contradição é evidente: a mesma entidade que reconhece o retorno bilionário resiste às propostas de valorização da categoria alegando "impacto financeiro insustentável."
O modelo que o mundo estuda — e o Brasil subestima
A eficiência do modelo brasileiro desperta interesse internacional. Países como Portugal e Reino Unido estudam adotar estratégias semelhantes de Atenção Básica com agentes comunitários.
Nos Estados Unidos, os gastos anuais em saúde chegam a US$ 3,9 trilhões, com resultados inferiores em diversos indicadores de Saúde Pública. O contraste evidencia o valor estratégico de investir em prevenção — e não apenas em tratamento.
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O argumento que encerra o debate sobre valorização
A análise do JASB não deixa margem para controvérsia: a economia comprovada pelo trabalho dos ACS e ACE supera com ampla folga qualquer custo relacionado à valorização dessas categorias. Hashtag: salário mínimo 2026, R$ 240 bilhões economia SUS agentes saúde, Confederação Nacional Municípios CNM PEC 14 ACS, Atenção Primária.
O saldo líquido positivo de aproximadamente R$ 225 bilhões ao ano é, por si só, a resposta mais robusta a quem questiona o custo da Aposentadoria Especial, da insalubridade regulamentada ou do Piso Salarial Nacional em três salários mínimos.
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Garantir condições dignas de trabalho aos Agentes de Saúde não é gasto — é o investimento de maior retorno comprovado em toda a Saúde Pública brasileira.
Autor: Samuel Camêlo
Fonte: JASB - Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil - www.jasb.com.br.
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