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Das ruas de Fortaleza a Macapá: Enfermagem do Ceará aprova agenda nacional de pressão pela PEC 19.

           Enfermagem cearense para, vai às ruas e manda recado ao Senado: "Não aceitaremos mais espera".   —  Foto/Reprodução/Sindsaúde Ceará.
 
Das ruas de Fortaleza a Macapá: Enfermagem do Ceará aprova agenda nacional de pressão pela PEC 19.
Publicado no JASB em 25.junho.2026. Atualizado em 26.junho.2026.

WhatsApp: Grupos Estaduais PEC 19 parada no Senado provoca paralisação em Fortaleza e caravana a Brasília marcada para julho.
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As ruas de Fortaleza como resposta ao silêncio do Senado

A Enfermagem do Ceará ocupou as ruas de Fortaleza na terça-feira (23) com uma paralisação de abrangência estadual e atos públicos em pontos estratégicos da capital

A motivação é direta: a PEC 19, proposta que garante o reajuste permanente do Piso Nacional da Enfermagem e sua vinculação à jornada de 36 horas semanais, segue sem ser pautada pelo Senado Federal — mesmo após meses de cobranças da categoria em todo o país.
Um percurso que começou no IJF e terminou em assembleia

A programação foi construída pelo Sindsaúde Ceará à frente da Frente Cearense pela Valorização da Enfermagem, em articulação com o Sindifort, o Coren-CE e a Assec. 
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A concentração ocorreu em frente ao Instituto Dr. José Frota, seguida de caminhada pelo Centro de Fortaleza, ato público diante da Secretaria Municipal da Saúde e encerramento com assembleia geral em frente à Santa Casa de Misericórdia. Cada ponto do trajeto foi escolhido para tornar visível, na própria cidade, o que o Senado insiste em ignorar.

O que foi aprovado na assembleia: uma agenda de pressão em três frentes

Da assembleia saíram decisões concretas que transformam a mobilização desta terça-feira em ponto de partida, não de chegada. Entre os principais encaminhamentos aprovados pela categoria estão:

💠 Envio de uma caravana cearense a Brasília nos dias 30 de junho e 1º de julho, para diálogo direto com parlamentares e acompanhamento das articulações em torno da PEC 19;

💠 Participação em mobilização nacional no dia 6 de julho, em Macapá (AP), com ato realizado em frente à residência do presidente do Senado, Davi Alcolumbre;
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💠 Realização de uma grande caminhada da Enfermagem em Fortaleza no dia 5 de agosto, ampliando a pressão pela aprovação da proposta no segundo semestre legislativo.

           Enfermagem na luta pela aprovação da PEC 19.   —  Foto/Reprodução/Sindsaúde Ceará.
Por que o calendário importa — e preocupa

A proximidade do recesso parlamentar e do calendário eleitoral de 2026 aumenta a tensão em torno da PEC 19. Com o Congresso Nacional concentrado em pautas de forte apelo fiscal e político, representantes da categoria avaliam que a janela para aprovação da proposta antes do recesso está se fechando rapidamente. 

O padrão se repete: cada sessão que passa sem incluir a PEC 19 na pauta do Senado é mais uma semana de espera para profissionais que já aguardam há anos uma solução definitiva.
Alcolumbre como alvo central da pressão nacional

A escolha de Macapá como palco do ato nacional de 6 de julho não é aleatória. O estado é a base eleitoral de Davi Alcolumbre, presidente do Senado e figura com prerrogativa exclusiva de incluir — ou não — matérias na pauta do Plenário. 
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Representantes das categorias avaliam que pressionar o senador em seu próprio território tem impacto político diferente de manifestações realizadas em Brasília. A mensagem é de que a Enfermagem está disposta a ir onde for necessário para ser ouvida.
Uma categoria que sustentou a pandemia — e ainda espera reconhecimento

Para o Sindsaúde Ceará, o recado das ruas de Fortaleza foi inequívoco: a Enfermagem está cansada de esperar. 

A categoria que ocupou hospitais superlotados durante a pandemia de Covid-19, que trabalhou sem equipamentos adequados e que seguiu de pé quando o sistema de saúde esteve à beira do colapso, não aceitará que a PEC 19 continue represada nas gavetas do Senado enquanto outras pautas avançam.
A luta que conecta Enfermagem e Agentes de Saúde

A mobilização da Enfermagem cearense acontece em um momento em que outra categoria da Saúde Pública — os Agentes Comunitários de Saúde e os Agentes de Combate às Endemias — também aguarda votação de proposta decisiva no Senado, a PEC 14/2021. 
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As duas pautas têm em comum a mesma parede de resistência: a inércia institucional de uma Casa que reconhece os direitos em discurso, mas não os coloca em votação. Juntas, as categorias formam a Linha de Frente da Saúde Pública brasileira — e juntas estão aprendendo que a pressão organizada é o único instrumento que move engrenagens travadas.
           A aprovação da PEC 19 representa respeito aos profissionais da Enfermagem.   —  Foto/Reprodução/Sindsaúde Ceará.

Fonte: JASB - Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil - www.jasb.com.br. 
Edição Geral: JASB.
Encaminhamento de denúncia ao JASB: Acesse aqui.
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