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Resiliência define mulheres iranianas que perderam visão em protestos por liberdade.

           Sob o regime islâmico, “as mulheres sempre foram consideradas cidadãs de segunda classe” e enfrentam restrições, diz iraniana.   —  Foto/Reprodução/Arquivo pessoal.
 
Resiliência define mulheres iranianas que perderam visão em protestos por liberdade.
Publicado no JASB em 08.março.2026. Atualizado em 09.março.2026.

WhatsApp: Rede do JASB Três mulheres iranianas que sofreram perda parcial da visão durante manifestações por liberdade no Irã relatam que suas histórias simbolizam a resistência feminina sob o regime teocrático islâmico dos aiatolás.
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👁️ Feridas físicas revelam marcas da repressão

As declarações foram reunidas em reportagem publicada pelo jornal Correio Braziliense, que ouviu vítimas e ativistas sobre as consequências da repressão a protestos no país.

⚖️ Regime impõe restrições severas às mulheres

Durante décadas, mulheres iranianas viveram sob regras impostas pela chamada “polícia da moralidade”, responsáveis por fiscalizar a obrigatoriedade do uso do hijab e outras normas baseadas na sharia
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Segundo especialistas ouvidos na reportagem, essas restrições fazem parte de um sistema que limita direitos civis e coloca mulheres em posição de desvantagem social e jurídica no país.


💬 Ativistas denunciam violência e desigualdade

O diretor da ONG Iran Human Rights, Mahmood Amiry-Moghaddam, afirmou que a repressão contra mulheres e meninas é recorrente. 

Em entrevista, ele declarou que, sob o regime islâmico, “as mulheres sempre foram consideradas cidadãs de segunda classe” e enfrentam restrições que incluem limitações para ocupar cargos, viajar sem autorização masculina ou decidir como se vestir.
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🔥 Histórias de vítimas que perderam a visão

Entre as entrevistadas está a iraniana Ghazal Ranjkesh, de 24 anos, que perdeu o olho direito durante um protesto em Bandar Abbas, em 2022. 

Segundo ela relatou, foi atingida por um disparo das forças da República Islâmica a menos de um metro de distância enquanto participava de manifestações contra o regime

Atualmente vivendo no exílio, nos Emirados Árabes Unidos, Ranjkesh afirma que o povo iraniano continua lutando “de mãos vazias” contra a repressão estatal.

🌋 Movimento feminino mantém esperança de mudança

Outra voz do movimento é Mersedeh Shahinkar, de 43 anos, que representou o movimento “Mulheres, Vida e Liberdade” e recebeu o Prêmio Sakharov do Parlamento Europeu
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Para ela, ser mulher no Irã exige resistência permanente. Em entrevista, comparou a força das iranianas ao vulcão Monte Damavand e afirmou que as mulheres “entraram em erupção” durante o movimento por liberdade, demonstrando força diante da repressão.

🌍 Sonho de um Irã livre e igualitário

Apesar das perdas físicas e da violência enfrentada, as entrevistadas afirmam manter a esperança de transformação política no país

Shahinkar declarou acreditar em um futuro “brilhante” para o Irã, com igualdade de direitos entre homens e mulheres e maior participação feminina na vida pública e cultural. Para muitas ativistas, a luta atual representa apenas o início de um processo de mudança social profunda.

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Fonte: JASB com informações do jornal Correio Braziliense.
Edição Geral:  JASB - Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil - www.jasb.com.br. 

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