Resiliência define mulheres iranianas que perderam visão em protestos por liberdade.
Resiliência define mulheres iranianas que perderam visão em protestos por liberdade.
WhatsApp: Rede do JASB | Três mulheres iranianas que sofreram perda parcial da visão durante manifestações por liberdade no Irã relatam que suas histórias simbolizam a resistência feminina sob o regime teocrático islâmico dos aiatolás.
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👁️ Feridas físicas revelam marcas da repressão
As declarações foram reunidas em reportagem publicada pelo jornal Correio Braziliense, que ouviu vítimas e ativistas sobre as consequências da repressão a protestos no país.
⚖️ Regime impõe restrições severas às mulheres
Durante décadas, mulheres iranianas viveram sob regras impostas pela chamada “polícia da moralidade”, responsáveis por fiscalizar a obrigatoriedade do uso do hijab e outras normas baseadas na sharia.
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Segundo especialistas ouvidos na reportagem, essas restrições fazem parte de um sistema que limita direitos civis e coloca mulheres em posição de desvantagem social e jurídica no país.
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💬 Ativistas denunciam violência e desigualdade
O diretor da ONG Iran Human Rights, Mahmood Amiry-Moghaddam, afirmou que a repressão contra mulheres e meninas é recorrente.
Em entrevista, ele declarou que, sob o regime islâmico, “as mulheres sempre foram consideradas cidadãs de segunda classe” e enfrentam restrições que incluem limitações para ocupar cargos, viajar sem autorização masculina ou decidir como se vestir.
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🔥 Histórias de vítimas que perderam a visão
Entre as entrevistadas está a iraniana Ghazal Ranjkesh, de 24 anos, que perdeu o olho direito durante um protesto em Bandar Abbas, em 2022.
Segundo ela relatou, foi atingida por um disparo das forças da República Islâmica a menos de um metro de distância enquanto participava de manifestações contra o regime.
Atualmente vivendo no exílio, nos Emirados Árabes Unidos, Ranjkesh afirma que o povo iraniano continua lutando “de mãos vazias” contra a repressão estatal.
🌋 Movimento feminino mantém esperança de mudança
Outra voz do movimento é Mersedeh Shahinkar, de 43 anos, que representou o movimento “Mulheres, Vida e Liberdade” e recebeu o Prêmio Sakharov do Parlamento Europeu.
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Para ela, ser mulher no Irã exige resistência permanente. Em entrevista, comparou a força das iranianas ao vulcão Monte Damavand e afirmou que as mulheres “entraram em erupção” durante o movimento por liberdade, demonstrando força diante da repressão.
🌍 Sonho de um Irã livre e igualitário
Apesar das perdas físicas e da violência enfrentada, as entrevistadas afirmam manter a esperança de transformação política no país.
Shahinkar declarou acreditar em um futuro “brilhante” para o Irã, com igualdade de direitos entre homens e mulheres e maior participação feminina na vida pública e cultural. Para muitas ativistas, a luta atual representa apenas o início de um processo de mudança social profunda.
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